12 de maio de 2026
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Fabricante chinesa de materiais para baterias, Zhejiang Huayou Cobalt, negocia a compra da australiana Atlantic Lithium

A fabricante chinesa de materiais para baterias de lítio, Zhejiang Huayou Cobalt, planeja adquirir a australiana Atlantic Lithium por US$ 210 milhões (R$ 1 bilhão) em uma transação com o objetivo de garantir o controle de um importante projeto de lítio em Gana e fortalecer a base de recursos upstream da empresa chinesa.

De acordo com o acordo anunciado pela Huayou Cobalt na última 5ª feira (7.mai.2026), o preço final de compra da Atlantic Lithium será determinado com base nos impostos sobre ganhos de capital aplicados pela Autoridade Tributária de Gana. O negócio está sujeito a aprovações regulatórias, incluindo do Conselho de Revisão de Investimentos Estrangeiros da Austrália, bem como das autoridades da China e de Gana.

A aquisição concentra-se no principal ativo da Atlantic Lithium, a mina de lítio de Ewoyaa. O local possui reservas estimadas em 36,8 milhões de toneladas de recursos minerais com um teor de óxido de lítio de 1,24%, o que equivale a 1,1 milhão de toneladas de carbonato de lítio. Em março, o projeto tornou-se a 1ª mina de lítio no país africano a receber aprovação parlamentar formal para sua concessão de mineração.

Espera-se que o acordo fortaleça a autossuficiência e a resiliência da cadeia de suprimentos da Huayou, ampliando seu portfólio africano existente, que inclui o projeto Arcadia no Zimbábue e as operações Mikas e CDM na República Democrática do Congo.

EXPANSÃO DA PRODUÇÃO

A aquisição destaca um esforço mais amplo das principais mineradoras chinesas para expandir agressivamente sua presença no exterior, à medida que o aumento dos preços do lítio e os iminentes déficits de oferta aceleram um novo ciclo de expansão do setor.

A Zijin Mining Group planeja aumentar sua produção de lítio de 25.500 toneladas de carbonato de lítio equivalente em 2025 para quantidades que vão de 270 mil a 320 mil toneladas até 2028.

Essa expansão, impulsionada principalmente pelo projeto Manono, no nordeste da República Democrática do Congo, que deve entrar em operação em junho de 2026, poderá tornar a Zijin uma das maiores produtoras de lítio do mundo.

Em comparação, as principais produtoras nacionais, Tianqi Lithium e Ganfeng Lithium Group, esperam produzir 87.900 toneladas e 182,4 mil toneladas, respectivamente, em 2025. A Ganfeng pretende atingir uma capacidade de produção anual de pelo menos 600 mil toneladas até 2030.

A corrida para garantir ativos coincide com uma forte alta nos custos das matérias-primas neste ano. Os contratos futuros de carbonato de lítio no mercado interno ultrapassaram brevemente a marca de 200 mil yuans (US$ 29.400) em 7 de maio, antes de fecharem a 196,5 mil yuans por tonelada no dia seguinte, consolidando um aumento de quase 49% desde o início do ano.

Os preços foram impulsionados por mudanças nas políticas e atritos geopolíticos. A expectativa do mercado em relação à redução, em 1º de abril, do desconto no imposto de exportação de baterias da China, de 9% para 6%, levou as empresas de armazenamento de energia a acelerarem os embarques, elevando os preços a um pico de 189 mil yuans por tonelada no final de janeiro, antes de recuarem para cerca de 130 mil yuans.

Em outro contexto, a decisão, em 25 de fevereiro, do Zimbábue, um dos principais exportadores africanos, de suspender os embarques de concentrado de lítio e minério bruto impulsionou os preços para perto de 190 mil yuans por tonelada, o nível mais alto desde setembro de 2023.

A volatilidade mais ampla do mercado também foi exacerbada pelas incertezas em relação às aprovações de exportação do Zimbábue e pelo impacto da guerra entre os Estados Unidos e o Irã nas instalações de armazenamento de energia do Oriente Médio, fazendo com que os preços flutuassem de 130 mil a 160 mil yuans por tonelada.

A demanda global por lítio deverá superar a oferta em 2026. Em um cenário otimista da provedora de dados Argus, a oferta global deverá crescer 29% em relação ao ano anterior, atingindo 2,3 milhões de toneladas de carbonato de lítio equivalente, enquanto a demanda deverá saltar 35%, também para 2,3 milhões de toneladas, resultando em um déficit de 10.000 toneladas.


Este texto foi publicado originalmente pelo Caixin Global, em 11 de maio de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, foi adaptado para o padrão do Poder360.



Autor Poder360 ·


Foi aprovado, em definitivo, o projeto de lei nº 30067/25, da Governadoria, que abre crédito especial para a Secretaria de Estado da Administração (Sead), para o Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (FEDC) e para encargos especiais. A abertura do crédito, no montante de R$ 128,781 milhões, tem por objetivo permitir a aquisição de imóvel localizado na capital, com o propósito de abrigar as unidades administrativas do Poder Executivo. 

A proposta recebeu 18 votos favoráveis e 8 contrários. As manifestações contra o repasse financeiro foram dos deputados José Machado (PSDB), Paulo Cezar Martins (PL), Gustavo Sebba (PSDB), Delegado Eduardo Prado (PL), Major Araújo (PL), Clécio Alves (Republicanos), Bia de Lima (PT) e Mauro Rubem (PT). 

De acordo com a proposta do Executivo, o crédito especial tem como finalidade primordial viabilizar a aquisição de imóvel localizado na Avenida Anhanguera, no centro de Goiânia, com área construída de 26.646,77 m² e área de terreno de 3.187,61 m², e viabilizar a efetivação do aporte ao Fundo de Equalização Federativa (FEF/PROPAG). O imóvel terá o propósito de abrigar órgãos do Poder Executivo Estadual que atualmente enfrentam limitações estruturais e operacionais significativas e demandam novo espaço físico.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Durante reunião da Comissão Mista da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), realizada na tarde desta quarta-feira, 26, foram aprovadas duas matérias e foi adiada a análise de um terceiro processo, que recebeu pedido de vista coletivo.

O processo nº 30066/25 foi aprovado por unanimidade. Relatado pela deputada Rosângela Rezende (Agir), o texto autoriza a abertura de crédito especial de R$ 40.000,00 ao Fundo Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa (Fedpi-GO). Segundo a proposição, o recurso viabiliza despesas relacionadas ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), diante da ausência de dotação orçamentária específica.

As pastas proponentes destacam que a medida segue a Lei Federal nº 4.320/1964, que estabelece normas gerais para elaboração e controle dos orçamentos públicos.

Outro texto aprovado, também sem votos contrários, foi o processo nº 26165/25, de autoria do deputado Talles Barreto (UB). A matéria denomina Unidade de Integração e Referência Social Maria Xavier Caiado o imóvel localizado na Avenida Anhanguera, nº 3.463, no Setor Universitário, em Goiânia. De acordo com Barreto, a proposição reconhece a relevância histórica, educacional e social da homenageada, além de reforçar o papel da nova estrutura para o fortalecimento das políticas públicas de desenvolvimento social.

Segundo o parlamentar, “a edificação encontra-se em estágio avançado de conclusão das obras e, em breve, abrigará moderna estrutura administrativa e técnica voltada à execução das políticas públicas sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (SEDS), promovendo maior eficiência na gestão e integração das ações de cidadania e inclusão social no Estado de Goiás”.

Pedido de vista adia votação

A análise do processo nº 30067/25 foi interrompida após pedido de vista apresentado pelos deputados Major Araújo (PL), Antônio Gomide (PT), Bia de Lima (PT) e Delegado Eduardo Prado (PL).

A proposta, de autoria do Poder Executivo, prevê a abertura de crédito especial superior a R$ 127.000.000,00 para a Secretaria de Estado da Administração (Sead) e o Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Fedc). O objetivo é adquirir um imóvel urbano na Avenida Anhanguera, nº 5.829, no Setor Central, com área construída de 26.646,77 m², destinado a abrigar unidades administrativas do Executivo.

O texto aponta que o imóvel atenderia órgãos com limitações estruturais, como Procon, Sead, áreas da Economia e da Secretaria de Estado da Saúde, além de possibilitar a transferência de outras estruturas em situação semelhante. A proposta também argumenta que a aquisição eliminaria gastos com aluguel, gerando maior previsibilidade e robustez ao planejamento orçamentário estadual.

Com o pedido de vista, a votação foi prejudicada e deve retornar à pauta nos próximos encontros da Comissão Mista.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O promotor de Justiça Wessel Teles de Oliveira, da 5ª Promotoria de Caldas Novas, arquivou o inquérito civil que apurava “possíveis atos de improbidade administrativa na aquisição de kits literários para atender às necessidades do Fundo Municipal da Educação de Caldas Novas”. A prefeitura de Caldas Novas foi informada do arquivamento pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) na quinta-feira (16/1), após ampla investigação que consultou preços de produtos e analisou quebra de sigilo bancário de agentes públicos (secretários e prefeito) e empresários fornecedores dos kits literários.

A investigação do MPGO começou a partir de denúncia, amplamente divulgada pela oposição ao prefeito de Caldas Novas, Kleber Marra (MDB). O denunciante alegava possível direcionamento em licitação e sobrepreço na aquisição dos kits de livros infantis da Turma Cabeça Oca pela Secretaria Municipal de Educação.

“Não havendo falar em ato passível de caracterização como irregular, depois de esgotadas todas as diligências possíveis, restou comprovada a inexistência de fundamento para a propositura de Ação Civil Pública, razão pelo qual o Ministério Público do Estado de Goiás promove o arquivamento do presente Inquérito Civil Público”, pontuou o promotor de Justiça.

A mesma denúncia já havia sido julgada improcedente pelo Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás, que inocentou o ex-secretário Municipal de Educação, Rodrigo Brum, e a atual secretária Municipal de Educação, Vanessa de Oliveira, de acusações de supostas irregularidades na aquisição de kits de livros infantis (Turma do Cabeça Oca) por inexigibilidade de licitação pelo Município de Caldas Novas.

Com isso, além de afastadas em decisão unânime, pelo Tribunal Pleno do TCM-GO, as alegações de direcionamento de licitação e sobrepreço na aquisição dos livros também serão arquivadas por determinação do Ministério Público de Goiás.



Autor Manoel Messias Rodrigues