7 de abril de 2026
  • 05:51 Astronautas da Artemis 2 observam áreas inéditas da Lua; veja fotos
  • 02:07 Parlamento goiano celebrou o Dia Estadual do Beach Tennis, em sessão solene na noite dessa segunda-feira, 6
  • 22:23 Prefeitura projeta mais de R$ 68 milhões do ‘Avança Trindade’
  • 18:39 Galípolo cita “movimentos mais seguros” em cenário de incerteza
  • 14:55 Karlos Cabral sugere título de cidadania para vereadora por Goiânia


Tripulação esteve a 6.540 km da Lua e entrou em “apagão” de 40 minutos ao passar pelo lado oculto, perdendo contato com a Terra

A espaçonave Orion, que abriga os 4 astronautas tripulantes na missão Artemis 2, atingiu o ponto mais próximo da Lua já alcançado por humanos desde o fim do Programa Apollo, há mais de meio século, nesta 2ª feira (6.abr.2026).

Devido à posição da nave em relação à Terra, neste ponto de maior aproximação, a massa da Lua bloqueia todos os sinais de rádio, resultando em um “apagão” de comunicação planejado de aproximadamente 40 minutos.

Durante esse período, a tripulação –composta por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen– opera de forma totalmente autônoma, sem contato com o controle da Nasa, em Houston.

Veja imagens do momento:



Veja imagens da aproximação da Orion c… (Galeria – 8 Fotos)



O espetáculo visual e a física da trajetória

Enquanto contorna o lado oculto da Lua, a tripulação vive um dos momentos mais raros da missão.

Sem contato com a Terra e diante de um cenário que poucos humanos já presenciaram, os astronautas observam fenômenos que combinam escala extrema, dinâmica orbital e um ponto de vista único do sistema Terra-Lua. Saiba quais são:

  • A Lua de basquete: nessa distância, o satélite natural domina a visão pelas janelas da Orion, aparecendo com o tamanho aparente de uma bola de basquete segurada à distância de um braço, de acordo com a Nasa;
  • “Earthset” e “Earthrise”: minutos antes da aproximação máxima, às 19h45, os astronautas observaram o “Earthset”, o pôr da Terra atrás do horizonte lunar. O “Earthrise”, ou nascer da Terra, se deu às 20h25, momento em que o contato com a Terra foi restabelecido;
  • Estilingue gravitacional: a Orion segue uma trajetória de retorno livre, utilizando a gravidade lunar como um estilingue natural para iniciar automaticamente o caminho de volta à Terra, sem necessidade de grandes manobras de propulsão. Na prática, a diferença de massa entre a Terra e a Lua faz com que a gravidade terrestre seja dominante no sistema, puxando a nave de volta após o contorno lunar.

Ciência no ponto cego da Terra

Apesar da ausência de comunicação, o trabalho a bordo continua intenso. A tripulação utiliza câmeras de alta resolução para registrar crateras de impacto e fluxos antigos de lava, além de observar formações geológicas nas regiões polares, consideradas estratégicas para futuras missões tripuladas de pouso na Lua.

Embora a Artemis 2 não realize o pouso lunar, a validação de sistemas críticos a mais de 400 mil km da Terra é essencial para as próximas etapas do programa Artemis.

Os dados coletados sobre radiação, suporte à vida e manobras de pilotagem serão usados para garantir a segurança de futuras missões que devem levar astronautas de volta à superfície lunar pela 1ª vez desde 1972, com a Apollo 17, consolidando a presença humana duradoura no satélite natural.

O sucesso da manobra representa um passo decisivo para que a Nasa avance em seu plano de levar astronautas novamente à superfície lunar nos próximos anos.

O lado oculto da Lua

O chamado “lado oculto da Lua” é a face do satélite que não pode ser vista da Terra. Isso se dá porque a Lua está em rotação sincronizada com o planeta –um fenômeno conhecido como rotação síncrona–, o que faz com que sempre a mesma face esteja voltada para nós. Assim, a outra metade permanece fora do nosso campo de visão direto.

Apesar do nome, esse lado não está permanentemente no escuro. Ele recebe luz solar normalmente, assim como o lado visível. O termo “oculto” se refere apenas ao fato de não ser observável da Terra sem o uso de sondas ou missões espaciais.

Foi somente em 1959, com a missão soviética Luna 3, que a humanidade obteve as primeiras imagens dessa região.

Além da limitação visual, o lado oculto também representa um desafio técnico para missões espaciais. Quando uma nave passa por essa região, a própria massa da Lua bloqueia os sinais de rádio, interrompendo a comunicação direta com a Terra.

Esse fenômeno explica o “apagão” enfrentado pela cápsula Orion durante a missão Artemis 2.

Assista ao momento do lançamento da Artemis 2 (3min45s):



Autor Poder360 ·


O presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), deputado Bruno Peixoto (UB), realizou, na noite dessa segunda-feira, 6, sessão solene em celebração ao Dia Estadual do Beach Tennis. Na solenidade foram entregues Certificados do Mérito Legislativo a atletas que se destacaram e a profissionais que contribuem para o desenvolvimento e a qualidade do esporte em Goiás.

Compuseram a mesa, além do parlamentar, o deputado Gustavo Sebba (PSDB); a vice-prefeita de Goiânia, Coronel Cláudia (Avante); o presidente da Federação Goiana de Beach Tennis (FGOBT), João Humberto Cordeiro de Moura; a vice-prefeita de Senador Canedo, Salma Bahia (PP); a empresária Elaine Silva; a professora e atleta Cícera Corrêa; o assessor parlamentar da Alego, Fernando Barcelos; e a jogadora Simone Floriano Lemos.

Na abertura da sessão, Peixoto agradeceu a presença dos convidados e destacou a evolução do beach tennis em Goiás. Segundo ele, a modalidade começou com poucos praticantes e, hoje, figura entre as mais populares do país, gerando emprego, renda e impacto econômico. “É fundamental homenagear atletas, profissionais, professores e espaços esportivos. Por isso, criamos o Dia Estadual do Beach Tennis, como forma de reconhecimento e valorização”, afirmou.

Em seguida, o assessor parlamentar Fernando Barcelos ressaltou que a lei que instituiu a data foi aprovada por unanimidade na Alego. Ele destacou o crescimento expressivo da modalidade no estado e disse que, mais do que um esporte, a Casa estava reconhecendo um movimento que cresce, se fortalece e transforma a realidade de milhares de goianos. “O beach tennis deixou de ser apenas recreativo e se consolidou como uma das atividades que mais crescem em Goiás, com mais de 20 mil praticantes e cerca de 200 arenas em diversas cidades.”

Difusão do esporte

Presidente da FGOBT, João Humberto Cordeiro agradeceu o reconhecimento e relembrou sua trajetória de mais de 13 anos na modalidade. Segundo ele, a federação, fundada há cinco anos, já acompanha a expansão do esporte em mais de 180 municípios goianos. “Agradeço a todos os homenageados por contribuírem com a difusão desse esporte que tanto amamos.”

Representando os homenageados, a professora e atleta Cícera Corrêa destacou o impacto do beach tennis em sua vida pessoal e profissional. Ela enfatizou o caráter transformador da modalidade. “É uma honra representar meus colegas. O esporte conecta pessoas, promove superação e melhora a qualidade de vida. Esta noite marca o reconhecimento do nosso trabalho”, afirmou.

Apoio do Executivo

A vice-prefeita de Senador Canedo, Salma Bahia, ressaltou a importância da iniciativa e o investimento do município na modalidade. “Adotamos o beach tennis em uma estrutura acessível à população. Hoje reafirmamos o valor do esporte como instrumento de transformação social”, pontuou.

Vice-prefeita de Goiânia, Coronel Cláudia destacou o crescimento da prática no estado e reforçou o compromisso da gestão municipal com o incentivo ao esporte. “Trata-se de uma modalidade democrática e acessível. Parabenizo todos os envolvidos e reafirmo o compromisso da prefeitura em ampliar o apoio ao beach tennis”, declarou.

Senso de comunidade

A empresária Elaine Silva relatou sua experiência com o esporte, que conheceu ao investir na construção de quadras. “Mesmo como praticante amadora, percebo como o esporte oferece um espaço de convivência, especialmente para mulheres, promovendo bem-estar e senso de comunidade”, afirmou.

Por fim, o deputado Gustavo Sebba destacou a relevância do reconhecimento institucional ao esporte. Segundo ele, iniciativas como essa aproximam o Legislativo da população e reforçam o papel do esporte na promoção da saúde e da qualidade de vida. “A saúde pública também começa no estilo de vida. O esporte gera equilíbrio, integração e bem-estar. Valorizar o esporte é qualificar a política”, concluiu.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Prefeitura de Trindade iniciou mais uma obra de infraestrutura por meio do programa Avança Trindade. Desta vez, a intervenção contempla a revitalização do eixo urbano que liga a Basílica do Divino Pai Eterno à Igreja Padre Pelágio, um dos trechos mais movimentados do município, especialmente durante as celebrações religiosas que atraem milhares de visitantes todos os anos.

O anúncio foi feito pelo prefeito Marden Júnior, em evento que contou com a presença do deputado estadual Cristiano Galindo, além de vereadores, secretários municipais e outras autoridades. A obra prevê a revitalização completa da avenida e a reestruturação da Via Sacra, com melhorias voltadas à mobilidade urbana, acessibilidade e segurança para pedestres e motoristas.

De acordo com a gestão municipal, o objetivo é melhorar a circulação na região central e fortalecer o turismo religioso, atividade considerada estratégica para a economia local. A área conecta dois importantes pontos de peregrinação e recebe grande fluxo de fiéis ao longo do ano, com destaque para as festividades dedicadas ao Divino Pai Eterno.

Durante o anúncio da obra, o prefeito destacou que o município mantém um cronograma contínuo de investimentos em infraestrutura e serviços públicos.

Foto: Secom

“O trabalho não para. Estamos sempre buscando melhorias para a nossa cidade, com mais infraestrutura, acessibilidade e qualidade para todos os moradores de Trindade”, afirmou Marden Júnior.

Novo ciclo de investimentos

A revitalização integra a segunda etapa do programa Avança Trindade, que reúne um pacote de obras e investimentos superior a R$ 68 milhões em áreas estratégicas como educação, saúde, infraestrutura, cultura e assistência social.

Lançado em 2025, o programa se consolidou como o principal eixo de transformação urbana do município, com obras voltadas à melhoria da qualidade de vida da população e ao fortalecimento do desenvolvimento local.

Entre os investimentos previstos nesta nova etapa estão mais de R$ 26,5 milhões destinados à educação, com construção e reforma de unidades escolares; R$ 10,2 milhões para ampliação e modernização da rede de saúde; R$ 4,2 milhões em projetos de assistência social; R$ 5,3 milhões voltados a esporte, lazer e meio ambiente; além de R$ 7 milhões para ações culturais, incluindo a requalificação da Via Sacra.

Foto: Secom

Na área de infraestrutura urbana, o programa prevê ainda cerca de R$ 14,8 milhões em obras de pavimentação, recapeamento e melhorias viárias em diferentes regiões da cidade.

Programas e parcerias já somam mais de R$ 221 milhões

Além dos investimentos diretos do município, a iniciativa também avança por meio do Avança Parcerias, que reúne projetos desenvolvidos em conjunto com o Governo de Goiás e soma mais de R$ 221 milhões em investimentos voltados principalmente às áreas de educação, saúde e mobilidade urbana.

Com a nova etapa, a gestão municipal afirma consolidar um dos maiores ciclos de investimentos da história de Trindade, com obras em execução, entregas programadas e novos projetos em desenvolvimento.

Autor Rogério Luiz Abreu


Presidente do Banco Central afirma que agentes financeiros reagem à “pouca informação” sobre os desdobramentos da guerra

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta 2ª feira (6.abr.2026) que os agentes financeiros reagem à “pouca informação” sobre os desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio. Ele afirmou que o cenário impõe dificuldades em precificar o futuro. Afirma que a autoridade monetária busca conhecer melhor o problema para fazer “movimentos mais seguros”.

Galípolo afirmou que a autoridade monetária tem cautela e serenidade para “tomar tempo” de conhecer melhor o problema.

“Cautela para o Banco Central do Brasil é você tomar tempo para conhecer melhor o problema e fazer movimentos mais seguros, dar passos mais seguros na direção da política monetária a partir do conhecimento que você tem maior do problema”, declarou Galípolo.

Galípolo participou do “12º Seminário Anual de Política Monetária”, promovido pelo Centro de Estudos Monetários da FGV (Fundação Getulio Vargas)/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), no Rio de Janeiro. Ele falou sobre o futuro da taxa básica, a Selic, e do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Subiu para 4,36% a mediana das projeções dos agentes do mercado financeiro para a inflação de 2026. A meta é de 3%, com tolerância de até 4,50%. O Banco Central disse, em março, que a probabilidade de a taxa ficar acima do intervalo de tolerância é de 30%.

A autoridade monetária iniciou o ciclo de flexibilização monetária, cortando a taxa Selic para 14,75% ao ano. Galípolo disse, em março, que o Banco Central teria agora tempo para entender o efeito da guerra no Oriente Médio na economia.

A ata do Copom (Comitê de Política Monetária) disse que, por causa do aumento dos preços, o ciclo de cortes de juros deve ser menos intenso do que o esperado anteriormente.

Galípolo declarou que os agentes financeiros reagem às incertezas sobre o impacto da guerra no Oriente Médio sobre a economia. Há 2 cenários “delineados”, segundo o presidente do BC. São eles:

  • um choque de oferta mais curto, com uma volta à “normalidade” em prazo menor;
  • um choque de oferta intenso que tende a impactar a capacidade produtiva, com demora na recuperação e efeitos “deletérios” sobre a atividade econômica global.

A guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos impactou a oferta de petróleo no mundo com as obstruções na passagem de navios no Estreito de Ormuz. O barril tipo brent estava sendo negociado próximo a US$ 70 antes do início dos conflitos. Às 14h30 desta 2ª feira (6.abr.2026), estava aos US$ 110,40.

Galípolo voltou a dizer que as decisões mais conservadoras do Copom em 2025 permitiram uma condição mais favorávelpara o Banco Central analisar os próximos passos e enfrentar os problemas.

O presidente do BC disse que o mundo teve 4 choques de oferta nos últimos 6 anos. São eles:

Galípolo declarou que parte do trabalho do Banco Central é impedir que os choques de oferta se propaguem em “efeitos de 2ª ordem”, em especial “numa espiral salário-preço”.



Autor Poder360 ·


A vereadora por Goiânia Aava Santiago (PSB) poderá receber o Título de Cidadania Goiana, caso aprovado o projeto de lei nº 4809/26, de autoria do deputado Karlos Cabral (PSB), protocolado na Assembleia Legislativa no mês passado. 

Cabral justifica a proposta, dizendo que sua correligionária é reconhecida como uma parlamentar jovem e atuante, que alia ativismo social à produção legislativa, com foco na proteção da infância, igualdade de gênero, transparência, justiça social, defesa dos direitos humanos e no protagonismo do bioma Cerrado nas políticas públicas.

“Em razão de sua atuação, no ano de 2024 tornou-se a mulher mais votada da história do Legislativo de Goiânia, com 10.482 votos”, recorda Cabral.

A matéria será encaminhada a Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa, onde será distribuída para relatoria parlamentar.

A homenageada

Aava Santiago Aguiar nasceu em 20 de outubro de 1989, no município de Barra do Garças (MT). Desde a infância, destacou-se pelo interesse em atividades estudantis e comunitárias. Aos 11 anos de idade, já residindo no Rio de Janeiro, foi eleita presidente do grêmio da Escola Municipal Thomé de Souza, demonstrando desde cedo vocação para o cuidado com a coletividade.

Aos 15 anos de idade, Santiago mudou-se com sua família para Goiás e, aos 16 anos, ingressou no curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG), instituição na qual se graduou no ano de 2011.

Atualmente, Aava Santiago exerce o mandato de vereadora pela capital goiana. Aos 36 anos de idade, é casada com Guilherme Liberato Alves e mãe de Davi. Segundo Karlos Cabra, a vereadora pauta sua vida pessoal e pública em valores oriundos da fé cristã de orientação evangélica.

Em 2020, foi eleita vereadora por Goiânia, pelo PSDB, e direcionou seu primeiro mandato à defesa da igualdade de gênero e à redução das desigualdades sociais. Durante esse período, presidiu e integrou diversas comissões permanentes da Câmara Municipal de Goiânia, como os colegiados de educação, direitos humanos e cidadania.

Na condição de mãe e parlamentar, em 2021 apresentou o projeto de lei “Empregue uma Mãe”, com o objetivo de incentivar empresas a contratarem mulheres mães, ampliando oportunidades no mercado de trabalho. Também é autora de proposições que garantem o ingresso de pais e mães acompanhados de seus filhos pequenos em instituições de ensino, além de ter atuado na reestruturação da Ouvidoria da Mulher, implementando programas de acolhimento e apoio psicoterapêutico.

Neste ano de 2026 Aava Santiago filiou-se ao PSB.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou na quinta-feira (2/4) a Operação Semana Santa em todo o país. As ações seguem até este domingo (5/4) com reforço na fiscalização e no policiamento ostensivo nas rodovias federais, com o objetivo de reduzir sinistros de trânsito e aumentar a segurança dos usuários durante o feriado prolongado.

Neste ano, a operação tem como principal foco o combate às ultrapassagens proibidas, consideradas uma das principais causas de acidentes graves nas rodovias federais. Segundo dados da PRF, esse tipo de infração tem apresentado crescimento nos últimos anos e está diretamente associado ao aumento de feridos e mortes no trânsito.

Em 2025, foram registrados 1.770 sinistros em rodovias federais do país provocados por ultrapassagens irregulares, número 4% superior ao registrado em 2024, quando ocorreram 1.703 casos. O número de mortes também apresentou crescimento de 3% no mesmo período.

Em Goiás, os dados reforçam o cenário de risco nas estradas. No ano passado, foram contabilizados 69 sinistros causados por ultrapassagens indevidas nas rodovias federais que cortam o estado. Esses acidentes resultaram em 118 pessoas feridas e 29 mortes. Já em 2026, até o momento, foram registrados 21 sinistros associados a esse tipo de infração, com 28 feridos e 9 mortes.

BR-153 é a quinta no ranking nacional em número de autuações

Outro fator que preocupa as autoridades é o excesso de velocidade. Apenas nos primeiros meses deste ano, mais de 23 mil infrações por velocidade acima do permitido já foram registradas nas rodovias federais em Goiás. A BR-153 aparece entre as rodovias com maior número de autuações do país, ocupando a quinta posição no ranking nacional.

Durante o feriado, a PRF intensificará as ações de fiscalização voltadas ao combate às condutas de risco, com atenção especial às ultrapassagens indevidas, ao excesso de velocidade e à condução sob efeito de álcool.

Respeito às normas de trânsito é fundamental

A corporação também orienta os motoristas a adotarem medidas preventivas antes de pegar a estrada, como realizar revisão no veículo, respeitar os limites de velocidade, utilizar o cinto de segurança, evitar o uso do celular ao volante e realizar ultrapassagens apenas em locais permitidos e com visibilidade adequada.

Segundo a PRF, a segurança nas rodovias depende principalmente do comportamento dos condutores. O respeito às normas de trânsito é considerado fundamental para reduzir sinistros e preservar vidas durante o período de maior fluxo nas estradas.

Autor Rogério Luiz Abreu


Presidente dos EUA disse para o Irã abrir a “porra do estreito” de Ormuz e fez novo ultimato

O barril do petróleo tipo Brent avançou na madrugada desta 2ª feira (6.abr.2026) e chegou a US$ 111,65, segundo dados dos contratos futuros com vencimento em junho. A cotação se manteve acima de US$ 110 nas primeiras horas do dia, com alta próxima de 1,2%.

O movimento se dá depois das novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), sobre o estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Em publicação no domingo (5.abr) na plataforma Truth Social, o republicano disse que o Irã deve abrir “a porra do estreito de Ormuz” e chamou os iranianos de “bastardos loucos”.

No sábado (4.abr), Trump declarou que o Irã tinha 48 horas para liberar a passagem ou o “inferno” cairia sobre o país persa. Depois, estendeu o prazo para a noite de 3ª feira (7.abr).

O estreito de Ormuz é considerado um dos principais corredores energéticos do mundo, por onde passa uma parcela relevante do petróleo exportado por países do Oriente Médio.

Desde o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, os iranianos bloquearam quase 100% a passagem, deixando apenas algumas embarcações atravessarem o estreito. O cenário causou impactos na cadeia global de energia. O fechamento provocou aumento do preço do barril, pressionou a inflação global e afetou mercados internacionais.

O presidente norte-americano tem alternado entre ameaças e recuos em relação ao Irã, sendo pressionado e pressionando aliados para resolver a crise no estreito.

Em declarações recentes, chegou a afirmar que os países afetados pelo fechamento deveriam buscar seu próprio petróleo e chamou integrantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de “covardes” por não agirem contra o Irã.

O Reino Unido, aliado histórico dos EUA, busca uma solução diplomática. Na 5ª feira (2.abr), reuniu representantes de 40 nações para debater uma ação coordenada visando à reabertura do estreito.



Autor Poder360 ·


Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) localizaram o corpo de uma vítima de afogamento no Rio do Peixe após 15 dias de buscas intensivas. A ocorrência foi registrada no dia 9 de março, na Fazenda Curral de Pedra, zona rural de Santa Cruz de Goiás.

A corporação foi acionada por volta das 15h40 e equipes da 14ª Companhia Independente Bombeiro Militar (14ª CIBM), sediada em Pires do Rio, chegaram ao local às 17h20, iniciando imediatamente as operações de busca. De acordo com informações repassadas aos bombeiros, a vítima teria entrado no rio na tentativa de recuperar uma canoa após o rompimento de uma corda, momento em que desapareceu nas águas.

As buscas foram realizadas de forma contínua entre os dias 9 e 18 de março, com emprego de equipes terrestres, embarcações e mergulhadores especializados. Durante a operação, os militares utilizaram botes infláveis, canoas, drone e equipamentos de mergulho autônomo, realizando varreduras na superfície do rio e mergulhos estratégicos no ponto inicial do afogamento.

As equipes também ampliaram o raio de atuação com inspeções em remansos, corredeiras, galhadas e ao longo de vários quilômetros do curso do rio, chegando até a confluência com o Rio Corumbá. As operações enfrentaram dificuldades devido às condições climáticas adversas, com chuvas frequentes que aumentaram o volume e a correnteza das águas.

Após suspensão temporária das buscas no dia 19 de março, os trabalhos foram retomados nos dias 23 e 24 do mesmo mês, com reforço de aeronave e ampliação da área de varredura. Novas incursões também foram realizadas nos dias 3 e 4 de abril, mobilizando militares da 14ª CIBM, do Batalhão de Operações, Proteção Ambiental e Resposta a Desastres (BOPAR) e do 9º Batalhão Bombeiro Militar.

Foto: CBMGO

O corpo da vítima foi localizado por volta das 13h50, a aproximadamente 11 quilômetros do ponto inicial do desaparecimento, às margens do rio. Após a localização, a ocorrência foi repassada à Polícia Técnico-Científica, responsável pelos procedimentos legais e pela remoção do corpo.

O Corpo de Bombeiros destacou o empenho das equipes envolvidas na operação e reiterou o compromisso da corporação com o atendimento a ocorrências de emergência e o apoio às famílias em situações de risco.

Autor Rogério Luiz Abreu


Victor Glover afirma que a Páscoa é uma oportunidade para a humanidade está em um mesmo planeta

O astronauta Victor Glover, que integra a missão Artemis 2, disse no sábado (4.abr.2026) que a Terra é “uma coisa só” e que a Páscoa, celebrada neste domingo (5.abr) é um lembrete para a humanidade: “É uma oportunidade para nos lembrarmos de onde estamos, de quem somos e de que somos a mesma coisa”.

“Para mim, uma das perspectivas pessoais realmente importantes que tenho aqui em cima é que posso realmente ver a Terra como uma coisa só. Vocês estão em uma nave espacial chamada Terra, que foi criada para nos dar um lugar para viver no universo, no cosmos. Confiem em mim: Vocês são especiais”, afirmou.

Assista ao vídeo de Glover (1min27s):

Além de Glover, Reid Wiseman, Christina Koch e Jeremy Hansen também estão a bordo da cápsula, lançada na 4ª feira (1º.abr.2026).

“Ao chegarmos ao domingo de Páscoa pensando em todas as culturas ao redor do mundo, quer você comemore ou não, quer você acredite em Deus ou não, esta é uma oportunidade para lembrarmos onde estamos, quem somos, que somos a mesma coisa e que temos que passar por isso juntos”, disse o astronauta.

ARTEMIS 2

A missão Artemis  2, o 1º voo tripulado do programa lunar da Nasa desde 1972, foi lançada em 1º de abril de 2026, do Centro Espacial Kennedy, nos EUA. Quatro astronautas –Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen (Agência Espacial Canadense)– estão a bordo da Orion, em um voo ao redor da Lua com retorno previsto à Terra em cerca de 10 dias.

O objetivo é testar sistemas da Orion –incluindo suporte à vida, comunicação e propulsão– e procedimentos de voo tripulado em torno da Lua, além de avaliar a rotina e desempenho da tripulação em condições de microgravidade. Os astronautas conduzirão experimentos, monitoramento de sistemas e manobras de navegação, garantindo a segurança e a eficácia de futuras missões lunares.

A missão deve chegar à Lua na tarde de 2ª feira (6.abr.2026), quando a espaçonave Orion realizará um sobrevoo de 6 horas ao redor do satélite natural da Terra. Durante essa fase, está previsto um apagão de cerca de 40 minutos na comunicação com a equipe em solo, causado pela passagem da cápsula pela face oculta da Lua.

Assista ao momento do lançamento da Artemis 2 (3min45s):



Autor Poder360 ·


Microorganismos podem beneficiar a plantação ao proporcionar raízes mais vigorosas e plantas maiores

Pesquisadores brasileiros identificaram 2 bactérias endofíticas, presentes naturalmente no interior das plantas, com potencial para transformar o cultivo da pimenta-do-reino, especiaria de grande importância econômica e social no Brasil. O estudo mostrou que as linhagens Priestia sp. T2.2 e Lysinibacillus sp. C5.11 são capazes de estimular o crescimento da planta e o enraizamento de estacas utilizadas na propagação da pimenteira-do-reino.

A estaquia é uma técnica de reprodução a partir da retirada de pequenos galhos das plantas, chamados estacas. Uma vez enraizadas, as estacas se tornam novas mudas de pimenteira-do-reino. Um dos gargalos da agricultura familiar, de acordo com os especialistas, é o baixo índice de “pegamento” dessas raízes, ou seja, elas não crescem o suficiente para promover o desenvolvimento da planta.

Nos experimentos realizados entre 2023 e 2024 na Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA), estacas da variedade Singapura de pimenteira-do-reino foram submetidas a soluções com as bactérias. A Priestia sp. T2.2 se destacou ao promover um aumento de até 75% na altura das plantas e de 136% em sua massa seca (parte aérea) em comparação às plantas de controle. Já a Lysinibacillus sp. C5.11 foi responsável por um salto ainda mais impressionante: 333% de crescimento da massa seca das raízes. Uma 3ª linhagem avaliada, Bacillus sp. C1.4, também apresentou efeitos positivos na parte aérea, mas em menor escala.

Os efeitos positivos das bactérias nas estacas foram atribuídos à capacidade dos microrganismos de produzir ácido indolacético (AIA) -um hormônio natural da planta que regula processos de crescimento vegetal- e sideróforos, compostos que capturam ferro no ambiente e tornam o nutriente mais disponível para as plantas. Os testes foram realizados em laboratório e em casas de vegetação, que simulam o ambiente natural. O próximo passo é realizar os testes em áreas de produtores e com outras variedades clonais de pimenteira-do-reino.

“Um pimental produtivo se inicia com uma muda sadia. E uma das dificuldades dos produtores é ter estacas que tenham um enraizamento efetivo para a produção das mudas. Há ainda muitas perdas nesse processo. Então, essa descoberta revela o potencial de obtermos um bioinsumo que traga mais segurança aos pequenos produtores para a implantação ou ampliação de pimentais com mudas sadias e, consequentemente, plantas mais vigorosas e produtivas”, afirma Alessandra Nakasone, pesquisadora da Embrapa Florestas.

A descoberta é estratégica para pequenos agricultores, principais responsáveis pela produção no país. Além disso, o uso de microrganismos benéficos pode reduzir a dependência de fertilizantes e defensivos químicos, aumentando a sustentabilidade da cadeia produtiva. “Isso ocorre porque as bactérias promovem a solubilização dos nutrientes que estão no solo, ou seja, tornam as substâncias mais disponíveis para a absorção pelas raízes”, explica a pesquisadora.

PRODUÇÃO BRASILEIRA

O Brasil é o 2º maior produtor mundial de pimenta-do-reino, com uma produção de quase 125 mil toneladas em 2024, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Nesse período,  o valor da produção nacional saltou de R$ 1,65 bilhão (2023) para mais de R$ 3,67 bilhões (2024) -um aumento de aproximadamente 122% em apenas um ano, refletindo a forte valorização do produto no mercado.

A produção brasileira é caracterizada pela sustentabilidade e qualidade da pimenta-do-reino. Os Estados do Espírito Santo e do Pará detêm, juntos, mais de 90% da safra nacional. Com produção anual de 41.000 toneladas em 2024, a produção paraense se destaca pela agricultura familiar e por processos sustentáveis de produção.

MICROORGANISMOS ALIADOS DA AGRICULTURA

As bactérias endofíticas vivem nos tecidos internos das plantas sem causar doenças e podem ser benéficas ou neutras. As benéficas desempenham papéis fundamentais para a saúde vegetal, como a produção de fitormônios (hormônios vegetais), a fixação de nitrogênio, a solubilização de nutrientes e o aumento da resistência a estresses ambientais.

Esse tipo de interação já fora observado em outras culturas agrícolas, inclusive cítricas, milho e cana-de-açúcar. No caso da pimenta-do-reino, pesquisas anteriores com espécies dos gêneros Bacillus e Pseudomonas haviam demonstrado promoção do enraizamento e aumento da produtividade. O novo estudo, no entanto, detalhou os mecanismos fisiológicos de linhagens específicas e reforçou a importância de associar biotecnologia ao manejo sustentável.

A propagação da pimenta-do-reino pode ser feita por meio de sementes ou estacas enraizadas. O 1º modo, como explica o pesquisador Oriel Lemos, da Embrapa Amazônia Oriental, exige mais tempo para o desenvolvimento da planta e não garante a manutenção dos atributos da planta-mãe, como, por exemplo, a alta produtividade. Já as estacas garantem a manutenção das características genéticas das matrizes e reduzem o tempo até a frutificação. Entretanto, a dificuldade de enraizamento compromete o “pegamento” e a qualidade das mudas e, por consequência, a produtividade das lavouras.

Nesse cenário, a inoculação de microrganismos benéficos surge como alternativa viável para garantir estacas mais vigorosas e uniformes, reduzindo custos de produção e aumentando o retorno financeiro aos agricultores.

“Esses resultados apontam para plantas com raízes mais vigorosas, ramificadas e pesadas. Isso é fundamental para a absorção de nutrientes do solo e consequentemente maior crescimento da planta, maior quantidade de galhos e folhas, mais fotossíntese, mais sanidade, maior longevidade dos pimentais e maior produtividade. É um ciclo benéfico de desenvolvimento”, diz Lemos.

REGULAMENTAÇÃO DE BIOINSUMOS ABRE CAMINHO

Outro ponto relevante é que a recente Lei Federal 15.070 de 2024 trouxe mais segurança jurídica ao setor de bioinsumos no Brasil. Pela nova norma, produtos biológicos desenvolvidos a partir de microrganismos como as cepas de Priestia e Lysinibacillus não são classificados como pesticidas e estão liberados para uso agrícola, desde que comprovada a segurança.

Para Katia Nechet, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, isso significa que as linhagens identificadas no estudo poderão futuramente se transformar em produtos viáveis e acessíveis para utilização no manejo da cultura. “A expectativa é que, além de melhorar o crescimento das mudas, esses bioinsumos possam atuar no controle de doenças comuns à pimenta-do-reino, como as causadas por Fusarium, e assim reduzir perdas e fortalecer a cadeia produtiva”, afirma Nechet.

CAMINHOS FUTUROS

Os pesquisadores ressaltam que ainda são necessários testes em campo para confirmar o desempenho das cepas em diferentes condições de cultivo e em maior escala. Outro passo será a avaliação desses microrganismos em diferentes variedades de pimenta-do-reino e sistemas de cultivo, como o plantio em tutor vivo de gliricídia, que substitui os postesas estacas de madeira como suporte para o crescimento da planta.

O pesquisador Oriel Lemos reforça que a produção da pimenta-do-reino no Brasil é pautada pela sustentabilidade ambiental, econômica e social. Os resultados obtidos reforçam que a biotecnologia pode ser uma aliada poderosa na agricultura familiar e na sustentabilidade do agronegócio brasileiro.


Este texto foi publicado originalmente pela Embrapa e adaptado para publicação pelo Poder360.



Autor Poder360 ·