16 de fevereiro de 2026
  • 13:31 Vilela entrega nova praça no Jardim Tiradentes em Aparecida
  • 09:46 Conheça o D. João 2º, o “porta-drones” da Marinha de Portugal
  • 06:02 Clubes da capital abrem vantagem nas quartas de final em jogos transmitidos pela TV Assembleia Legislativa
  • 02:18 Sertanejo e balada agitam o 2° dia de Carnaval em Goianésia
  • 22:34 Desfile sobre Lula terá 5 setores e 5 carros alegóricos


A Prefeitura de Aparecida de Goiânia entregou, na quinta-feira (12/2), a Praça Fernando Rita da Silva, conhecida pela comunidade como praça da Baixada Black, no Jardim Tiradentes. O novo equipamento público foi planejado para atividades esportivas, lazer e integração social, ampliando a oferta de espaços de convivência em regiões residenciais da cidade.

Com investimento de R$ 800 mil, a obra foi executada com recursos de emenda parlamentar da deputada Magda Mofatto, além de verbas estaduais. A estrutura inclui campo de futebol gramado, pista de caminhada, academia ao ar livre, playground, pergolado, bancos, lixeiras, calçadas acessíveis e iluminação em LED.

O projeto também priorizou arborização e paisagismo, com foco em conforto térmico, segurança e acessibilidade.

Durante a entrega, o prefeito, Leandro Vilela, destacou que a iniciativa faz parte de uma política de descentralização das áreas de lazer, com o objetivo de levar melhorias urbanas diretamente aos bairros.

Foto: Jhonney Macena/Secom Aparecida

“Com trabalho, determinação, com postura, nós podemos avançar e entregar uma vida melhor para a nossa população, e é isso que nós estamos fazendo. E o que nos gratifica é ver as pessoas felizes com aquilo que está acontecendo”, afirmou Vilela, acompanhado do vice-prefeito João Campos e do presidente da Câmara, Gilsão Meu Povo.

O secretário de Desenvolvimento Urbano, Wagner Siqueira, ressaltou que a nova praça se soma a outras intervenções recentes. Segundo ele, a gestão municipal já entregou cerca de 70 praças novas ou revitalizadas, ampliando a cobertura de espaços públicos voltados ao esporte e ao lazer.

Moradores lembram que o local era anteriormente um campo de terra sem infraestrutura. Para lideranças da região, a transformação atende a uma demanda antiga da comunidade. “Era um sonho que a gente tinha aqui há mais de 20 anos. Muita gente passou, prometeu essa praça e agora ela está entregue”, declarou o vereador Rosinaldo Boy.

O espaço homenageia Fernando Rita da Silva, morador reconhecido no bairro por sua atuação comunitária. A família participou da inauguração e destacou o simbolismo do novo equipamento: “Esse dia hoje é muito importante porque ele falava sempre que o seu sonho era ver uma praça aqui”, relatou a dona de casa Francielly Rita de Oliveira.

Com a entrega, a administração municipal reforça a estratégia de investir em infraestrutura urbana de proximidade, buscando melhorar a qualidade de vida e fortalecer o uso coletivo dos espaços públicos.

Autor Rogério Luiz Abreu


Estimado em 132 milhões de euros, navio multifuncional tem como objetivo ampliar controle do espaço aéreo a baixo custo e abarcar missões militares, científicas e humanitárias

A Marinha Portuguesa prepara-se para entregar em 2026 o NRP (Navio da República Portuguesa) d. João 2º, uma plataforma naval multifuncional capaz de lançar e recuperar veículos não tripulados aéreos e marítimos. Apelidada de “porta-drones”, a embarcação é vista como inovadora por muitos especialistas por causa da alta flexibilidade para o combate naval contemporâneo e pelo baixo custo.

A comparação com os imponentes porta-aviões decorre do fato de que servirá como base aérea móvel para a Marinha de Portugal –mas as semelhanças param por aí. Enquanto o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford (CVN-78), dos Estados Unidos, é capaz de deslocar 100 mil toneladas, transportar 5.000 militares e lançar caças F-35 com  sofisticados sistemas de catapultas, a embarcação portuguesa será capaz de deslocar cerca de 8.000 toneladas –equivalentes a 50 drones militares de 150 kg–, transportar até 200 pessoas e operar apenas com drones e helicópteros de médio e grande porte.

Mas isso não tira o mérito do projeto português. Previsto para começar a operar em 2027, depois de completar todos os testes e certificações no oceano, o d. João 2º será empregado em missões com propósitos militares, científicos e humanitários. Será um dos raros exemplares em atividade no mundo que foi desenvolvido desde o berço para se adaptar rapidamente a diferentes demandas. 

“O conceito de navio multipropósito é novo, não existiu na tradição e na estrutura de defesa por muito tempo”, afirmou Vinicius Mariano de Carvalho, professor do King’s College de Londres, especialista em Comunicação Estratégica e Defesa. “Vem de uma mudança de doutrina naval, na qual os meios não são mais definitivos, mas sim modulares, ou seja, capazes de serem reconfigurados modularmente de uma maneira rápida para atuar como um navio de assistência humanitária ou de desembarque de tropas, por exemplo”, declarou.

Na prática, isso significa que  plataformas multifuncionais conseguem tanto recolher, processar e transmitir dados sobre o mar em atividades de investigação oceanográfica e de fiscalização, quanto atuar em vigilância oceânica, ou ainda em resgates de refugiados ou de cidadãos em áreas de risco, em cooperação com a Defesa Civil.  

O navio português destaca-se neste contexto por seu orçamento enxuto se comparado ao de porta-aviões ou mesmo ao de navios multipropósito já em operação.

“O d. João 2º é um navio de baixo custo, capaz de operar drones de superfície, de subsuperfície e aéreos. Os drones é que conferem a verdadeira capacidade do navio. Eu posso ter um navio científico se usar drones com essa finalidade. Mas posso ter um navio militar se os drones tiverem capacidades militares”, disse em entrevista ao Poder360 o almirante da reserva Henrique Gouveia e Melo.

Idealizador do projeto, Gouveia e Melo era o chefe do Estado-Maior da Armada quando o contrato para a construção do d. João 2º foi assinado, em 2023. Foi também candidato independente à Presidência da República nas últimas eleições em Portugal.

BAIXO CUSTO

O projeto tem caráter experimental e o objetivo militar é responder aos desafios impostos pelas guerras robotizadas, como a que está em curso na Ucrânia desde 2022. Sua construção acompanha outros investimentos da Marinha portuguesa para modernizar a esquadra e aumentar a capacidade militar-operacional.

A expectativa é de que, em 10 anos, a Marinha portuguesa conte com outros 3 a 4 navios multipropósitos como esse, além de 3 fragatas, 4 submarinos e cerca de 12 navios menores com funções antissubmarinas e multifuncionais. A projeção responde à tendência europeia em incrementar sua autonomia estratégica na defesa, além de atender às pressões dos Estados Unidos para que integrantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) invistam 5% do PIB (Produto Interno Bruto) no setor até 2035. 

De acordo com a organização, em 2022, Portugal gastava o equivalente a 1,39% do seu PIB com defesa. Em 2025, foram 2% –alcançando o índice anteriormente sugerido pela Otan. Apesar do aumento expressivo, a taxa coloca Portugal entre os países da aliança transatlântica que proporcionalmente menos investem em Forças Armadas, ao lado de Alemanha, Macedônia do Norte, Bélgica, República Checa, Espanha e Luxemburgo. 

Em números absolutos, entre esses países, Portugal está à frente somente de Luxemburgo e Macedônia do Norte. Isso ajuda a explicar por que soluções com baixo custo são relevantes para um país com capacidade orçamentária limitada.

O custo do d. João 2º foi de 132 milhões de euros (cerca de R$ 712,8 milhões, em valores atuais), dos quais 94,5 milhões de euros (R$ 582,8 milhões) são provenientes do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), iniciativa da UE (União Europeia) lançada depois da pandemia de covid, e 37,5 milhões de euros (R$ 231,4 milhões) do Estado português. A construção, a cargo da empresa holandesa Damen Shipyards Group, está em andamento na cidade de Galati, na Romênia.

O financiamento inicial previsto era de 94,5 milhões de euros divididos em 4 anos, com data de entrega para 2025. Em 2022, foi lançado o edital de contratação pública para viabilizá-lo, mas nenhuma empresa apresentou uma proposta. No início de 2023, foram feitas alterações ao projeto, que elevaram seu custo para os 132 milhões de euros atuais. A data de entrega do navio foi, então, adiada para 2026.

A título de comparação, o USS Gerald R. Ford, dos Estados Unidos, custou mais de US$ 24 bilhões (R$ 125,3 bilhões). Já o britânico Queen Elizabeth, cujo deslocamento é de 65 mil toneladas, teve um financiamento estimado em 6,2 bilhões de libras esterlinas (R$ 40,9 bilhões).  

“PEQUENO PORTA-AVIÕES”

Apesar de ser um país pequeno –a área corresponde ao Estado de Pernambuco–, Portugal está localizado em uma região geopoliticamente estratégica, voltada para o Atlântico Norte. Sua vocação marítima, histórica e cultural, justifica o batismo do navio multifuncional com o nome do rei que defendeu uma política centrada na exploração atlântica. 

A extensão dos mares sob o seu domínio, somada à baixa capacidade financeira, impõe desafios. Para Gouveia e Melo, por estar localizada no “canto sudoeste da Otan, e não na fronteira leste”, na área de influência da Rússia, Portugal não deve concentrar seus investimentos no Exército, na força terrestre, mas sim no oceano. 

Copyright Divulgação/Marinha de Portugal – 24.nov.2023

O almirante Henrique Gouveia e Melo (dir.) ao lado do então primeiro-ministro de Portugal António Costa, durante cerimônia de assinatura do contrato do D. João II, em 2023

“Qual o nosso papel na Otan? Garantir que o oceano Atlântico Norte continue a ser um lago da aliança. O nosso verdadeiro trabalho é aqui. É no Atlântico que devemos investir. E é nesse contexto que o d. João 2º se insere”, disse o almirante da reserva.

Para Gouveia e Melo, a percepção de que Portugal está na posse de um território marítimo alargado e cobiçado, somado aos poucos recursos que o país possui, fez nascer a ideia de abrigar drones em navios menores, que gastam menos energia para se deslocar. Um país com pouco recurso humano só consegue dar conta de uma tarefa dessa dimensão se robotizar a sua atividade”, afirmou.

A opinião é compartilhada por oficiais brasileiros, que avaliam de forma positiva a construção de um navio como o d. João 2º por um país com recursos limitados, uma vez que os drones, de diversos tipos, são, normalmente, mais baratos do que sistemas tradicionais que fazem o mesmo serviço, segundo apurou o Poder360.

Mas há também quem discorde. Por ser pequeno demais, na visão de alguns, não passaria de uma versão truncada de um porta-helicópteros tradicional. De acordo com o projeto, a plataforma de lançamento e aterrissagem do d. João 2º suporta drones de até 600 kg –mas isso reduziria sua capacidade de deslocamento de 50 para cerca de 13 drones.

Questionado se o apelido “porta-drones” pode soar impreciso, uma vez que suscita comparações com porta-aviões, navios com capacidade operacional e custos muito mais elevados, Gouveia e Melo concordou que o termo “navio multifuncional” é mais rigoroso. No entanto, disse que o d. João 2º não deixa de ser “um pequeno porta-aviões, só que os aviões são não tripulados”

Ele disse: “As marinhas, no início, dominavam a superfície. E da superfície, atuavam sobre terras. O passo seguinte foi dominar debaixo d’água, para ameaçar a superfície. Em seguida, dominar o espaço aéreo. Uma marinha que não domina o espaço aéreo, é uma marinha fragilizada. E que marinhas dominam o espaço aéreo? Aquelas que têm porta-aviões. E quem não tem dinheiro para ter porta-aviões? Faz o quê? Estamos investindo em drones e em mísseis”.

ADAPTABILIDADE

Gouveia e Melo costuma dizer que o conceito dessa plataforma é “revolucionário”. Segundo ele, se uma fragata típica tem um alcance de proteção de 200 km ao seu redor, enquanto um navio como o d. João 2º consegue alcançar, com os seus drones, até 1.500 km, a partir da plataforma. Além disso, os veículos não tripulados podem operar de maneira isolada por até 30 dias, espalhando a sua influência a uma área considerável.

Outra vantagem operacional é o fato de sua multifuncionalidade ter sido pensada desde a concepção do projeto, o que lhe garante mais flexibilidade e rapidez para modificar sua configuração.

Na visão do almirante da reserva, é diferente de navios adaptados para atender a diversos propósitos, como os que existem na Turquia e no Irã –ou mesmo o “Atlântico”, da Marinha do Brasil. Com capacidade de abrigar 18 aeronaves em seu hangar e deslocar até 21.000 toneladas (quase 3 vezes mais que o d. João 2º), o “Atlântico” foi adaptado a partir de um porta-helicópteros adquirido da Marinha britânica em 2018.

“Tem de haver uma capacidade verdadeiramente ‘plug and play’, de mudar rapidamente alguns equipamentos e consoles. Tem de haver muita energia para operar computadores de alto desempenho. Necessita de ter espaços vagos grandes para colocar camas no caso de resgate de refugiados. E não basta ter camas: tem de ter banheiros e cozinha para atender todas essas pessoas. A cozinha deve poder operar para 40 ou para 200”, declarou o almirante.

Apesar de ser autora do conceito, a Marinha portuguesa não ficou com a patente do d. João 2º, o que acarretaria em um investimento extra. Questionado sobre a falta da patente, Gouveia e Melo minimizou: “Vamos supor que patenteássemos o navio. Depois, iam lá, aumentavam 10 metros e diziam que era outro navio. Não vale à pena. Se Portugal fosse os Estados Unidos, seria diferente. Mas nós não conseguimos. O que conseguimos é liderar esse processo, o que nos dá prestígio e capacidade”

Copyright Divulgação/Marinha Portuguesa – 24.out.2025

Chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Jorge Nobre de Sousa, e oficiais da Marinha visitam estaleiro na Romênia, onde é construído D. João 2º



Autor Poder360 ·


Os dois jogos que faltavam para o encerramento da primeira rodada das quartas de final do Campeonato Goiano 2026 foram realizados nesta quinta-feira, 12. As partidas foram transmitidas para todo o Estado por meio da parceria entre a TV Assembleia Legislativa e a Televisão Brasil Central (TBC).

Atlético Goianiense e Vila Nova abriram vantagem para os jogos de volta que devem acontecer no domingo, 15, e na segunda-feira, 16, em Goiânia.

Na cidade de Ouvidor, o Atlético enfrentou a Abecat e venceu a partida por três a zero. Agora o Dragão pode perder por até dois gols no jogo de volta que, mesmo assim, garante a classificação para as semifinais do torneio.

Com dois gols do volante João Vieira, o Vila Nova também saiu vencedor do seu jogo, superando o Anápolis no Estádio Jonas Duarte. Com o resultado, o Vila Nova pode perder o jogo de volta por um gol de diferença que também garante sua vaga nas semifinais.

A vitória do Vila Nova contra o Anápolis deu à equipe colorada o primeiro lugar na classificação geral do campeonato, ultrapassando o Goiás que empatou com o Crac, na última quarta-feira, 11. 

As partidas de volta acontecem no fim de semana e na segunda-feira, com transmissão pela TV Assembleia Legislativa e pela TBC. No sábado, jogam Goiás e Crac, na Serrinha, e, no domingo, se enfrentam Atlético Goianiense e Abecat e Jataiense e Anapolina. E, na segunda-feira, jogam Vila Nova e Anápolis.

Eliminatórias

Ainda no sábado, Centro Oeste e Aparecidense se enfrentam para definir a segunda equipe a ser rebaixada para a Divisão de Acesso, em 2027. A primeira partida acontece no Estádio Jaime Guerra, em Nerópolis, às 16 horas.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O segundo dia do Carnaval de Goianésia confirmou o fôlego da festa e manteve o alto fluxo de público no circuito montado na cidade. Com programação distribuída entre a tarde e a madrugada, o evento reuniu milhares de foliões e reforçou o calendário carnavalesco como um dos principais atrativos culturais e turísticos da região.

As atividades começaram ainda durante o dia, com o Sunset da Deboxe, realizado no Parque da Lagoa Princesa do Vale. O espaço foi tomado por moradores e visitantes, que acompanharam apresentações musicais ao ar livre, criando um ambiente de confraternização e aquecimento para os shows noturnos.

À noite, a estrutura principal recebeu a dupla Fred & Fabrício, que comandou o palco com repertório voltado ao sertanejo moderno, mesclado a batidas mais aceleradas típicas do Carnaval. O público acompanhou em coro os principais sucessos e manteve o clima de animação constante, transformando o circuito em uma grande pista de dança.

Na sequência, o tradicional som automotivo da Deboxe assumiu a programação, prolongando a festa até a madrugada e garantindo a continuidade da movimentação no local.

Foto: Secom

A combinação de diferentes estilos musicais tem sido uma das estratégias da organização para atrair públicos variados e manter a adesão popular ao longo dos dias de evento.

A agenda segue neste domingo (15/2) com novas atrações, entre elas o cantor Murilo Huff, além de DJs e apresentações locais. A expectativa é de mais uma noite de grande participação popular.

Autor Rogério Luiz Abreu


Acadêmicos de Niterói abre o Grupo Especial com enredo sobre o presidente com famosos e familiares

A Acadêmicos de Niterói abrirá os desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro neste domingo (15.fev.2026) com um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, o desfile será dividido em 5 setores e contará com 5 carros alegóricos, seguindo a trajetória pessoal e política do petista. A Escola também faz homenagem aos programas sociais criados pelo petista, como o Luz para Todos, Minha Casa, Minha Vida e o Prouni (Programa Universidade para Todos). 

A Acadêmicos de Niterói optou ainda por criticar os “Patriotas da Pátria” e a ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Uma das alas traz críticas a quando a ministra disse que, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), meninos vestiram azul e meninas vestiram rosa. A fala da senadora é contra a comunidade LGBTQIA+. 

A escola justifica que a homenagem está alinhada à tradição das agremiações de abordar temas políticos e sociais na Marquês de Sapucaí para “exaltar políticas sociais”. O texto de justificativa enviado ao júri sustenta que o desfile deve ser avaliado como obra artística, independentemente de posicionamentos ideológicos.

Abaixo, a estrutura apresentada pela escola:

1º setor – Infância em Pernambuco

Com o título “No choro de Luiz, à luz de Guaranhuns”, o 1º setor traz o nascimento e a infância de Lula em Guaranhuns, no agreste pernambucano. A narrativa utiliza elementos do realismo fantástico inspirados na tradição oral da região e nas histórias contadas por sua mãe, Dona Lindu.

Carro 1 – “Do alto do mulungu surge a esperança”

O abre-alas retrata a infância no sertão, com referências à seca e à natureza local. A alegoria apresenta esculturas que misturam o real e o fantástico e utiliza o mulungu –árvore típica do Nordeste– como símbolo de esperança. A proposta visual trabalha a dualidade entre escassez e imaginação infantil.

2º setor – Migração para o Sudeste

Intitulado “Pro destino retirante te levei Luiz Inácio”, o setor retrata a migração da família Silva para São Paulo na década de 1950, em razão da seca.

Carro 2 – “Pro destino retirante”

A alegoria traz um caminhão pau de arara, meio de transporte utilizado por retirantes nordestinos. O carro também incorpora elementos religiosos ligados à fé da família e esculturas que remetem ao cangaço, apresentado como símbolo histórico de resistência no sertão. A neta do presidente, Bia Lula, será destaque como sua bisavó. Além de Bia, a mãe do petista será representada pela atriz Dira Paes.

3º setor – Do sindicato à Presidência

Chamado “Da luta sindical à liderança mundial”, o terceiro setor retrata a fase de Lula como torneiro mecânico no ABC Paulista, sua atuação no movimento sindical durante a Ditadura Militar e a fundação do PT (Partido dos Trabalhadores). Também aborda as derrotas eleitorais até a vitória presidencial em 2002.

Carro 3 – “Feito metal: de operário a presidente”

A alegoria utiliza a metáfora da metalurgia. Engrenagens e estruturas industriais simbolizam o tempo e a formação política do presidente. O conceito central é o de Lula “forjado” como metal ao longo das greves e da trajetória partidária.

Como destaque, virá a filha de Lula, e coordenadora de direitos humanos no diretório do PT Sergipe, Lurian Cordeiro Lula da Silva. Ela estará no veículo que falará da trajetória do presidente como metalúrgico no ABC Paulista. 

4º setor – Presidência, prisão e retorno

Sob o título “Teu legado é espelho das minhas lições”, o setor aborda os 2 primeiros mandatos, com ênfase em políticas sociais e indicadores econômicos, além da condenação e prisão do presidente em 2018. A narrativa também menciona a pandemia e a polarização política.

Carro 4 – “O Brasil mudou de cara”

A alegoria dramatiza desigualdades sociais, contrapondo diferentes camadas da sociedade. O carro inclui representações simbólicas de classes sociais e faz referências ao período posterior à prisão e à eleição de 2022, quando Lula retornou ao Planalto.

5º setor – Soberania e democracia

O último setor, “Assim que se firma a soberania”, trata do 3º mandato presidencial e da defesa da democracia. A escola associa a figura de Lula à soberania nacional e ao atual cenário político.

Carro 5 – “Vale uma nação, vale um grande enredo”

O carro final traz referências à arquitetura de Brasília e às cores nacionais. A proposta é encerrar o desfile com uma exaltação à democracia e às instituições brasileiras. Este terá a primeira-dama, Janja da Silva e os demais aliados do presidente.

Para interpretar Lula, o humorista Paulo Vieira foi confirmado como escolha pessoal do líder do Executivo. Paulo afirmou que recebeu o convite do presidente e da primeira-dama Janja da Silva.

DO CAMAROTE

Lula assistirá ao desfile do camarote da Prefeitura do Rio. O lugar tem capacidade para cerca de 500 pessoas. Localizado ao lado do 2º recuo da bateria, no setor 11, tem uma das vistas mais privilegiadas da avenida e, dos 3 andares, 2 serão ocupados exclusivamente por convidados do petista e da primeira-dama, Janja.

A lista de convidados não foi divulgada pela Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência da República. 

O Poder360 apurou que o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e os ministros da Saúde, Alexandre Padilha (PT), da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), Gleisi Hoffmann (PT), e da Igualdade Racial, Anielle Franco (PT) devem estar no camarote.

O presidente da Embratur, Marcelo Freixo (PT), o ex-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT), e a deputada federal Talíria Petrone (Psol) também estarão presentes. 

OPOSIÇÃO É CONTRA

Na 3ª feira (10.fev), o partido Novo ingressou no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com uma representação por propaganda eleitoral antecipada contra o presidente Lula e a Acadêmicos de Niterói. Ações também foram movidas pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e pelo deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) na Justiça Federal, que rejeitou os processos na 4ª feira (11.fev).

O TSE também negou, na 5ª feira (12.fev), o pedido de liminar para proibir o desfile da Acadêmicos de Niterói.

Mesmo assim, a AGU (Advocacia Geral da União) e a SAJ (Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos) orientaram que ministros não participassem do desfile. O objetivo é afastar possíveis constrangimentos de natureza eleitoral, tendo em vista as eleições deste ano. Lula já confirmou que tentará a reeleição.

O Palácio do Planalto determinou que o carro alegórico com os “amigos do Lula” seja restrito a aliados sem mandato ou cargo público. A determinação foi reforçada após reuniões internas e análises jurídicas, mesmo após a decisão do TSE. A recomendação para quem for ao Sambódromo da Marquês de Sapucaí é ficar em camarotes.

A cautela aumentou com o receio de que imagens sejam exploradas pela oposição como campanha antecipada ou uso da máquina pública. 



Autor Poder360 ·


O deputado Cairo Salim (PSD) apresentou, no segundo semestre do ano passado, 17 projetos de lei que podem reverberar em benefícios para a população goiana. Na área da saúde, são seis projetos; já na área de proteção à infância, concentrou suas matérias no combate à exploração sexual infantil, aos crimes de pedofilia e à exposição excessiva de crianças e adolescentes nos meios digitais.

Para o legislador, é urgente fortalecer as políticas públicas de prevenção, identificação precoce, acolhimento humanizado e encaminhamento seguro das crianças vítimas de exploração sexual. Salim defende que a escola, por sua capilaridade e proximidade com as famílias, é um espaço estratégico para o enfrentamento dessa realidade, desde que seus profissionais sejam capacitados e disponham de protocolos claros de atuação. Contemplando esses temas, foram apresentados os projetos de lei nºs 32050/25, 32049/25, 1416/25 e 1415/25.

Saúde

Saindo da área da infância e chegando ao setor da saúde, o parlamentar apresentou o projeto de lei nº 1423/25, no qual avaliou a necessidade de isenção da tarifa de pedágio para pacientes em tratamento médico-hospitalar fora do município de residência, nas rodovias estaduais de Goiás, incluindo aquelas administradas sob regime de concessão. Em outro projeto de lei, nº 1422/25, propõe que o mês de julho seja reconhecido como Julho Laranja, buscando conscientizar sobre a importância do exame ortodôntico anual em crianças de 6 a 12 anos de idade.

Ainda relacionado à saúde, Cairo apresentou o projeto de lei nº 1421/25, que dispõe sobre a obrigatoriedade de os estabelecimentos públicos de saúde do Estado de Goiás afixarem, em local visível e de fácil acesso, a relação dos médicos de plantão, com a descrição das respectivas especialidades, juntamente com o nome do responsável técnico da equipe.

Já no projeto de lei nº 1420/25, o deputado contemplou a melhoria da saúde nas zonas rurais ao criar a Política Estadual de Incentivo à Instalação de Fossas Sépticas Biodigestoras nas áreas rurais, com o objetivo de estimular o tratamento ambientalmente adequado de dejetos humanos em propriedades desprovidas de acesso à rede coletora de esgoto.

Dando prioridade à saúde mental, Salim apresentou o projeto de lei nº 1418/25, que trata da instituição de diretrizes quanto à divulgação de informações sobre suicídio e tentativa de suicídio pelos meios de comunicação, com vistas à prevenção e à proteção da saúde mental da população. O objetivo da matéria é contribuir para as políticas públicas de saúde mental ao estabelecer parâmetros responsáveis e éticos para a abordagem midiática de casos de suicídio e tentativa de suicídio.

“Trata-se de uma matéria sensível, que exige equilíbrio entre a liberdade de imprensa e a preservação da vida, priorizando a preservação da imagem da vítima e evitando a divulgação de detalhes do método utilizado, para que essas representações não funcionem como gatilhos visuais nem reforcem o efeito nocivo da exposição indevida”, explicou na justificativa de sua propositura.

Entre os projetos de lei que contemplam outras matérias, vale destacar que, após passar pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), ocorreu o apensamento do projeto de lei nº 633/25 ao projeto de lei nº 191/25, de autoria do deputado Delegado Eduardo Prado (PL), já que ambos pretendem criar a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA), mediante a transformação do Grupo de Proteção Animal (GPA).

Além dos projetos de lei que continuam tramitando na Casa de Leis, a maioria com parecer favorável da CCJ, destaca-se o projeto de lei nº 788/25, aprovado e sancionado em 20 de dezembro de 2025 pelo governador Ronaldo Caiado, reconhecendo a Feira do Luar, realizada em Caldas Novas, como Patrimônio Cultural e Imaterial do povo goiano.

Conforme consta no bojo da propositura, o parlamentar alega que o evento transcende sua função primordial de comércio para se consolidar como um expressivo epicentro de identidade, memória e manifestação cultural, tanto para a comunidade local quanto para os visitantes. Trata-se de um dos principais pontos turísticos da cidade e oferece uma experiência única a moradores e turistas, sendo um espaço vital de convívio e socialização, que proporciona a troca de experiências, a formação de laços comunitários e a celebração da vida cotidiana. A Feira do Luar está intrinsecamente conectada à história e ao desenvolvimento da cidade.

Em síntese, a atuação do legislador concentrou-se em projetos voltados para a infância e a saúde, sem se esquecer das demais áreas, para as quais foram apresentadas matérias que tratam da criação da rede estadual de empreendedorismo e inovação; do reconhecimento da Feira do Luar como Patrimônio Cultural e Imaterial goiano; da recarga de veículos elétricos; da criação de equipes multiprofissionais e interdisciplinares em UTIs; da declaração de utilidade pública a entidades não governamentais; além de requerimentos para a realização de sessão solene e a concessão da Medalha Pedro Ludovico Teixeira e do Título de Cidadania.

Atualmente, em seu segundo mandato como deputado por Goiás, Cairo Salim é líder do Partido Social Democrático (PSD) e 4º secretário da Mesa Diretora da Casa de Leis.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A primeira noite do Carnaval de Goianésia levou milhares de foliões ao circuito montado na Praia do Cerrado, nesta sexta-feira (13/2), e marcou oficialmente o início da programação festiva promovida com apoio do Governo de Goiás. Com público expressivo e shows de artistas de sucesso nacional, a abertura confirmou a expectativa de grande movimentação turística e cultural no município ao longo do fim de semana.

O principal destaque da noite foi a apresentação da dupla Maiara & Maraisa, que reuniu sucessos do sertanejo e animou o público com repertório voltado ao clima carnavalesco. O público acompanhou as músicas em coro, mantendo o espaço lotado durante todo o show, em um dos momentos mais aguardados da programação.

Na sequência, o cantor Vitinho Imperador assumiu o palco e manteve o ritmo da festa com repertório popular, reforçando a proposta de diversificar os estilos musicais e ampliar o alcance do evento. A noite contou ainda com apresentações de DJs e atrações locais, garantindo continuidade da animação até a madrugada.

Além do entretenimento, a realização do carnaval movimenta a economia da cidade, com impacto direto no comércio, na rede hoteleira, em bares, restaurantes e no trabalho de ambulantes.

Neste sábado (14/2) tem show da dupla Fred & Fabrício e som automotivo com a equipe Deboxe

A expectativa da organização é de que o fluxo de visitantes aumente nos próximos dias, fortalecendo o turismo regional e gerando renda para a população.

A programação segue neste sábado (14/2) com show da dupla Fred & Fabrício, além do tradicional som automotivo da equipe Deboxe e apresentações de DJs.

A estrutura do circuito inclui palco, áreas de alimentação, segurança e apoio logístico para garantir conforto e segurança aos foliões.

Autor Rogério Luiz Abreu


Biografia da escritora desde a infância com a família estará no enredo que conta sua trajetória

A menina Bitita é quem vai abrir o desfile da Unidos da Tijuca em 2026, para contar, desde o começo, a vida da escritora, cantora, compositora e poeta brasileira Carolina Maria de Jesus. Na língua changana ou xichangana, de Moçambique, Bitita significa panela de barro de cor ocre ou preta, representando resistência e ancestralidade.

A escritora recebeu esse apelido do avô Benedito, no início do século passado, e essa será apenas uma de “outras diversas Carolinas” que vão passar pela Sapucaí para contar a trajetória da autora consagrada, como “a doméstica”, “a grávida”, “a louca do Canindé”, “a catadora”, “a escritora”, “a marionete” e “a do carnaval”.

É um enredo bem biográfico. A história se desenvolve cronologicamente”, pontuou o carnavalesco Edson Pereira em entrevista à Agência Brasil. “O que a Tijuca faz é colocar a Carolina no palco”.

Apesar da grandeza que tem, argumenta o carnavalesco, sua história é pouco divulgada e, por isso, precisa ser contada.

A gente vive em um momento, não só do país, mas da cultura do nosso país, em que a gente precisa acender a luz daqueles que foram apagados pela nossa história. A Carolina representa muito bem a força da mulher”, afirmou.

Apagamento e força

Foi o avô alforriado e contador de histórias que influenciou Carolina a criar as suas histórias, assim como com as mulheres da família.

Ela aprendeu os segredos que só o tempo revela no encanto do falar e do ouvir; e, nas barras das saias de sua mãe, tias e madrinhas, se entrelaçou ao poder das coisas ditas, ao espírito desconhecido das letras e palavras, aquelas às quais ela desejava conhecer”, traz a sinopse da Tijuca, texto no qual as escolas explicam o enredo que vão apresentar nos desfiles.

Carolina Maria de Jesus nasceu em 14 de março de 1914, em uma comunidade rural da cidade de Sacramento, em Minas Gerais. Os sonhos de deixar o interior a levaram para São Paulo. A mudança não resultou no que esperava e foi o começo de muitas adversidades. Sob muito preconceito, lutou até se tornar escritora. 

A história da Carolina enquanto escritora que foi apagada é algo que nos fascina não pelo apagamento, mas pelo empoderamento dela. A Carolina enquanto mulher, enquanto preta, enquanto resistência”, comentou o carnavalesco, lamentando que atualmente os problemas são os mesmos. “É triste falar sobre isso, mas é uma realidade”.

Em São Paulo, ela foi morar na favela do Canindé. Foi lá que começou a relatar todos os preconceitos e histórias de feminicídios e viu que o desenvolvimento social não chegava aos pretos.

Ela começa a se entender no lugar de opressão”, indicou Edson Pereira, acrescentando que Carolina sonhava também em ter comida no prato para alimentar os filhos. “É um carnaval de reconhecimento, de botar o dedo nas feridas”, relatou.

Edson adiantou que a 3ª alegoria da Azul e Amarela da Tijuca é dedicada ao livro “Quarto de Despejo – Diário de uma favelada”, que se transformou em sucesso ao vender 10 mil exemplares na semana de lançamento, em 1960.

A obra, escrita a partir de anotações que fazia em diários contando histórias de vizinhos, foi também traduzida para ao menos 14 idiomas e lançada em mais de 40 países.

É todo feito de papelão, de material alternativo”, descreveu o carnavalesco sobre a composição da alegoria, em uma referência ao tempo que a escritora era catadora e construiu sua casa com o dinheiro que ganhou vendendo papelão entre outros materiais.

Saúde mental

Botar toda esta história de pé para contar da forma como o carnavalesco idealizou não é uma tarefa fácil, e vem sendo realizada pela dupla de diretores de carnaval da Tijuca, Fernando Costa e Elisa Fernandes.

Embora seja o seu 1º ano nesta função, Elisa não é uma desconhecida na Tijuca, onde já foi assessora de imprensa. A experiência no carnaval, no entanto, vai além dessas passagens. Até 2025, esteve por 10 anos na direção de alegorias da Portela.

Elisa disse que a nova missão é de muita responsabilidade, por ter que gerenciar o projeto, o barracão e a feitura de fantasias e alegorias. Apesar de já ter tido essa experiência na União de Jacarepaguá, ela agora tem a oportunidade de realizar o trabalho no Grupo Especial.

A coisa cresce muito. O Grupo Especial é muito forte. É o maior espetáculo da Terra, mas, para mim, está sendo um grande prazer”, comentou.

Como método para melhorar as condições de trabalho dos profissionais que preparam o carnaval, Elisa trouxe uma novidade para os bastidores da Tijuca.

Eu introduzi uma equipe de psicólogos. Hoje, os artistas da escola têm esse cuidado, porque eu acredito que alguns segmentos têm uma pressão muito grande”, contou.

Entre os que utilizam o serviço estão passistas, casal de mestre sala e porta-bandeira, responsáveis pelos ateliês e o setor administrativo da escola. De acordo com a diretora, é necessário ter esse momento de autocuidado, de parar tudo e prestar atenção em si mesmo, diante do trabalho para fazer tudo funcionar na avenida.

Estou tentando convencer o presidente a fazer também. Ele ainda não fez, mas disse que vai fazer”, indicou.

Força da mulher

Elisa se orgulha de poder, no 1º ano na função, ter pela frente um enredo em homenagem a Carolina Maria de Jesus. “Eu, como uma mulher negra, no primeiro ano na direção de carnaval, pegar um enredo desse é um presente até difícil de explicar. Estou me matando para fazer jus a essa possibilidade que me foi dada”.

Carolina é muito importante. Ela inspira outras mulheres a serem o que elas quiserem, porque Carolina não era só escritora. Ela também era cantora e compositora, eu também sou cantora e compositora”, contou.

A escolha do enredo teve a sua participação, lembrou ela. Elisa chegou a defender o enredo diante do presidente da escola. “Fui incisiva. Eu falei ‘olha esse é o melhor que nós temos. Acredito que esse é um enredo que vai fazer a diferença, porque Carolina é muito grande”.

Para a diretora de carnaval, a escritora representa a força de todas as mulheres e também sua versatilidade.

Acredito nessa coisa de multitarefa da mulher. A sociedade exige de nós essa polivalência. Somos seres polivalentes por nós mesmas. Nós somos sementes da Carolina. A gente só está continuando o trabalho dela e tendo a oportunidade de homenagear uma mulher que já deveria ter sido homenageada há muito tempo”.

Eis a ordem dos desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro e os enredos:

1º dia – domingo (15.fev)

  • Acadêmicos de Niterói – Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil;
  • Imperatriz Leopoldinense – Camaleônico;
  • Portela – O Mistério do Príncipe do Bará;
  • Estação Primeira de Mangueira – Mestre Sacacá do Encanto Tucuju – o Guardião da Amazônia Negra

2º dia – 2ª feira (16.fev)

  • Mocidade Independente de Padre Miguel – Rita Lee, a Padroeira da Liberdade;
  • Beija‑Flor de Nilópolis – Bembé do Mercado;
  • Unidos do Viradouro – Pra Cima, Ciça;
  • Unidos da Tijuca – Carolina Maria de Jesus.

3º dia – 3ª feira (17.fev)

  • Paraíso do Tuiuti  – Lonã Ifá Lukumi;
  • Unidos de Vila Isabel – Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África;
  • Acadêmicos do Grande Rio – A Nação do Mangue;
  • Acadêmicos do Salgueiro – A delirante jornada carnavalesca da professora que não tinha medo de bruxa, de bacalhau e nem do pirata da perna-de-pau.

Com informações da Agência Brasil.



Autor Poder360 ·


O deputado Ricardo Quirino (Republicanos) é autor de 10 leis sancionadas pela Governadoria do Estado no segundo semestre de 2025. Ao todo, o parlamentar protocolou, na Assembleia Legislativa, desde agosto passado, 14 processos legislativos. A atuação de Quirino concentrou-se na defesa da pessoa idosa, principalmente nas áreas da saúde e da segurança pública.

Leis em vigor

Dentre as leis sancionadas pelo governador, já em vigor no Estado, está a nº 23.737, de 14 de outubro de 2025, que institui a Semana Estadual de Conscientização e Prevenção de Quedas de Pessoas Idosas em Ambiente Doméstico, a ser realizada, anualmente, na semana do dia 24 de junho – Dia Mundial de Prevenção de Quedas.

De acordo com a legislação, durante a semana estadual, serão adotadas as seguintes medidas: estimular a discussão e a prevenção de quedas de pessoas idosas em ambientes domésticos; estimular a capacitação de cuidadores e familiares para identificar os riscos de quedas de pessoas idosas em ambiente doméstico; estimular a divulgação de iniciativas, ações e campanhas de prevenção a quedas de pessoas idosas em ambiente doméstico; dentre outras.

Também está em vigor a Lei Estadual nº 23.817, que garante prioridade de tramitação dos procedimentos investigatórios em inquérito policial que visem à apuração e responsabilização de crimes culposos e dolosos, inclusive na modalidade tentada, que tenham como vítima a pessoa idosa. A lei determina ainda que as comunicações internas e externas referentes aos procedimentos investigatórios serão identificadas com os termos “Prioridade – Vítima Pessoa Idosa”.

As outras oito leis sancionadas pela Governadoria do Estado são referentes à concessão de títulos de Cidadania Goiana e declarações de utilidade pública.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou, na noite de sexta-feira (13/2), em Goiânia, um ônibus de passageiros que trafegava em condições consideradas extremas de insegurança. O veículo já havia se envolvido dias antes em um grave acidente na BR-020, no município de São Desidério, no oeste da Bahia, onde 22 pessoas ficaram feridas após o tombamento.

A abordagem ocorreu na unidade operacional do Parque Ecológico, durante fiscalização de rotina. Segundo a PRF, o ônibus apresentava uma série de avarias estruturais e ausência de itens obrigatórios de segurança, o que comprometeria totalmente a circulação em rodovias federais.

Entre os problemas constatados estavam a falta do retrovisor esquerdo, todos os vidros laterais estilhaçados no mesmo lado, para-brisa da área de passageiros danificado, proteção do motor destruída, lâmpadas queimadas e falhas mecânicas visíveis.

O histórico do veículo agravou a situação. O acidente aconteceu na madrugada de 11 de fevereiro, por volta das 2h, quando o ônibus perdeu o controle sob chuva intensa, invadiu a pista contrária e saiu da via, tombando às margens da rodovia. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros prestaram socorro às vítimas, encaminhadas para unidades de saúde da região. O teste do etilômetro realizado no motorista, na ocasião, apontou resultado negativo para ingestão de álcool.

Apesar dos danos, a empresa proprietária não contratou guincho para transportar o coletivo após o sinistro. De acordo com o relato do condutor abordado em Goiânia, a orientação foi dirigir o próprio ônibus avariado da Bahia até a capital goiana.

PRF determinou transporte do ônibus por meio de guincho

Diante das irregularidades, a PRF autuou o veículo por mau estado de conservação e risco à segurança viária, determinando a retirada imediata de circulação. A corporação exigiu que a empresa providenciasse transporte adequado por guincho até a garagem.

O caso reforça o alerta das autoridades para a responsabilidade das empresas de transporte coletivo quanto à manutenção da frota e ao cumprimento das normas de segurança, especialmente após ocorrências com vítimas, quando a circulação de veículos danificados pode colocar em risco motoristas, passageiros e demais usuários das rodovias.

Autor Rogério Luiz Abreu