13 de março de 2026
  • 23:53 Debate sobre modelo tributário brasileiro aponta para simplificação
  • 20:09 Câmara de Goiânia aprova vale-alimentação para Saúde
  • 16:25 40% acham que Master prejudica STF, Bolsonaro, Lula, BC e Congresso
  • 12:41 Ricardo Quirino apresenta proposta para apoiar saúde do cuidador de pessoa idosa
  • 08:57 Policarpo e Anselmo propõem título de cidadã para Elizabeth


A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) sediou, nesta quinta-feira, 12, o 1° Congresso Brasileiro de Direito Econômico, Financeiro e Tributário (CBDT). O encontro, que se estendeu ao longo de todo o dia, foi marcado pela participação do vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), bem como de ministros, acadêmicos e outras personalidades que protagonizaram um amplo debate sobre o atual modelo tributário brasileiro. 

O evento, que é resultado de uma iniciativa da Subprocuradoria-geral da Casa de Leis, foi dividido em dois dias e, portanto, será retomado amanhã, 13. A programação completa está disponível no site do CBDT 2026.

A rodada desta quinta-feira contou, ainda, com a participação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luiz Alberto Gurgel de Faria. Já na sexta-feira, 13, será a vez do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, discutir o assunto com o público participante.

A edição de 2026 carrega o tema “Reforma Tributária e os novos contornos do sistema tributário brasileiro”. Ao falar sobre o assunto, Alckmin norteou: “O Brasil está tentando fazer uma reforma tributária há décadas, com que objetivo? Simplificar”.

Em outro momento, descreveu o ambiente normativo brasileiro como um “manicômio tributário”, ressaltando que, além da elevada carga tributária, o custo de pagar tributos no país também é alto. 

“Se a gente pegar de 1988 para cá, saíram 37 normas por dia útil. É um verdadeiro manicômio tributário. Além da carga tributária ser alta, é caro pagar imposto. (…) Nós temos um único dever no Brasil que é desburocratizar, simplificar”, pontuou.

Nesse contexto, o vice-presidente do Brasil defendeu a redução da burocracia, da cumulatividade e do custo Brasil, sublinhando que a mudança do sistema poderá favorecer o crescimento econômico, elevar investimentos, exportações, e trazer mais transparência à tributação sobre o consumo. 

O presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), e o subprocurador-geral, Iure de Castro Silva, também falaram aos participantes. Peixoto ressaltou o processo de transformação vivenciado pelo Parlamento e explicou que o encontro foi articulado para esclarecer à população temas caros que permeiam os cenários político e econômico do país.

Castro, por sua vez, destacou que a Alego, sob a presidência de Peixoto, tem se tornado uma verdadeira universidade. Ele lembrou que este é o terceiro congresso promovido pela Casa e observou que, após debates sobre direito econômico e direito constitucional, chegou o momento de aprofundar o debate sobre direito tributário.

“Um evento desse porte coloca Goiás, mais uma vez, no centro dos debates nacionais, reunindo grandes nomes do direito e da administração pública para discutir temas que impactam diretamente a vida do cidadão, das empresas e do setor público”, argumentou Castro.

Também participaram do encontro os deputados Bia de Lima (PT), Cairo Salim (PSD), Virmondes Cruvinel (UB), Rosângela Rezende (Agir) e Mauro Rubem (PT). Além deles: o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), representantes da Governadoria, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e de órgãos de fiscalização e controle. 

À tarde

Os trabalhos foram retomados após o almoço, com discussões sobre diferentes campos ligados ao tema. Um deles abordou a reforma sob a perspectiva dos crimes contra a ordem tributária. Dentre os pontos discutidos, estão: tipicidade, arrecadação, fiscalização, responsabilidade de administradores e cooperação institucional no novo modelo.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, participou da mesa e destacou que se sente à vontade para falar sobre o assunto, apesar de não ser tributarista, justamente por se dedicar ao aspecto dos crimes tributários, pontos que, segundo ele, não foram afetados pela reforma. “Trago hoje um exercício de especulação como um estudioso do direito penal e do direito processual penal”, introduziu.

Ao adentrar ao tema, ele explicou que a estrutura dos crimes tributários não muda com a reforma; eles continuam previstos no Código Penal. “Quanto aos crimes materiais continuou o entendimento de que a configuração deles pressupõe a constituição definitiva do crédito tributário. Aos crimes formais, o não recolhimento do ICMS, embora regularmente declarado, pode configurar apropriação indébita tributária, desde que presente o dolo de desapropriação. ”

A moderação foi feita por Eduardo Lolli, procurador e secretário de Instrução Técnica e Controle da Alego, que aproveitou a oportunidade para agradecer ao deputado Bruno Peixoto por ter se comprometido com a realização do evento. Em seguida, o desembargador do TJGO, Wilson da Silva Dias, falou das suas preocupações em relação às alterações da norma tributária.

Por sua vez, o advogado e especialista em Direito Constitucional, Gilles Gomes, chamou atenção para um ponto que pode gerar dúvida. “O que antes era algo muito bem determinado em impostos federais e estaduais – caso em que o fato fixava as pessoas responsáveis pela persecução, ou seja, Policial Federal ou Estadual – agora, pode gerar dúvida”, levantou.

Depois, foi a vez de um novo time de especialistas debater o tema ‘Judicialização tributária’ sob o espectro do que muda e o que permanece crítico. O moderador da mesa foi José Eduardo Rangel de Alckmin. 

Ele, que é advogado, professor e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ponderou que a burocracia é o grande problema da vida tributária. “O próprio vice-presidente da República reconheceu aqui que a burocracia é mais cara do que a própria produção para as empresas”, lembrou Alckmin antes de passar a palavra aos colegas e iniciar os debates sobre as possíveis soluções para esse entrave. 

Agro em foco 

Em seguida, os especialistas abordaram questões relacionadas à segurança jurídica, crédito rural e ambiente de investimentos no agronegócio. A intenção da mesa foi debater os impactos da reforma no campo e no ambiente de investimentos. Ao comentar o assunto, o palestrante Mateus Benato Pontalti, advogado e mestre em direito tributário, enfatizou a importância de entender como o novo modelo funciona.

Segundo o especialista, no modelo antigo de tributação sobre o consumo, havia cinco principais tributos: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS). “Com a Reforma Tributária, os principais tributos passaram a ser o IBS [Impostos sobre Bens e Serviços] e o CBS [Contribuição sobre Bens e Serviços]”, explicou.

Pontalti ressaltou: “Houve a criação de regimes diferenciados de tributação: Há uma alíquota padrão de IBS e CBS, em torno de 28% e regimes diferenciados de alíquota reduzida. Um desses setores é justamente o agronegócio, que teve a reforma tributária adequada a seu contexto. Um dos mecanismos adotados, por exemplo, é a redução das alíquotas sobre alimentos”. 

Na esteira, um novo grupo de especialistas assumiu seu lugar no palco, para falar sobre ‘Economia digital, tributação de plataformas, inteligência artificial e impactos concorrenciais’.

“O tema, além de relevante, é muito atual. O que interessa é que seja mantido o princípio da neutralidade. Operação por meio de plataformas impõe um custo mais baixo, então, manter a neutralidade nesse tipo de operação é muito importante”, disse a moderadora da mesa, advogada Giovanna de Brito Sant’Anna.

Ela também observou que quando o assunto passa por questões digitais, a impressão que fica é de que a legislação brasileira não consegue acompanhar todas as atualizações. “É muito difícil manter a legislação acompanhando as atualizações que temos”, considerou antes de passar a palavra para o professor Paulo Caliendo. Ele abordou as possíveis soluções para as diferentes problemáticas que permeiam o tema. 

Todas as palestras foram transmitidas ao vivo pelo canal oficial da Assembleia Legislativa no YouTube. Clique aqui para acessá-las.

Homenagens

O dia também foi marcado por entrega de honrarias. Geraldo Alckmin recebeu o diploma que o torna, por lei e mérito, cidadão goiano. Maria Lúcia Guimarães Ribeiro Alckmin, esposa do vice-presidente, foi agraciada com a Comenda Berenice Teixeira Artiaga, por ocasião do Dia Internacional da Mulher. Já o ex-ministro do TSE, José Eduardo Rangel de Alckmin, recebeu a Medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Câmara Municipal de Goiânia deu aval definitivo, nesta quinta-feira (12/3), ao projeto de lei complementar que institui o vale-alimentação para os funcionários efetivos da Secretaria Municipal de Saúde. A proposta enviada pelo Executivo foca especificamente nos profissionais que realizam plantões de 12 horas nas unidades da capital.

A aprovação em segunda votação consolida a criação do benefício destinado aos servidores da pasta que cumprem essa jornada específica. Com o texto aprovado pelos vereadores, a administração municipal trabalha com a expectativa de que o auxílio financeiro seja creditado nos contracheques já no fechamento da folha de pagamento deste mês de março.

De acordo com o texto da nova legislação, os valores do auxílio serão proporcionais à carga horária semanal exercida pelos profissionais. Aqueles que possuem jornada de 20 horas receberão a quantia de R$ 159,39, enquanto os servidores com contrato de 30 horas semanais terão direito ao repasse de R$ 227,70.

Na justificativa que acompanhou o projeto encaminhado à Câmara, o prefeito ressaltou que as equipes de urgência e emergência são fundamentais para salvar vidas e reduzir sequelas nos pacientes. Ele ponderou que o cotidiano desses trabalhadores é marcado por forte pressão psicológica e desgaste físico constante.

“O ambiente de trabalho desses profissionais frequentemente os expõe a elevados níveis de estresse, tornando a concessão do vale-alimentação uma medida necessária para mitigar impactos negativos dessas condições laborais”, justificou o chefe do Executivo.

Wellington Bessa, líder do prefeito: projeto atende antiga reivindicação dos servidores plantonistas

O líder do prefeito na Casa, vereador Wellington Bessa (DC), destacou a relevância da medida para a valorização da categoria. Ele pontuou que o projeto atende a um pedido antigo dos plantonistas que atuam na rede pública municipal.

“É uma demanda dos servidores plantonistas que foi atendida pelo prefeito Sandro Mabel e vem para melhorar as condições de trabalho desses profissionais da prefeitura”, reforçou Bessa.

O parlamentar indicou que existe celeridade para que o benefício chegue logo ao bolso do trabalhador. Segundo ele, a intenção é garantir que o processamento do pagamento ocorra sem atrasos ainda dentro do cronograma deste mês.

Durante a tramitação nas comissões técnicas, alguns parlamentares tentaram ampliar o alcance do vale-alimentação para outros setores, citando como exemplo os funcionários da Comurg. Contudo, as emendas foram rejeitadas por questões legais, embora o líder do governo tenha se prontificado a discutir o tema futuramente.

“Naquele momento não poderíamos incluir no projeto, porque não seria atribuição do parlamento criar despesa, mas conversaremos com o prefeito para tentar estender a outras categorias”, destacou o vereador.

Após a votação no plenário, o documento segue agora para a etapa final de sanção por parte do prefeito Sandro Mabel. Somente após a assinatura e publicação no Diário Oficial é que a medida passa a vigorar plenamente para os servidores da saúde.

Aprovado reajuste salarial de conselheiros tutelares

Também nesta quinta-feira, foi aprovado em plenário, em primeira votação, o projeto que reajusta de R$ 6.100 para R$ 7.300 mensais os salários dos 30 conselheiros tutelares de Goiânia. De autoria do Executivo, a proposta também vincula a categoria à data-base dos demais servidores municipais.

O projeto atende antiga reivindicação dos conselheiros. O texto prevê o reajuste anual da remuneração da categoria na mesma data e pelo mesmo índice aplicado à revisão geral da remuneração dos servidores públicos do município.

A matéria precisa passar por segunda votação na Câmara antes de ser enviado para sanção do prefeito.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Pesquisa Genial/Quaest perguntou quem foi mais afetado negativamente pelo caso do Banco Master

Levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta 5ª feira (12.mar.2026) mostra que 40% dos entrevistados avaliam que o Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Banco Central e o Congresso são prejudicados pelo caso do Banco Master. Leia a íntegra da pesquisa (PDF – 5 MB).

A Genial/Quaest perguntou o seguinte: “Pelo que você ouviu ou ficou sabendo, quem tem a imagem mais afetada negativamente pelo escândalo do Banco Master?”.

Eis como os entrevistados responderam:

  • STF/Judiciário – 13%;
  • governo Bolsonaro – 11%;
  • governo Lula – 10%;
  • Banco Central – 5%;
  • Congresso Nacional – 3%;
  • todos eles – 40%;
  • nenhum deles – 1%;
  • não sabe/não respondeu – 17%.

A pesquisa foi realizada pela Genial/Quaest de 6 a 9 de março de 2026. Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o código: BR-05809/2026. Segundo a empresa, o estudo custou 465.820,00 e foi pago pelo Banco Genial.



CASO BANCO MASTER

  • LIQUIDAÇÃO PELO BANCO CENTRAL

As atenções se voltaram ao Banco Master depois que o BC (Banco Central) decretou a liquidação extrajudicial da instituição em 18 de novembro por suspeitas de fraude. O rombo deixado pelo Master ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos) foi calculado em cerca de R$ 50 bilhões, a maior quebra da história do setor.

No mesmo dia, a operação Compliance Zero, da PF (Polícia Federal), prendeu o fundador do banco, Daniel Vorcaro, que foi solto dias depois.

  • RELATORIA DE DIAS TOFFOLI

O caso foi para o STF (Supremo Tribunal Federal) e, a princípio, a relatoria ficou a cargo de Dias Toffoli. O ministro, no entanto, foi enredado em uma série de controvérsias ligadas ao Master, divulgadas pela imprensa. Entre elas está a viagem em um jatinho privado com um advogado do banco para assistir a um jogo de futebol em Lima, no Peru, e a participação de uma pessoa ligada a Vorcaro no hotel Resort Tayaya, do qual Toffoli é um dos sócios.

A crise ganhou uma nova camada quando o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou ao presidente do Supremo, Edson Fachin, um relatório de 200 páginas que deveria servir para embasar pedido de suspeição de Dias Toffoli como relator.

O Supremo tentou contornar a crise publicando nota em apoio a Toffoli, mas indicando outro relator para o caso. O nome sorteado foi o do ministro André Mendonça.

  • ANDRÉ MENDONÇA E A TURMA

À frente do caso, Mendonça autorizou uma nova prisão de Vorcaro. Na decisão do ministro, foram divulgadas mensagens do telefone do fundador do Master, interceptadas pela PF, que indicariam que ele comandava um grupo, chamado informalmente de Turma, cujo papel era monitorar e intimidar adversários.

Segundo a investigação, o banqueiro teria pedido que fosse forjado um “assalto” contra o jornalista Lauro Jardim: “Quero dar um pau nele”.

A PF também apontou que a Turma de Vorcaro obteve de maneira indevida informações sigilosas nos sistemas do MPF (Ministério Público Federal) e da própria PF. Além de Vorcaro, foram presos preventivamente Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, o policial federal Marilson Roseno da Silva e Luiz Philippe Machado de Moraes Mourão, apelidado de sicário (sinônimo de matador de aluguel) e um dos integrantes da Turma.

Mourão morreu nas dependências da Superintendência da PF em Minas Gerais logo após ser preso. Segundo a PF, a morte cerebral decorreu de suicídio.

Além das mensagens de Vorcaro contidas na decisão de Mendonça, houve vazamento de outras conversas do banqueiro, as quais o Poder360 teve acesso. Nelas, ele demonstrava proximidade com autoridades da República.

Foram citados o senador Ciro Nogueira (PP-PI), a quem o banqueiro chegou a se referir como um dos “grandes amigos de vida” e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Também são mencionados encontros com o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Além disso, o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, prestou 22 meses de serviços ao Banco Master, pelos quais recebeu mais de R$ 80 milhões. O montante recebido é considerado muito acima do praticado no mercado. Leia mais detalhes nesta reportagem do Poder360.

Em nota divulgada em 9 de março, ela declarou que seu escritório prestou serviços ao banco de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, quando Vorcaro foi preso pela 1ª vez na operação Compliance Zero.

AGREGADOR DE PESQUISAS

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Autor Poder360 ·


O deputado Ricardo Quirino (Republicanos) apresentou o projeto de lei nº 2598/26, cpom o objetivo de que seja instituída a Política Estadual de Atenção à Saúde do Cuidador de Pessoas Idosas. A matéria foi encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). 

Entre as diretrizes da proposta estão: promover a saúde física, mental e emocional dos cuidadores; prevenir o estresse crônico, a ansiedade, a depressão e o esgotamento físico e psicológico; e incentivar o acolhimento humanizado e a escuta qualificada. 

Quirino argumenta que, com o avanço do envelhecimento no país, cresce a pressão sobre famílias e sobre a rede de cuidado. Levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que pessoas com 60 anos ou mais já somam cerca de 15,6% da população brasileira e que essa participação tende a aumentar nas próximas décadas, podendo superar 37,8% até 2070, conforme projeções demográficas.

Os dados, incluídos no projeto de lei, também apontam que parte expressiva dos idosos enfrentam dificuldades para manter a autonomia no dia a dia. Aproximadamente 17% apresentam limitações para executar as chamadas Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD) — tarefas como fazer compras, organizar finanças, administrar medicamentos e utilizar transporte público. 

Nesse cenário, escreve Quirino, aumenta a procura por cuidadores de pessoas idosas, inclusive no mercado de trabalho. Entre 2019 e 2023, a ocupação de cuidadores remunerados teria registrado alta em torno de 15%, acompanhando a demanda por assistência especializada.

Ao mesmo tempo, o deputado destaca que a oferta de profissionais com qualificação adequada não acompanha o ritmo de crescimento e muitos trabalhadores atuam de forma informal, sem formação técnica estruturada, garantias trabalhistas ou reconhecimento consolidado da atividade.

No Congresso Nacional, o debate também avança por meio da tramitação do projeto de lei nº 76/2020, que propõe o reconhecimento oficial da profissão de cuidador de pessoas idosas e estabelece orientações sobre qualificação, vínculos de trabalho e proteção previdenciária. A proposta está sob análise na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. 

Outro ponto ressaltado no projeto de Quirino é o impacto do cuidado contínuo sobre a saúde de quem cuida. Estudos clínicos e pesquisas com cuidadores associam a sobrecarga da atividade a problemas físicos e emocionais, como estresse crônico, sintomas depressivos, dores, distúrbios do sono, ansiedade e até maior risco de doenças crônicas.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Os vereadores Romário Policarpo e Anselmo Pereira apresentaram, durante a sessão plenária desta terça-feira (10/3), na Câmara Municipal de Goiânia, um projeto de decreto legislativo que propõe a concessão do Título de Cidadã Goianiense à líder maçônica Elizabeth Borges de Oliveira.

A homenagem é destinada a reconhecer a atuação de Elizabeth à frente da Colmeia da Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás, entidade voltada a ações sociais e filantrópicas desenvolvidas em diferentes comunidades.

De acordo com os autores da proposta, o título busca valorizar o trabalho realizado pela dirigente na promoção de iniciativas solidárias e no fortalecimento de atividades voltadas ao apoio social.

“O reconhecimento simboliza o apreço da capital goiana pelo trabalho de Elizabeth no fortalecimento de iniciativas de solidariedade e integração da família maçônica em benefício da comunidade goianiense”, destaca a justificativa do projeto.

A Colmeia da Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás é uma associação civil sem fins lucrativos formada por mulheres ligadas à maçonaria. A instituição desenvolve atividades voltadas à fraternidade, à filantropia e ao desenvolvimento pessoal, moral e espiritual de suas integrantes, além de promover ações de apoio a comunidades atendidas pelos projetos sociais da organização.

O Título de Cidadão Goianiense é concedido a pessoas que não nasceram em Goiânia, mas que tenham prestado serviços relevantes ao município ou contribuído para o desenvolvimento da cidade em áreas como atuação social, política, cultural ou econômica.

Considerada a principal honraria do Legislativo municipal, a distinção é concedida exclusivamente pela Câmara de Goiânia por meio de projeto aprovado pelos vereadores. Caso a proposta avance nas etapas de tramitação, a homenagem será oficializada em sessão solene do parlamento municipal.

Autor Rogério Luiz Abreu


Cleitinho citou evento em Londres financiado pelo Banco Master em 2024 que custou R$ 3,2 milhões e pediu impeachment

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) levou na noite desta 4ª feira (11.mar.2026) uma garrafa do whisky Macallan ao plenário do Senado Federal para protestar contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Em sua fala, o senador mencionou um evento em Londres, financiado pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro, em 2024.

No evento, diversas autoridades brasileiras estiveram presentes para a degustação do whisky, que custou, no total, cerca de R$ 3,2 milhões. Como mostrou o Poder360, participaram da degustação os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Segundo Cleitinho, o dinheiro gasto para comprar a bebida “não foi honesto”. Ele pediu impeachment dos ministros.

O congressista afirmou que um cidadão comum, que paga seus impostos de forma “suada e honesta”, não financiaria eventos dessa magnitude para autoridades. Para ele, o episódio representa uma afronta à população.

“[…] Esse dinheiro não é dele, não foi suado, não foi honesto. Esse dinheiro é do povo! Então, cabe agora aos senadores da República, tanto de esquerda quanto de direita, fazerem justiça neste país e pautarem o impeachment desses ministros o mais rápido possível”, afirmou o senador durante seu discurso.

Assista ao vídeo (1min23s): 

WHISKY MACALLAN 

Assim como mostrado pelo Poder360, Alexandre de Moraes participou, em 25 de abril de 2024, de uma degustação do festejado whisky Macallan em Londres. Ao seu lado estava o empresário Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. 

O encontro foi realizado no George Club, um clube privado que é alugado para essas ocasiões e está localizado na região de Mayfair, uma das áreas mais caras da capital britânica. O evento durou 2 horas e, além de degustar Macallan, os presentes podiam fumar charutos. 

A degustação do whisky Macallan teve custo de US$ 640.831,88 (cerca de R$ 3,2 milhões no câmbio de abril de 2024), segundo documentos da organização do evento que integram o acervo encaminhado pela Polícia Federal à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Ao final do evento, todos os convidados receberam uma garrafa de whisky Macallan como presente. Não dos mais caros, mas uma edição especial. Os preços desse whisky vão de aproximadamente R$ 1 mil para o envelhecido por 12 anos e podem chegar a mais de US$ 100 mil para a versão de 72 anos, conhecida como “Genesis Decanter”.

Cerca de 40 pessoas participaram da degustação paga por Daniel Vorcaro. Entre outras, estas autoridades estiveram no evento: 

  • Alexandre de Moraes – ministro do STF; 
  • Andrei Rodrigues – diretor-geral da PF; 
  • Benedito Gonçalves – ministro do STJ; 
  • Ciro Soares – advogado de Daniel Vorcaro; 
  • Daniel Vorcaro – fundador do Master, hoje preso; 
  • Dias Toffoli – ministro do STF; 
  • Hugo Motta – presidente da Câmara; 
  • Paulo Gonet – procurador-geral da República; e
  • Ricardo Lewandowski – então ministro da Justiça.



Autor Poder360 ·


A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) aprovou, definitivamente, durante as sessões deliberativas híbridas desta quarta-feira, 11, o projeto do Executivo Estadual que dá fim à cobrança conhecida como “taxa do agro”. Outras matérias da Governadoria estiveram em pauta, com destaque para a que perdoa multas de produtores rurais e a que reajusta o salário de professores da rede pública estadual. Duas iniciativas sobre o uso de som automotivo assinadas pela Casa também ganharam evidência.

Durante a tarde, foram realizados dois encontros plenários, o ordinário e um extra. No primeiro, as proposições encaminhadas pelo governador Ronaldo Caiado (UB) que tratam de benefícios aos produtores rurais obtiveram o primeiro sinal verde. Ao início da segunda sessão do dia, o Plenário autorizou a quebra do intervalo entre as fases inicial e final de votação dos projetos e concedeu a esses e outros o selo de aprovação.  

Fim da cobrança

A extinção da “taxa do agro” é parte da proposta da Governadoria que tramitou no Legislativo sob o nº 2534/26 e está apta a ser sancionada. Em vigor desde 2023, o imposto sobre produtos rurais e do setor mineral do Estado se aplicava como condição para que produtores usufruíssem de determinados benefícios fiscais e regimes especiais de fiscalização tributária.

A verba arrecadada abasteceu o Fundo Estadual de Infraestrutura (Fundeinfra), estruturado para captar e gerir os recursos, com foco em executar obras de pavimentação, manutenção e conservação de rodovias, além de sinalização, pontes, bueiros, obras especiais e aeródromos.

Nesse sentido, além do fim da cobrança, o projeto aprovado regulamenta a sucessão da titularidade, gestão, execução, fiscalização e acompanhamento de projetos, obras e contratos vinculados ao Fundeinfra, responsabilidades que passarão à Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra).

A contribuição, destaca Caiado em sua justificativa, foi necessária pelo “cenário de queda brusca da arrecadação enfrentada pelo Estado”. Entretanto, prossegue, a realidade econômica atual gera crises que, segundo ele, estão impactando a capacidade financeira do setor agropecuário goiano. Por isso, “torna-se insustentável a manutenção da contribuição ao Fundeinfra”.

O Executivo enfatiza, ainda, que o fundo “se consolidou como instrumento planejado para o desenvolvimento de Goiás” e arrecadou, com a taxa a ele destinada, R$ 3,16 bilhões entre 2023 e janeiro de 2026. Desse total, 78,6% teriam sido formalizados em contratos, e desse montante formalizado, 51,5% teriam sido pagos.

Apoio parlamentar

Representante do setor, Amauri Ribeiro (UB) lembrou que, em 2022, votou contra a criação do imposto. Segundo ele, “foi muito difícil para os deputados da base que votaram a favor” e, hoje, todos os parlamentares da Casa são favoráveis ao término da cobrança.

Ribeiro ponderou que compreende a intenção dos colegas que propuseram emendas com o objetivo de devolver recursos, mas que isso não seria possível, porque a verba já está estaria comprometida com obras em andamento.

A deputada Bia de Lima (PT) atribuiu o fim da “taxa do agro” ao trabalho dos parlamentares de oposição. “Fomos nós que, por muitos anos, cobramos e fizemos um movimento para acabar com essa cobrança. Quando o Governo percebeu nosso apoio, da sociedade e do agronegócio, resolveu pôr fim a essa prática e apresentou essa matéria. Que bom que isso foi feito, agora podemos aprovar essa importante medida”, afirmou.

Clécio Alves, Veter Martins (UB) e Mauro Rubem (PT) também repercutiram a extinção da taxa.

Perdão de multas

Também da Governadoria e validado em definitivo pela Alego, o processo nº 2255/26 prevê o cancelamento de multas relativas a saídas internas de gado bovino aplicadas a pecuaristas.

Mais especificamente, dispõe sobre o perdão de créditos tributários de Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) cobrados em operações internas de venda de gado bovino registradas com a Guia de Trânsito Animal (GTA) ou o Termo de Transferência Animal (TTA), documentos exigidos para controle sanitário e de circulação dos animais.

Para isso, solicita-se o acréscimo do Convênio ICMS n° 141/2025 à legislação goiana. Para que se possa usufruir do benefício proposto, as referidas saídas devem estar cobertas pela GTA ou TTA.

Na justificativa, a Secretaria de Estado da Economia relata que, desde 2012, diversos autos de infração foram aplicados pela ausência da documentação fiscal nessas operações de circulação interna amparadas apenas pela GTA ou pelo TTA.

“Os produtores autuados sustentaram que o transporte exigia somente a GTA ou o TTA, documentos de controle sanitário, sem a cobrança de documentos fiscais, próprios de operações mercantis”, detalhou a pasta quanto à controvérsia em torno das multas.

A Economia destacou que proposituras aprovadas pela Casa de Leis tentaram, anteriormente, estabelecer as mesmas medidas que o projeto aprovado objetiva, mas não puderam ser validadas por serem inconstitucionais. A Governadoria estima que 10.109 contribuintes serão beneficiados.

Valorização dos professores

Objeto do processo nº 4091/26, o reajuste dos vencimentos dos ocupantes do cargo de professor do quadro permanente do magistério e do quadro transitório do magistério, da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), conquistou o seu primeiro aval.

A proposta visa a cumprir o disposto na Constituição Brasileira sobre o piso salarial da categoria e em outras normas federais, com o aumento de 5,4% na remuneração dos professores com a carga laboral de 40 horas semanais.

O percentual será aplicado às tabelas remuneratórias previstas pela Lei Estadual n° 13.909/2001, que dispõe sobre o estatuto e o plano de cargos e vencimentos do pessoal do magistério, com efeitos financeiros a partir de 1° de janeiro de 2026.

A ideia é que a remuneração dos professores de nível superior contratados por tempo determinado com a carga laboral de 40 horas semanais também seja reajustada com o mesmo índice, porém seus efeitos terão início em 1° de maio de 2026. Aos magistrados de nível médio contratados por tempo determinado, serão aplicadas as disposições estabelecidas em regulamento especifico.

Durante a discussão do projeto, Bia de Lima frisou a importância do reajuste para a educação do Estado, mas fez um contraponto. “A proposta traz um conflito grave: o pagamento, a partir de janeiro, para os profissionais da ativa e aposentados, mas, infelizmente, a partir de maio para quem é contrato. Professor é professor, não existe essa distinção”, criticou.

Som automotivo

Aprovado em sua fase única de votação plenária, o projeto de decreto legislativo nº 4202/26 cancela os efeitos da Portaria n° 131/2026, editada pelo Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO). O documento anulado normatiza o uso de som automotivo em Goiás. 

Segundo a Mesa Diretora da Alego, responsável pelo projeto, houve “flagrante extrapolação do poder regulamentar e imposição de obrigações não previstas na legislação que fundamenta o uso de som automotivo no Estado”.

A norma estadual, argumenta a Mesa, “disciplina de forma clara e suficiente” o tema, inclusive com a permissão condicional do uso em festividades oficiais e eventos. “No entanto, a referida portaria cria barreiras administrativas e financeiras que inviabilizam a aplicação prática”, detalha-se. De acordo com a Mesa, a medida do Detran-GO impõe “ônus desproporcional ao cidadão e desrespeita a vontade política expressa por esta Casa de Leis”.

Analogamente, para conferir maior precisão técnica e coerência normativa à lei estadual sobre o tema, o presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), apresentou o processo nº 4197/26. A intenção é retirar o trecho “de trânsito” do inciso II, que define o “atendimento integral à legislação federal, estadual e municipal aplicável, especialmente normas ambientais, de trânsito e códigos de postura” como uma das regras para o uso de som automotivo.

“A referência expressa às normas de trânsito mostra-se desnecessária no contexto da lei, uma vez que tais regras já são disciplinadas de forma específica e abrangente pelo Código de Trânsito Brasileiro e pela regulamentação administrativa dos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Trânsito, cuja aplicação independe de menção expressa na legislação estadual”, argumenta Peixoto.

O presidente acrescenta que a citação em pauta poderia gerar interpretações equivocadas quanto ao alcance da norma ou sugerir uma sobreposição indevida de competências regulatórias. A alteração ainda depende de mais uma fase de votação para concluir o seu trâmite no Parlamento goiano.

Também do Executivo

Outros cinco projetos de lei encaminhados pelo governador seguem para possível sanção.

O pedido de extensão do prazo para aderir ao programa de Recuperação de Créditos não Tributários do Procon Goiás, o Quita Procon Goiás, é um deles. Com a mudança, o período passa de 90 para 150 dias.

O aval para que o Executivo adquira, por doação onerosa do município de Jaraguá, um imóvel para a ampliação do Hospital Regional Sandino de Amorim é o teor do processo nº 1400/26.

Dois textos tratam de temas relativos ao ensino público estadual. O nº 605/26 denomina o Colégio “Padrão B”, em Gameleira de Goiás, como Colégio Estadual Salvador Gomes da Silva. Enquanto isso, o nº 1744/26 cria e denomina, na estrutura da Seduc, o Colégio Estadual Professor Arquidones Bites Leão Leite, em Trindade. 

Já a propositura nº 1401/26 aborda a reformulação do Adicional de Responsabilidade Técnica (ART). Mais especificamente, prevê que os servidores efetivos e empregados públicos também possam ter direito ao benefício, originalmente instituído apenas para profissionais temporários da arquitetura e engenharia.

TCM-GO

Os deputados aprovaram, em segunda votação, o processo nº 3023/26, de autoria do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO), que visa a modernizar a sua legislação de regência. Para tal, promove alterações na Lei n° 13.251/1998.

Estadualização de rodovia

O Plenário derrubou o veto integral ao autógrafo de lei de Issy Quinan (MDB) que estabelece a estadualização do trecho da rodovia GO-010 que une Bonfinópolis à BR-060, em Anápolis. 

Para fundamentar a sua decisão de rejeitar, o Executivo Estadual informou que, na região, já existem duas rodovias estaduais que fazem a ligação da GO-010 à BR-153 em Anápolis: a GO-415 e a GO-330. 

A votação, em fase única e secreta, registrou 25 votos contrários à manutenção do veto. Com isso, o autógrafo será promulgado pelo presidente do Parlamento goiano.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O deputado federal Daniel Agrobom anunciou nesta quarta-feira (11/3) sua desfiliação do PL e declarou apoio à pré-candidatura do vice-governador Daniel Vilela (MDB) ao governo de Goiás. A manifestação ocorreu durante reunião que contou com a presença do governador Ronaldo Caiado (PSD) e de prefeitos aliados.

Agrobom informou que deve definir nos próximos dias a nova legenda pela qual disputará a reeleição para a Câmara dos Deputados. A mudança partidária poderá ocorrer dentro do prazo da janela eleitoral, que permite trocas de partido até 3 de abril.

O anúncio do apoio ocorreu após encontro que reuniu também o prefeito de Itumbiara, Dione Araújo (União Brasil), e o prefeito de Bom Jesus de Goiás, Daniel Júnior (PL), filho do deputado. O gestor municipal também declarou apoio ao projeto político liderado por Daniel Vilela.

“Desde o início do meu mandato acompanho o seu governo, estou ao seu lado, ao lado do Daniel Vilela, porque entendo que é o melhor para Goiás. Goiás está em um crescimento muito bom e nós não podemos parar. Por isso, estou manifestando meu apoio ao Daniel Vilela para dar continuidade ao grande trabalho que Goiás está vivendo”, afirmou Agrobom.

O governador agradeceu publicamente o apoio do parlamentar e destacou sua atuação política, especialmente junto ao setor produtivo.

“O apoio deles é fundamental e nós teremos a continuidade do desenvolvimento do estado de Goiás”, declarou Caiado.

Daniel Vilela também elogiou o trabalho do deputado federal e ressaltou sua atuação em defesa dos municípios.

“Daniel tem contribuído muito pelo desenvolvimento e sucesso do nosso estado. Juntos vamos continuar avançando cada vez mais para que Goiás siga sendo essa referência nacional em todas as áreas”, afirmou o vice-governador.

A movimentação reforça o alinhamento de Agrobom com a base governista em Goiás e amplia o grupo de lideranças que passam a apoiar o projeto político encabeçado por Daniel Vilela para a sucessão estadual. Representa também uma baixa para a pré-candidatura do senador Wilder Morais, do PL.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Instituição financeira apresentou o summit internacional organizado pelo “Valor Econômico” em maio de 2024

O Banco Master apresentou o 1º Summit Valor Econômico Brazil-USA em 15 de maio de 2024, em Nova York, nos Estados Unidos. Daniel Vorcaro, fundador da instituição financeira, fez a exposição de abertura do seminário voltado para negócios entre Brasil e Estados Unidos. O Valor Econômico, realizador do evento, pertence ao Grupo Globo.

Antes do início do discurso de Daniel Vorcaro, o evento exibiu um vídeo de apresentação do Banco Master, com resultados de lucro de 2023 e outros dados da instituição. Ao iniciar a fala, Vorcaro disse: “Não podia deixar de fazer uma propaganda antes do discurso [risos]”.

Vorcaro abordou a importância do evento, a relevância do Valor Econômico como fonte de informação, a força da democracia brasileira e a segurança jurídica do país e a oportunidade da economia verde.

“A gente teve alternância de governo, governos com ideologias diferentes estiveram dentro do nosso Executivo. Nós tivemos crises funcionais, passamos por uma Lava Jato e eu acho que a gente saiu disso tudo mais forte”, afirmou Vorcaro, que está preso desde 4 de março de 2026.

Copyright Reprodução/YouTube @valoreconomico – 15.mai.2024

Na imagem, Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, discursa no 1º Summit Valor Econômico Brazil-USA; acima é possível ler que a apresentação era de responsabilidade do Banco Master

O Grupo Globo publicou em sua página institucional informações sobre o summit. O texto classifica o evento como parte da estratégia de internacionalização da marca Valor.

O evento contou com patrocínio master de Gulf e JBS, além de Gerdau, JHSF, Cedae, Copel e Aegea. Também teve apoio da Prefeitura de São Paulo, do governo de São Paulo, dos governos de Mato Grosso, Pará e Goiás e da Invest.Rio, órgão vinculado à Prefeitura do Rio. As companhias aéreas oficiais foram Latam e Delta Air Lines.

Também falaram no evento a então embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Elizabeth Frawley Bagley; o atual presidente do Banco Central, à época diretor de Política Monetária da instituição, Gabriel Galípolo; o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL); o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (União); o governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB); o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); e o secretário municipal da Fazenda de São Paulo, Luís Felipe Vidal Arellano.



Autor Poder360 ·


Por meio do projeto de lei nº 2430/26, o deputado Virmondes Cruvinel (UB) pretende inserir no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás o evento Goyaz Festival. A iniciativa busca destacar a importância do evento, reconhecido como patrimônio cultural imaterial.

Segundo Cruvinel, trata-se de um dos principais festivais de música instrumental da região Centro-Oeste do Brasil, contando, em 2026, com sua décima edição consecutiva. “Criado com o objetivo de ampliar o espaço da música instrumental no Estado de Goiás, o evento consolidou-se como plataforma permanente de visibilidade para artistas locais e ponto de conexão com nomes consagrados da cena musical nacional e internacional”, pontua o deputado, na justificativa da propositura.

Cruvinel destaca ainda que, ao longo de sua trajetória, o festival já recebeu artistas goianos de reconhecida projeção, além de referências da música instrumental brasileira, como Wagner Tiso, Naná Vasconcelos, Hermeto Pascoal e Zé Canuto, e nomes internacionais, como Nicolas Krassik e Scott Feiner.

Desse modo, aponta que a inclusão do Goyaz Festival no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás é uma medida que se impõe pela relevância histórica, artística e econômica do evento.

“Do ponto de vista cultural, o festival representa uma das mais consistentes iniciativas de valorização da música instrumental goiana, contribuindo para a formação de público qualificado, o estímulo à produção artística local e o fortalecimento da identidade cultural do Estado. Do ponto de vista turístico, eventos dessa natureza desempenham papel estratégico na atração de visitantes, na dinamização da economia criativa e na projeção positiva da imagem de Goiás no cenário nacional”, detalha.

O texto está na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, onde aguarda designação de relatoria parlamentar.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás