
O Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO), em cooperação com a Polícia Militar, apresentou nesta segunda-feira o balanço das recentes intervenções da Patrulha Randandan. A iniciativa tem como objetivo impedir que veículos com canos de descarga modificados continuem circulando pelas vias públicas goianas. Como parte da ação, aproximadamente 500 escapamentos de motocicletas foram destruídos por um rolo compressor no pátio da autarquia.
Ao longo de doze meses de fiscalização intensa, as autoridades já retiraram de circulação mais de 2,3 mil veículos, sendo a maioria composta por motos que emitiam ruídos acima do permitido. Apenas em fevereiro deste ano, foram recolhidas 254 unidades, somando quase 600 apreensões em 2025. Os componentes inutilizados nesta semana são oriundos de operações realizadas em municípios como Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Caldas Novas e outras quatro cidades do interior.
O presidente da autarquia reforçou o compromisso com o sossego público ao monitorar condutores que desrespeitam os limites sonoros.
“Seguimos atentos para inibir a ação de motoristas que transitam com veículos barulhentos em todo o Estado”, ressalta o presidente do Detran-GO, Delegado Waldir.
De acordo com o órgão, as peças foram adulteradas para permitir a descarga livre, o que amplia a emissão de substâncias poluidoras e gera sons perturbadores para os moradores. O Delegado Waldir esclareceu que o esmagamento público das peças possui um caráter educativo, visando conscientizar sobre o impacto negativo dessas modificações.
“Nós queremos transformar Goiás num estado do silêncio e a gente está sendo copiado já, temos pedidos de Florianópolis, Santa Catarina, de outros estados que querem vir fazer estágio em Goiás para aprender conosco”, afirmou.
O dirigente lembra que o barulho excessivo prejudica severamente a qualidade de vida de grupos vulneráveis, citando autistas, crianças e pacientes em hospitais. Ele enfatizou que a fiscalização atinge todos os perfis de veículos e proprietários, sem distinção de localização geográfica ou classe social.
“Não estamos atrás de motocicleta de pobre, que pobre é honesto e anda corretamente. Nós na verdade estamos atacando o ruído, que é um crime ambiental”, diz.
Infrator terá que arcar com mais custos
Uma nova norma será publicada no Diário Oficial estabelecendo critérios mais rígidos para a liberação dos bens apreendidos fora dos padrões legais de emissão de ruído. Além das multas e taxas de guincho, o infrator será obrigado a realizar uma verificação técnica obrigatória para recuperar o direito de circulação.
“Estamos publicando no Diário Oficial uma portaria em que, além da retenção desse escapamento, nós passaremos a exigir uma vistoria, então o veículo apreendido só poderá sair do pátio com vistoria”, diz, explicando que o proprietário terá de arcar com os custos deste serviço.

Ele acrescentou que a poluição sonora costuma vir acompanhada de danos ecológicos maiores devido à maior vazão de gases. Para modernizar a fiscalização, o governo estadual planeja implementar tecnologia de ponta com dispositivos capazes de identificar automaticamente veículos barulhentos.
“Com certeza isso vai aumentar as apreensões e as autuações. Depois não adianta ninguém reclamar, a gente está sendo transparente, trazendo a público essa novidade que além das câmeras de monitoramento que serão colocadas em todo o estado de Goiás, terão também sensores de ruído e depois não adianta reclamar do presentinho que vai receber via correio ou na hora que for pagar o IPVA”, afirma.
Patrulha contra o barulho faz 1 ano
Instituído em fevereiro do ano passado, o programa Randandan utiliza convênios militares para identificar irregularidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro, como silenciadores inoperantes ou deficientes. O impacto dessas modificações ultrapassa o incômodo auditivo, interferindo diretamente na saúde pública e no direito ao descanso das famílias goianas.
“Idosos, animais, pessoas hospitalizadas, grávidas e indivíduos com sensibilidade a ruídos, como autistas, escolas e famílias com crianças são os mais afetados por esse problema, que compromete o direito ao sossego público. A população está cansada desse desrespeito”, destaca Delegado Waldir.
Conforme a legislação vigente, pilotar com o sistema de descarga livre é considerado uma infração grave. O proprietário flagrado está sujeito à retenção imediata do veículo para regularização, além de receber cinco pontos na carteira de habilitação e uma sanção financeira no valor de R$ 195,23.
Autor Manoel Messias Rodrigues
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