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Pontífice retoma prática abandonada há décadas na cerimônia que relembra os 14 momentos finais da vida de Jesus Cristo
O papa Leão 14 conduziu uma cruz de madeira ao longo de toda a procissão da Via Crucis no Coliseu, em Roma, nesta 6ª feira (3.abr.2026). O ato marca sua 1ª Sexta Feira da Paixão à frente da Igreja Católica e retoma uma prática que não era realizada por um pontífice há décadas.
A cerimônia relembra os 14 momentos finais da vida de Jesus Cristo, da condenação ao sepultamento.
Antes da procissão, o papa rezou deitado no chão da Basílica de São Pedro durante vários minutos. O gesto demonstra respeito e adoração na encenação da Paixão de Cristo. O pontífice também lavou os pés de 12 sacerdotes.
Diferentemente de outras datas, não há missa nesse dia. A celebração é centrada na liturgia da Palavra, na adoração da cruz e na comunhão.
Assista ao momento em que o papa carrega a cruz (1min10s):
Tradição retomada depois de décadas
João Paulo 2º carregou a cruz durante toda a procissão a partir de sua 1ª Sexta da Paixão como pontífice, em 1979. Ele manteve a prática até 1995, quando passou por uma cirurgia no quadril. Depois disso, conduziu a cruz só em parte do percurso.
Bento 16 adotou abordagem diferente nos 2 primeiros anos de seu pontificado. Ele carregou a cruz apenas na 1ª estação, dentro do Coliseu. Depois acompanhou a procissão junto com outros participantes até o encerramento no Monte Palatino.
Francisco nunca carregou a cruz. Ele participou da procissão até o agravamento de sua saúde. O pontífice morreu depois de uma longa doença em 2025, numa 2ª feira depois do domingo de Páscoa.
Estão oficialmente reajustados os valores das pensões especiais pagas a pessoas afetadas pelo acidente com césio-137, em Goiânia. A medida consta na Lei Estadual nº 24.188, sancionada em 30 de março de 2026, e é uma iniciativa do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD).
Ocorrido em setembro de 1987, o episódio é o maior acidente radiológico do mundo. A legislação aprovada pela Assembleia Legislativa de Goiás contempla aqueles que atuaram na descontaminação da área afetada; na vigilância do depósito provisório em Abadia de Goiás e no atendimento de saúde às vítimas diretas do acidente radioativo.
Para estabelecer o delineado na nova norma, alterou-se a lei estadual que dispõe sobre as referidas pensões especiais. Além disso, foram revogados outros quatro conjuntos de regras jurídicas que tratam do assunto.
As pessoas radiolesionadas pelo contato direto com a substância e as que sofreram exposição superior a 100 radianos, agora, recebem R$ 3.242,00. Para os demais casos, o benefício passa a ser de R$ 1.621,00.
O mesmo valor é devido à pensão especial vitalícia concedida nos termos especificados no artigo 2º da lei alterada, o qual também teve as denominações das entidades a que ele faz referência atualizadas.
O reajuste já está em vigor, com efeitos financeiros a partir do dia 1º de abril. Segundo a Governadoria, atualmente, 603 pessoas têm direito aos referidos direitos.
Acidente histórico
Quando a tragédia completou 35 anos, o Portal da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) produziu uma série especial para relembrar a dimensão do acidente, o martírio das vítimas, que ainda se estende, as atividades desenvolvidas no complexo que abriga o depósito dos rejeitos do césio-137 e a vida no bairro. Confira as publicações: I, II, III e IV.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
Segundo a mídia norte-americana, o avião atingido é um F-15E e não um F-35, como divulgado inicialmente pelo regime iraniano
Os Estados Unidos resgataram nesta 6ª feira (3.abr.2026) um dos pilotos do caça F-15E atingido pelo Irã. Segundo a mídia norte-americana, o avião tem uma tripulação de duas pessoas e as buscas pelo outro militar continuam. Helicópteros foram vistos próximos da região da queda no que pode ser uma operação de resgate.
Mais cedo, o regime iraniano disse ter abatido um caça F-35, um dos mais modernos do mundo. Teerã afirmou que a aeronave tinha sido “completamente destruída” e que a sobrevivência do piloto era “improvável”. Agências iranianas declararam que o ataque se deu enquanto o avião militar sobrevoava o centro do território do país persa.
O governo norte-americano ainda não se manifestou.
Nas redes sociais, circulam imagens que seriam do avião abatido:
Um canal de TV local diz que foi oferecida uma recompensa para quem “capturar o piloto ou pilotos inimigos vivos e entregá-los à polícia”.
Segundo a Associated Press, a transmissão do canal incluiu uma mensagem escrita em que pede para que os telespectadores atirem em qualquer avião norte-americano que seja visto na região.
Apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), ter dito algumas vezes que o país destruiu a estrutura de defesa iraniana, a CNN noticiou que o Irã ainda mantém uma capacidade significativa de lançar mísseis.
Com iniciativa do deputado Talles Barreto, nova lei autoriza o funcionamento de drogarias dentro de supermercados
Lidiane 3 de abril de 2026
O aval para o funcionamento de farmácias dentro de supermercados foi oficializado pela Lei Estadual nº 24.174, de 26 de março de 2026. A iniciativa do deputado Talles Barreto (UB) busca expandir as formas de acesso a medicamentos.
A nova norma autoriza “a instalação e o funcionamento de farmácias e drogarias integradas às áreas de venda de supermercados, hipermercados, atacarejos e estabelecimentos similares, em formato físico ou funcional compatível com as exigências sanitárias, estruturais e de assistência farmacêutica, conforme a legislação vigente”.
Na justificativa do projeto aprovado pelo Parlamento goiano, Barreto defendeu que objetivo também é modernizar a política estadual de assistência farmacêutica, aliviar a demanda do Sistema Único de Saúde (SUS) e assegurar a segurança sanitária, com a devida orientação profissional.
A farmácia ou drogaria poderá ser operada diretamente pelo próprio supermercado, sob a mesma identidade fiscal e responsabilidade técnica; ou mediante contrato com pessoa jurídica regularmente licenciada e registrada nos órgãos competentes.
Determina-se que a área destinada à atividade farmacêutica deve possuir espaço físico próprio, delimitado e independente, com acesso direto ou interno controlado. Além disso, proíbe-se expor ou ofertar medicamentos em áreas abertas, comunicáveis ou sem separação funcional do setor farmacêutico, como bancadas, estandes ou gôndolas em outros locais.
É obrigatório cumprir integralmente as exigências legais e sanitárias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da autoridade sanitária estadual. Outro exemplo de responsabilidade determinada pela legislação é a presença de farmacêutico devidamente habilitado durante todo o horário de funcionamento, conforme o artigo 6º da Lei Federal nº 13.021/2014.
Segundo o deputado, a novidade representa “um avanço regulatório”, que “impulsionará a geração de empregos qualificados para farmacêuticos em todo o Estado de Goiás”. “Além disso, estimula parcerias com universidades, conselhos profissionais e centros de capacitação, ampliando oportunidades e valorizando o papel técnico do farmacêutico como agente essencial da saúde pública”, completou.
O descumprimento da lei sancionada sujeita o infrator às penalidades previstas na legislação sanitária, sem prejuízo às responsabilidades civil, administrativa e ético-profissional cabíveis.
Vale mencionar que, também neste mês de março, a Lei Federal nº 13.357/26 autorizou medidas análogas em todo o Brasil.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
A Prefeitura de Goiânia suspendeu, nesta quarta-feira (1º/4), o contrato com a organização social responsável pela administração da Maternidade Célia Câmara, após denúncias de falta de insumos, ausência de médicos e interrupções no atendimento. A medida foi adotada em meio ao agravamento da crise na unidade.
Nesta quinta-feira (2/4), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que suspendeu preventivamente o contrato com a Sociedade Beneficente São José (SBSJ) e que o Instituto Patris assumiu provisoriamente a gestão do Hospital e Maternidade Célia Câmara na noite de quarta-feira (1º). A pasta informou que a mudança de gestão ocorreu de forma emergencial para tentar restabelecer o funcionamento regular do serviço.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a situação já era monitorada desde dezembro, mas a fiscalização foi intensificada nos últimos dias diante do aumento das falhas observadas. A secretaria relatou que pediu à antiga gestora a comprovação do preenchimento das escalas médicas e da recomposição dos estoques de insumos e medicamentos, mas não recebeu os documentos solicitados.
A direção da maternidade passou recentemente por um processo interno de transição da empresa que prestava os serviços médicos. De acordo com a instituição que administrava a unidade, os pacientes internados continuaram recebendo assistência integral, sem interrupções no atendimento.
O assessor técnico da SMS, médico Frank Cardoso Barbosa Viana, afirmou que a secretaria vai apurar como se deu a troca das equipes médicas. Questionado sobre a saída da empresa anterior, ele disse que a contratação é de responsabilidade da organização social gestora.
“Essa organização da organização social para com a empresa médica é algo que ainda vai ser apurado pela secretaria para que haja um entendimento dessa operação”, afirmou.
No início desta semana, equipes técnicas da pasta, que acompanhavam a situação presencialmente, constataram que o serviço ainda não havia sido plenamente restabelecido. A SMS reforçou, por fim, que os repasses para a gestão das maternidades municipais foram feitos rigorosamente em dia.
O Instituto Patris foi convidado a assumir a unidade por já administrar um serviço de perfil semelhante e com desempenho considerado satisfatório.
A pasta também informou que as maternidades Dona Íris e Nascer Cidadão seguem funcionando normalmente, com todos os serviços assistenciais previstos nos planos de trabalho.
A SMS disse manter o compromisso com o acesso, a qualidade e a continuidade do cuidado materno-infantil, além da transparência na aplicação dos recursos públicos.
Falhas no serviço levaram à decretação de calamidade
A crise nas maternidades públicas já vinha sendo apontada como um dos fatores que levaram à decretação de calamidade na saúde de Goiânia no fim de 2024 e no início de 2025, durante a transição entre a gestão anterior e o governo Sandro Mabel (UB). Na época, as unidades eram administradas por uma organização social ligada à UFG, que acabou afastada pelo prefeito.
A vereadora Aava Santiago, que pediu auditoria do SUS na saúde da capital, disse que o problema é resultado de uma sequência de falhas acumuladas ao longo do tempo.
“É preciso dizer com clareza que isso não começou agora. Essa crise é resultado de uma sequência de omissões, escolhas erradas e descaso com a rede materno-infantil da cidade”, afirmou.
Ela disse acompanhar o caso e cobrar providências desde os primeiros episódios de desassistência.
“No ano passado, diante de mais um episódio grave de desassistência, levamos o caso ao Ministério da Saúde”, destacou. Segundo a vereadora, foi a partir dessa denúncia que o DenaSUS fez a auditoria nas maternidades públicas de Goiânia.
“O relatório, porém, foi contundente ao apontar falhas graves de gestão, execução financeira e monitoramento contratual, com impacto direto na assistência obstétrica e neonatal, além de responsabilizar administrativamente a própria Secretaria Municipal de Saúde”, acrescentou.
Autor Manoel Messias Rodrigues
Missão tripulada da Nasa deixou a órbita da Terra e agora está a caminho do satélite
A missão Artemis 2 concluiu na 5ª feira (2.abr.2026) a manobra que tirou a cápsula Orion da órbita da Terra e a colocou em trajetória rumo à Lua. A queima do motor principal, chamada de injeção translunar, durou cerca de 6 minutos e, segundo comunicado da Nasa, marcou a 1ª vez desde a Apollo 17, em 1972, que astronautas deixaram a órbita terrestre com destino ao entorno lunar.
O lançamento da missão foi na noite de 4ª feira (1º.abr). Fazem parte os astronautas norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen.
Segundo a Nasa, a Orion passou a seguir uma trajetória precisa em direção ao satélite natural da Terra depois da manobra, considerada decisiva para o restante do voo. Lori Glaze, administradora interina associada da Diretoria de Missões de Desenvolvimento de Sistemas de Exploração da Nasa, disse que o momento representa “progresso significativo” para o programa Artemis e para as próximas etapas da exploração lunar.
O êxito da queima veio depois de um 1º dia de voo dedicado a testes e checagens. Nas horas iniciais da missão, a Orion abriu seus 4 painéis solares, fez duas manobras para ajustar a órbita ao redor da Terra e se separou do estágio superior do foguete SLS (Space Launch System). A tripulação realizou uma demonstração de pilotagem manual, usando o estágio que havia impulsionado a nave como alvo de referência. Os astronautas enfrentaram problemas pontuais, como uma falha temporária de comunicação e um ajuste no vaso sanitário de bordo, normalizado ainda no início da viagem.
Ainda no 1º dia, a missão liberou pequenos satélites acoplados ao conjunto de lançamento e iniciou a adaptação dos astronautas ao ambiente espacial, com períodos de descanso, exercícios e verificações médicas. Segundo a Nasa, essa etapa inicial serviu para validar sistemas centrais da cápsula antes da queima que colocaria a tripulação a caminho da Lua.
A Artemis 2 é uma missão de teste com duração prevista de 10 dias. O objetivo não é pousar na superfície lunar, mas orbitar a Lua e voltar à Terra, num voo pensado para avaliar o desempenho da nave e os efeitos do espaço profundo sobre os astronautas. Entre os focos da missão estão o monitoramento da exposição à radiação, o comportamento do corpo humano fora da proteção do campo magnético terrestre e a interação da tripulação com sistemas automatizados da cápsula.
Na 2ª feira (6.abr), durante a passagem planejada ao redor da Lua, os 4 astronautas devem fotografar a superfície em alta resolução e fazer observações do lado oculto do satélite. Depois disso, a Orion iniciará o retorno e deverá pousar no oceano Pacífico, na costa de San Diego. Se o cronograma for mantido, a missão consolidará o 1º voo tripulado ao redor da Lua em mais de 50 anos e abrirá caminho para etapas mais ambiciosas do programa Artemis.
Bia de Lima pretende estabelecer dados relativos aos impactos das mudanças climáticas na vida das mulheres
Lidiane 3 de abril de 2026
A deputada Bia de Lima (PT) protocolou, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), neste mês de março, o seu projeto de lei nº 5123/26, que estabelece diretrizes para o levantamento, organização, sistematização e divulgação de dados relativos aos impactos das mudanças climáticas na vida de meninas e mulheres no Estado de Goiás.
Ainda de acordo com a matéria, serão consideradas desigualdades de gênero, raça, classe social, território, geração e pertencimento a comunidades tradicionais. Além disso, o levantamento dos dados deverá levar em conta, no mínimo:
I – O acesso à água potável, à segurança alimentar e à moradia adequada, especialmente em regiões afetadas por escassez hídrica, secas prolongadas e degradação ambiental do bioma Cerrado;
II – A situação de saúde das mulheres e meninas, incluindo saúde física, mental, sexual e reprodutiva, em contextos de eventos climáticos extremos;
III – As responsabilidades de cuidado assumidas por mulheres em situações de crise climática, sobretudo em comunidades rurais e periféricas;
IV – A incidência de violência contra meninas e mulheres em contextos de desastres ambientais, deslocamentos ou situações de vulnerabilidade decorrentes de eventos climáticos;
V – A participação das mulheres na produção agrícola, na agricultura familiar, no extrativismo sustentável do Cerrado, no trabalho informal e na geração de renda;
VI – O acesso das mulheres às políticas públicas ambientais, sociais, de segurança alimentar e de desenvolvimento rural;
VII – A participação das mulheres nos espaços de decisão relacionados à formulação de políticas ambientais, climáticas e de gestão dos recursos naturais.
Bia de Lima afirma que o Estado de Goiás, situado majoritariamente no bioma Cerrado, vem experimentando, nos últimos anos, eventos climáticos cada vez mais intensos, caracterizados por períodos prolongados de estiagem, aumento das temperaturas médias, baixa umidade relativa do ar e crescimento dos focos de queimadas. Esses fenômenos têm provocado impactos diretos no meio ambiente, na saúde pública, na produção agrícola e nas condições de vida da população.
“Ao promover a sistematização dessas informações e incentivar a transparência e a divulgação dos dados, o projeto também contribui para fortalecer o debate público sobre justiça climática, equidade social e sustentabilidade, alinhando o Estado de Goiás às melhores práticas internacionais de governança ambiental”, defende Bia.
A matéria será encaminhada para Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa, onde será distribuída para a relatoria de um colega parlamentar.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás
A Polícia Civil de Goiás prendeu nesta quarta-feira (1º/4) o padrasto investigado pela morte de uma menina de 9 anos em Alto Horizonte, no norte do estado. Ele é suspeito de envenenar a enteada e também de tentar matar o irmão dela, de 8 anos, que ingeriu a mesma comida.
A prisão preventiva foi cumprida pela Subdelegacia de Polícia de Alto Horizonte, com apoio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Uruaçu, do Núcleo de Inteligência e da Polícia Técnico-Científica. O caso é tratado como feminicídio triplamente qualificado contra a menina e tentativa de homicídio triplamente qualificado contra o menino.
A vítima, identificada como Weslenny Rosa Lima, morreu na última sexta-feira (27/3), depois de passar mal após ingerir alimento supostamente contaminado. Ela chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu. O irmão, que também comeu a mesma refeição, foi socorrido e sobreviveu após atendimento médico de urgência.
O nome do suspeito não foi divulgado. Após ser preso, ele permaneceu em silêncio e informou que só falaria novamente na presença de um advogado.
Segundo o delegado Domênico Rocha, exames periciais confirmaram que a causa da morte foi intoxicação por chumbinho. Durante as buscas na casa da família, os policiais encontraram uma panela com arroz misturado a grânulos escuros, com características compatíveis com substância tóxica.
“Laudos periciais acusaram que os grânulos pretos no arroz realmente se tratavam de chumbinho […]. O laudo cadavérico da menina apontou que a causa da morte foi envenenamento exógeno causado pelo mesmo veneno, ou seja, chumbinho”, afirmou o delegado.
No imóvel, também foram localizados quatro gatos mortos. De acordo com a perícia, os animais também teriam sido vítimas de envenenamento.

No dia dos fatos, o investigado disse que foi o responsável por preparar o alimento consumido pelas crianças. Ele afirmou ainda que descartou as sobras no lixo, onde os animais possivelmente teriam ingerido o material contaminado.
Com os novos elementos reunidos no inquérito, a Polícia Civil voltou a ouvir o suspeito, mas ele novamente optou pelo silêncio, dizendo que só se manifestaria depois de consultar advogado.
As investigações continuam para esclarecer a motivação do crime e verificar se houve participação de outras pessoas. A polícia ainda analisa aparelhos celulares apreendidos, colhe novos depoimentos e aguarda a conclusão de laudos periciais complementares.
Autor Manoel Messias Rodrigues
Oficial detido pela morte da esposa é transferido para a reserva com critérios proporcionais; investigação aponta indícios de agressão e fraude na cena do crime
A Polícia Militar de São Paulo aposentou com salário integral o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente sob suspeita de matar a esposa, policial militar Gisele Alves Santana.
A PM oficializou também a transferência do tenente-coronel para a reserva da corporação nesta 5ª feira (2.abr.2026). O oficial de 53 anos está preso preventivamente desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes.
A transferência para a reserva se deu a pedido do próprio tenente-coronel, com base em critérios proporcionais de idade previstos na legislação. Esses critérios permitem que o policial se aposente antes de completar todos os requisitos para o valor integral, recebendo um benefício calculado de forma proporcional ao tempo de serviço e à idade no momento do pedido.
Dados do Portal da Transparência indicam que o último salário bruto do oficial superava R$ 28.000 e o benefício deve ficar próximo de R$ 20.000 depois da aplicação da proporcionalidade.
Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que autorizou a instauração de um conselho de justificação em relação ao tenente-coronel Geraldo Neto. Segundo a corporação, o processo pode resultar em demissão, perda do posto e da patente.
Leia na íntegra a nota da Polícia Militar de São Paulo:
“A Secretaria da Segurança Pública autorizou a instauração de um conselho de justificação em relação ao tenente-coronel Geraldo Neto, que pode resultar em demissão, perda do posto e da patente. A instrução continua a valer mesmo após a transferência do oficial para a reserva
O inquérito policial militar que apura a morte da soldado Gisele Alves Santana está em fase final e será encaminhado ao Judiciário. O oficial permanece preso preventivamente por decisão judicial, após representação da Corregedoria da PM. Além disso, o inquérito da Polícia Civil já foi concluído e encaminhado à Justiça, com pedido de prisão, que também já foi cumprido.”
O inquérito policial militar está em fase final e será encaminhado à Justiça. O tenente-coronel permanece preso preventivamente por decisão judicial.
INVESTIGADO POR FEMINICÍDIO
Gisele foi encontrada morta em 18 de fevereiro, no apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo. O caso foi inicialmente tratado como suicídio, mas passou a ser investigado por feminicídio qualificado e fraude processual após a análise de laudos periciais, depoimentos e dispositivos eletrônicos.
Segundo a investigação, o disparo foi feito com a arma encostada na cabeça, em trajetória incompatível com um disparo feito pela própria vítima.
Peritos também identificaram lesões no rosto e no pescoço de Gisele, além de hematomas nos olhos, indicando que ela teria sido agredida e imobilizada antes da morte. Há ainda indícios de manipulação da cena do crime e contradições no relato do oficial.
Virmondes Cruvinel pleiteia a inserção dos jogos educacionais de Goiânia no calendário estadual
Lidiane 2 de abril de 2026
Por meio do projeto de lei nº 4677/26, o deputado Virmondes Cruvinel (UB) pleiteia a inserção dos Jogos Educacionais da Rede Municipal de Ensino de Goiânia no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás.
O evento integra o calendário oficial da Secretaria Municipal de Educação (SME) de Goiânia há vários anos, sendo executado pela Gerência de Desporto Educacional da pasta com a participação de todas as unidades educacionais da rede.
Com abertura no mês de março, os jogos são desenvolvidos ao longo do ano letivo, oferecendo aos estudantes a vivência de modalidades esportivas que incluem atletismo, atletismo mirim, futsal, voleibol, basquetebol, handebol, tênis de mesa, xadrez, queimada e jogos de aventura na natureza.
A proposta de Cruvinel tem como objetivo, de acordo com o texto: promover a prática esportiva como ferramenta pedagógica para o desenvolvimento integral dos estudantes; estimular valores fundamentais como disciplina, respeito às regras, espírito de equipe, solidariedade e fair play; fortalecer a identidade cultural e o sentimento de pertencimento dos jovens goianienses à sua comunidade escolar e à sua cidade; e contribuir para a formação cidadã dos estudantes por meio do esporte educacional.
Em sua justificativa, o parlamentar destaca que o reconhecimento de eventos municipais no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás é prática legislativa consolidada na Assembleia Legislativa do Estado, visto que inúmeros eventos realizados em municípios goianos foram incluídos no calendário estadual por seu valor cultural, histórico, social ou esportivo.
“A inclusão dos Jogos Educacionais da SME de Goiânia segue essa tradição, com a particularidade de tratar-se de uma iniciativa de natureza pública, de caráter inclusivo, voltada para o segmento mais sensível da sociedade: as crianças e os jovens em formação”, aponta o autor da matéria.
Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás






