24 de fevereiro de 2026
  • 08:16 Guerra contra o Irã seria facilmente vencida, diz Trump
  • 04:31 Parlamento debate direito à terra e à moradia em seminário sobre soluções fundiárias
  • 00:47 Mabel admite que escolha de obras de vereadores terá viés político
  • 21:03 EUA colaboraram com México para localizar “El Mencho”
  • 17:20 Estímulo à implantação de telhados verdes conquista sanção


Presidente dos EUA rebate relatos sobre resistência militar e diz preferir acordo a ofensiva militar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos. Em publicação nas redes sociais, Trump rebateu reportagens que indicavam cautela do militar e declarou que a informação é “100% incorreta”. Disse ainda que, embora prefira um acordo diplomático, a decisão final sobre uma ação cabe a ele.

Segundo o jornal norte-americano The Washington Post, Caine alertou Trump sobre os riscos de uma ofensiva contra o Irã. Segundo relatos de integrantes do governo ouvidos sob anonimato, o militar teria afirmado, em reunião na Casa Branca na semana passada, que falhas no estoque de munições estratégicas e a falta de apoio de aliados ampliariam os perigos de uma operação e poderiam expor tropas norte-americanas a retaliações.

Caine teria ressaltado que os arsenais foram significativamente reduzidos pelo apoio de Washington à Ucrânia na guerra contra a Rússia e pela defesa de Israel diante dos conflitos na região. Em nota, o gabinete do general teria declarado que ele apresenta “uma gama de opções militares” aos líderes civis, com avaliação de impactos e riscos, de forma confidencial. A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, disse que Trump escuta diferentes opiniões antes de decidir com base na segurança nacional.

Depois da publicação das informações, Trump disse que reportagens da “mídia de notícias falsas” afirmaram, de forma incorreta, que Caine seria contra uma guerra com o Irã. Declarou que, como todos no governo, o general prefere evitar um conflito, mas que, se houver decisão de agir militarmente, considera que a vitória seria “fácil”.

Trump disse que Caine conhece bem o Irã por ter comandado uma operação responsável por destruir instalações ligadas ao desenvolvimento nuclear iraniano com bombardeiros B-2. Afirmou ainda que o militar “representa o Exército mais poderoso do mundo”, que “sabe vencer” e que, se receber a ordem, “liderará a linha de frente”.

O presidente dos EUA declarou ser ele quem toma a decisão final, disse preferir um acordo diplomático, mas advertiu que, caso não haja entendimento, será “um dia muito ruim” para o Irã.

A dimensão de uma eventual campanha dependeria do objetivo definido por Trump. Um ataque restrito ao programa de mísseis iraniano exigiria atingir centenas de alvos, incluindo lançadores móveis e sistemas de defesa aérea. Já uma investida voltada à derrubada do líder supremo Ali Khamenei ampliaria o número de alvos para milhares de instalações estratégicas, com possibilidade de semanas ou meses de confronto.

Autoridades norte-americanas discutem a hipótese de uma ação limitada para pressionar Teerã a aceitar termos mais rígidos sobre seu programa nuclear. As negociações entre os 2 países devem ser retomadas em Genebra.



Autor Poder360 ·


A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) sediou, ao longo desta segunda-feira, 23, o Seminário Estadual de Soluções Fundiárias: Em Defesa do Direito à Terra e à Moradia. O evento foi uma iniciativa conjunta da Comissão de Cultura, Esporte e Lazer e da Assessoria Adjunta de Atividades Culturais da Casa.

Com o objetivo de buscar soluções para os conflitos fundiários no campo e nas cidades, o seminário contou com diversas autoridades e representantes de ocupações, assentamentos e comunidades. Na segunda etapa, durante à tarde, foi discutido o tema “Os conflitos no campo e o direito à terra”.

Além do presidente da Comissão de Cultura, Esporte e Lazer, deputado Mauro Rubem (PT), participaram da mesa diretiva a defensora pública estadual Carolina Byrro; o vereador por Goiânia Fabrício Rosa (PT) e o gerente de conciliação agrária do Incra, Tiago de Melo. A mediação ficou a cargo de Lara Estevão, representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Mauro Rubem destacou que os conflitos fundiários e as violações de direitos humanos não podem ser tratados de forma isolada, pois fazem parte de um conjunto de problemas estruturais. Ele ressaltou que o acesso à terra e à moradia é central, mas que também é preciso enfrentar ameaças contra instituições e agentes públicos que atuam na defesa da sociedade, denunciando episódios de intimidação e violência que atingem até mesmo promotoras de Justiça e comunidades vulneráveis.

O parlamentar enfatizou a necessidade de criar espaços interinstitucionais e populares capazes de garantir autonomia e força institucional frente ao avanço da violência e do fascismo. Para ele, somente uma articulação sólida entre movimentos sociais, mandatos populares e entidades de defesa de direitos pode assegurar que vidas sejam protegidas e que comunidades não fiquem à mercê de abusos cometidos por agentes públicos ou grupos privados.

Rubem lembrou que, em diversas situações, foi preciso mobilização intensa para evitar tragédias e assegurar que territórios não se tornassem “sem lei”.

Por fim, o deputado estadual reiterou o compromisso de seguir na luta pela dignidade e pelo direito de morar, defendendo que a organização popular e a construção de comitês como o Tomás Balduíno são fundamentais para enfrentar abusos e privatizações que sacrificam a sociedade em benefício de poucos.

Especulação

O vereador Fabrício Rosa ressaltou que a realidade da maioria da população brasileira é marcada por moradias simples, ocupações e aluguel, em contraste com os condomínios de luxo que concentram riqueza e poder. Ele apontou a especulação imobiliária como responsável por encarecer os custos da cidade, já que os vazios urbanos obrigam o poder público a ampliar infraestrutura de forma desigual, socializando prejuízos enquanto os lucros permanecem concentrados nas mãos de poucos.

Para Rosa, enfrentar esses vazios urbanos exige coragem política e o uso de instrumentos já previstos em lei, como o IPTU progressivo, que poderia combater a concentração de imóveis e estimular o uso social da terra.

Nesse contexto, o vereador defendeu que a transformação social passa pelo reconhecimento dessa estrutura de dominação e pela mobilização popular para exigir justiça, igualdade e o direito à moradia digna para todos.

Favelas

Tiago de Melo iniciou sua fala lembrando a origem histórica das favelas no Brasil, resgatando o exemplo do Morro da Providência, no Rio de Janeiro, formado por combatentes de Canudos que, após a derrota, foram abandonados pelo Estado e relegados à marginalidade. Para ele esse episódio simboliza a raiz da luta por moradia e dignidade, que ainda hoje se repete diante da concentração fundiária e da especulação imobiliária.

O representante do Incra destacou alguns dados: milhões de imóveis desocupados frente a milhões de famílias sem teto, além da desigual distribuição de terras em Goiás, onde poucos grandes proprietários concentram a maior parte do território. Essa realidade, segundo Tiago de Melo, é fruto de uma estrutura controlada pelas elites que perpetuam injustiças e desigualdades.

Em sua conclusão, Melo reforçou a importância da reforma agrária, da agricultura familiar e do acesso universal a alimentos de qualidade, denunciando o enfraquecimento das instituições públicas e a precarização de órgãos como Incra, Funai e Ibama.

Para o gerente do Incra, a mudança depende da organização popular, do exercício cotidiano da cidadania e da participação política, especialmente nas eleições, mas também na vida comunitária e cultural. O seminário, afirmou, é um espaço fundamental para renovar esse compromisso coletivo de luta.

Programação matutina

Durante a manhã, participaram do seminário o presidente da Comissão de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça de Goiás (CSF/TJGO), desembargador Paulo Neves; o promotor de Justiça Márcio Toledo Lopes e a juíza Soraya Fagury Brito.

Quem abriu o evento foi a chefe da Assessoria Adjunta de Atividades Culturais, Emiliana Pereira dos Santos, que interpretou diversas canções, entre elas “O Canto das Três Raças”, imortalizada por Clara Nunes como um retrato poético e uma denúncia sobre a formação e a resistência do povo brasileiro.

“Esta é uma atividade que faz parte da Campanha Nacional Despejo Zero, que já completa cinco anos de atuação. Entendo que é uma construção coletiva em defesa da moradia, direito de todos. Receber essas pessoas que trazem essa pauta para o Poder Legislativo é reafirmar o compromisso da Casa em defesa dos direitos mais básicos das minorias que vivem à margem, em uma exclusão social histórica”, afirmou Emiliana.

Em seguida, o deputado Mauro Rubem ressaltou que a Casa, ao receber o seminário, faz um balanço da Campanha Nacional Despejo Zero, que busca proteger a vida acima da especulação imobiliária. “Ao longo do período da covid-19, assistimos a várias situações traumáticas que culminaram nessa campanha. Hoje, estamos discutindo situações que ocorrem em todo o Estado, inclusive na capital, onde se aguarda o cumprimento do que determina a Constituição Federal. Ainda na parte da tarde, vamos discutir os conflitos e despejos na zona rural”.

O presidente da Comissão de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça de Goiás (CSF/TJGO), desembargador Paulo Neves, que coordena a comissão criada por determinação do Conselho Nacional de Justiça e composta por onze juízes, comentou que o colegiado tem como principal atribuição julgar todos os casos de despejo envolvendo população vulnerável em ambiente coletivo.

“A comissão é estruturada para promover a mediação e a conciliação e, nos casos de desocupação, para que ela seja feita de maneira pacífica”, explicou Neves. Segundo ele, todo o trabalho é feito em parceria com os Poderes Executivo e Legislativo para realocar essas famílias.

Ao abrir a palavra para moradores de ocupações, assentamentos e comunidades, uma moradora do Residencial Solar Ville relatou que, desde agosto do ano passado, vive sob ameaça de despejo. Ela afirmou que a comunidade tem muitas pessoas idosas e doentes, mas que ainda nutrem esperança de que os casos sejam solucionados para que possam ter moradia própria.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), admitiu nesta segunda-feira (23/2) que a seleção das obras indicadas por vereadores dentro do programa Obras Cidadãs terá caráter político e dependerá do alinhamento dos parlamentares com a gestão municipal. O programa foi lançado no Paço Municipal, logo após reunião com vereadores da base, e prevê a execução de 40 intervenções por mês, com custo estimado de R$ 1,5 milhão mensais.

Segundo Mabel, a prefeitura terá autonomia para decidir quais demandas entram no cronograma e quais ficam de fora, inclusive levando em conta a relação política com os vereadores que fazem as indicações. Ele afirmou que não vê obrigação em priorizar pedidos apresentados por parlamentares que atacam a administração de forma recorrente.

“Logicamente, quem xinga a gente o dia inteiro, a comunidade vai ter que arrumar um vereador que seja ligado com a gente”, afirmou o prefeito, ao justificar a opção por atender parlamentares que mantenham diálogo com o Executivo.

Ele acrescentou que não faz sentido, em sua avaliação, atender quem o “xinga dia e noite”, destacando que a definição do atendimento também passa por uma decisão política.

O programa Obras Cidadãs tem como foco obras de pequeno porte, como reformas e reparos em áreas públicas, indicadas pelos vereadores a partir de demandas apresentadas pela população em cada região da cidade. Cada parlamentar poderá indicar serviços com limite de até R$ 70 mil, com a promessa de agilizar intervenções pontuais e de baixo custo.

Questionado sobre o risco de desproporcionalidade na infraestrutura de bairros que não tenham representantes alinhados à base governista, Mabel minimizou a possibilidade. Segundo ele, todos os bairros contam com vereadores que recebem votos e mantêm contato com a comunidade, o que evitaria exclusões totais no atendimento.

“A gente lança qualquer coisa no bairro e vão cinco ou seis representantes. Todo bairro tem alguém que escuta a comunidade e vai”, avaliou o prefeito, ao afastar a ideia de que regiões possam ficar sem acesso ao programa por falta de alinhamento político direto.

Apesar do discurso voltado à base, Mabel afirmou que o programa não exclui completamente vereadores de oposição. Ele disse que propostas consideradas boas e demandas relevantes poderão ser atendidas, mesmo quando apresentadas por parlamentares que não integram o grupo governista.

“Isso não quer dizer que nós não vamos atender o vereador de oposição. Às vezes o vereador de oposição traz uma ideia boa, uma demanda boa, e vai ser atendido também”, afirmou, ao indicar que o critério político não será absoluto.



Autor Manoel Messias Rodrigues


Líder do narcotráfico mexicano foi morto no domingo (22.fev); inteligência norte-americana combinada com vigilância mexicana permitiu localizar Nemesio Oseguera Cervantes na serra de Jalisco

Os Estados Unidos forneceram dados de inteligência ao México que levaram à localização e morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do CJNG (Cártel Jalisco Nueva Generación). A informação foi confirmada nesta 2ª feira (23.fev.2026) em entrevista a jornalistas pelo secretário de Defesa mexicano, Ricardo Trevilla, segundo o jornal El País.

Segundo Trevilla, os dados enviados por Washington foram combinados com vigilância já conduzida pelas forças mexicanas. A ação permitiu mapear a estrutura de segurança do líder do cartel, incluindo deslocamentos e círculo próximo. O Exército mexicano executou a ofensiva.

A morte de Oseguera vem em meio a pressões do governo de Donald Trump (Partido Republicano) por maior rigor do México no combate ao narcotráfico. A presidente mexicana Claudia Sheinbaum defende cooperação baseada em troca de inteligência, sem ações que afetem a soberania nacional.

Depois da operação, autoridades registraram cerca de 250 bloqueios em 20 estados mexicanos. A tática, conhecida como “narcobloqueio”, envolveu interdições de rodovias e incêndio de veículos para dificultar a atuação das forças de segurança.

O CJNG, fundado em 2010, é apontado pela DEA (Drug Enforcement Administration) como organização com atuação em pelo menos 40 países. A agência já ofereceu recompensa milionária por informações que levassem à captura de Oseguera. O cartel disputa territórios estratégicos no México, incluindo confrontos com o Cártel Santa Rosa de Lima, em Guanajuato, e com dissidências do Cártel de Sinaloa, em Chiapas.



Autor Poder360 ·


Assinada pelo deputado Virmondes Cruvinel (UB), a Lei nº 24.064, de 4 de fevereiro de 2026, institui a Política Estadual de Incentivo à Implementação de Telhados Verdes e já está em vigor.

Segundo a norma recém-sancionada pelo governador Ronaldo Caiado (PSD), telhado verde é aquele coberto, de forma parcial ou total, por vegetação. Trata-se de uma estratégia para reduzir o consumo de energia e melhorar o isolamento térmico das edificações, além de contribuir para a biodiversidade local. 

O estímulo à concessão de incentivos fiscais, de linhas de crédito e financiamento facilitados para a instalação da referida estrutura é exemplo de diretriz delineada pela norma. Outra é a prioridade, nos projetos de edificações públicas novas ou que passarão por grandes reformas, da inclusão, sempre que tecnicamente viável, de telhados verdes.

Na justificativa do projeto de lei avalizado pela Alego, Cruvinel defendeu que a novidade é urgente diante do cenário climático e energético atual. “Estudos realizados pela Universidade Federal de Goiás (UFG) demonstraram que a implementação de telhados verdes em edificações pode reduzir em até 30% o consumo de energia elétrica com refrigeração, além de contribuir para a redução da ilha de calor urbano”, explicou. 

O parlamentar também ressaltou outros possíveis benefícios ambientais, como a melhora da qualidade do ar e a diminuição do escoamento superficial de águas pluviais, conforme apontado pelo Instituto Goiano de Práticas Sustentáveis (IGPS).

As diretrizes técnicas a serem observadas em todas as edificações que adotem essa solução vão ser definidas de acordo com a conveniência e oportunidade pelo órgão competente. 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Polícia Federal avança nas apurações sobre o rombo de R$ 40 milhões no AparecidaPrev, o instituto de previdência dos servidores de Aparecida de Goiânia, ligado a aplicações em letras financeiras do Banco Master em junho de 2024. Conforme reportagem da CNN Brasil, entre os nomes identificados pela PF figuram o ex-prefeito Vilmar Mariano e o ex-secretário da Fazenda e ex-gestor do instituto, Einstein Paniago.

Documentos e atas referidos nas investigações indicam que os R$ 40 milhões foram aplicados sem autorização do Conselho Municipal de Previdência e com apresentação de dados considerados falsos. O Banco Master, cujo presidente era o banqueiro Daniel Vorcaro, foi liquidado em novembro pelo Banco Central, fato que motivou questionamentos sobre a segurança da operação e o eventual prejuízo ao instituto.

As apurações apontam ainda que havia intenção de aportar valores adicionais — pelo menos R$ 10 milhões, segundo conversas recuperadas, e tratativas que chegaram a ultrapassar R$ 30 milhões — e que as operações teriam sido conduzidas apesar do parecer negativo do conselho, devido ao baixo rating de risco do banco.

Conforme mostrou o PORTAL NG no início de dezembro, parte das discussões sobre o caso teve curso na Câmara Municipal. Vereadores apresentaram requerimento em 4 de dezembro para ouvir o ex-secretário Einstein Paniago e o então presidente do AparecidaPrev, Robes Venâncio. A atual presidente do instituto, Márcia Tinoco, foi ouvida posteriormente e afirmou aos parlamentares que Robes Venâncio não comunicou ao Conselho Deliberativo a operação que resultou na aplicação dos recursos.

Diante da repercussão, a Câmara passou a avaliar a criação de uma Comissão Especial de Inquérito para aprofundar as apurações locais. Paralelamente, a Polícia Federal concentra investigações sobre as relações entre agentes públicos e o banco, buscando esclarecer responsabilidades na decisão pela aplicação.

Segundo apurações, a execução do investimento teria contado com a intervenção direta de Einstein Paniago, que, apesar do parecer contrário do conselho, teria se aproximado de Vorcaro e atuado para viabilizar a operação. Há também indicações de que os investimentos foram acordados com o então prefeito Vilmar Mariano, sendo efetivado seis meses antes do término do seu mandato e pouco antes de restrições partidárias à sua reeleição.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Governo estadual reforça orientações para eliminar criadouros e conter avanço de dengue, Zika e chikungunya

O governo de São Paulo divulgou que cerca de 75% dos focos de Aedes aegypti estão dentro de residências, o que reforça a importância dos cuidados no dia a dia. O governo reforça que o combate ao mosquito é uma ação permanente e coletiva, essencial para evitar a proliferação do transmissor da dengue, Zika e chikungunya.

“O acúmulo de entulho, lixo e água parada cria o ambiente ideal para a formação de criadouros do mosquito. Manter os espaços limpos e organizados é uma medida simples que faz diferença para a saúde coletiva”, afirma a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo, Tatiana Lang.

Além das ações de prevenção, o monitoramento dos casos segue sendo realizado em todo o estado. Até 4ª feira (18.fev.2026), segundo dados da Pasta, 7.271 casos de dengue foram confirmados em todo o Estado, e 3 mortes.

Em relação à chikungunya, foram confirmados 131 casos e nenhuma morte. Os dados também estão disponíveis para toda a população.

Confira as orientações para evitar que as casas e apartamentos se transformem em criadouros:

  • coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira sempre fechada;
  • remova folhas e outros materiais que possam impedir a passagem da água pelas calhas;
  • encha os pratos dos vasos de plantas com areia até a borda;
  • troque a água e lave o vaso das plantas aquáticas com escova, água e sabão pelo menos uma vez por semana;
  • mantenha garrafas e recipientes que possam acumular água sempre virados para baixo;
  • mantenha as caixas-d’água bem fechadas e descarte corretamente objetos que acumulam água, como embalagens usadas.

Também é fundamental redobrar a atenção após períodos de chuva, quando o acúmulo de água pode passar despercebido.

Sintomas da doença

É preciso estar atento aos sintomas da dengue, que podem começar repentinamente, duram entre cinco e sete dias:

  • Febre alta (39° a 40°C);
  • Dor no corpo e articulações;
  • Dor atrás dos olhos;
  • Mal-estar;
  • Falta de apetite;
  • Dor de cabeça;
  • Manchas vermelhas no corpo;
  • Hemorragia em casos graves;
  • Dor abdominal, principalmente em crianças.

Com informações da Agência SP.



Autor Poder360 ·


Com o recente modelo estendido, a 37ª edição do programa Deputados Aqui tem atividades distribuídas em dois municípios, Porteirão e Acreúna.

Porteirão, 186 km a sudoeste de Goiânia e 93 km a sudeste de Acreúna, recebeu os serviços gratuitos do programa ao longo desta sexta-feira, 20. Amanhã, será a vez de Acreúna receber, como cidade-sede, esta edição do evento.

Ainda hoje, com início um pouco antes das 15 horas, houve sessão solene no município de Santa Helena, também na região. O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (UB), esteve entre os homenageados.

Em Porteirão, foi montada uma estrutura na Feira Coberta, ao lado praça de com o nome da cidade. Foram distribuídas 200 senhas de atendimentos oftalmológicos e disponibilizado esse mesmo número de óculos gratuitos para os pacientes que receberam, nas consultas, receitas para usá-los.

Jacqueline Maria Brandão, de 36 anos, com óculos de receita desatualizada e dificuldade para enxergar à distância, era uma das pacientes à espera da consulta. Ela soube do Deputados Aqui porque “todo mundo estava falando nas ruas e nas redes sociais”, e foi ao evento com Manuela, sua filha, que também tinha senha para o oftalmologista, além de ter outra para o dentista e pretender cortar o cabelo, sempre gratuitamente.

As senhas para atendimentos odontológicos totalizaram 40; ginecológico, 50; endocrinológico, 60; cardiológico, 20.

Além de Bruno Peixoto, compareceram o deputado Cairo Salim (PSD) e o segundo suplente Léo Portilho (Podemos), que em 2025 assumiu temporariamente a vaga do colega de partido Henrique César. Do poder público local, estavam o prefeito reeleito Henrique Silva (MDB) e vereadores, incluindo o presidente da Câmara Municipal, Zé Goulart (PSB). Diversos secretários, tanto da Alego quanto de Porteirão, também marcaram presença, assim como o prefeito do município de Vicentinópolis, Ariovaldo Carvalho (PP).

O chefe do Poder Legislativo recebeu, das mãos de Zé Goulart, placa de título de cidadão porteirense.

Foram homenageados, ainda pela manhã, mais de 150 cidadãos da região por relevantes serviços prestados à comunidade.

Deputado enaltece importância de atender municípios pequenos

Houve a entrega, pelos deputados e pelo prefeito, de 11 escrituras de propriedade, simbolizando ação que providenciará, nos próximos dias, mais de cem escrituras para pessoas da região.

“O imposto que você paga aqui na cidade pequena não vale menos do que aquele pago pelos moradores das cidades grandes”, declarou Cairo Salim, ressaltando o fato de o Deputados Aqui se deslocar com frequência para municípios de menor porte. Segundo estimativas do IBGE, Porteirão tinha 4.276 habitantes em 2025.

Bruno Peixoto declarou que, havendo demanda, mais cem óculos gratuitos poderiam ser providenciados. Também se comprometeu a atender ao pedido do prefeito e da primeira-dama e secretaria de Assistência Social, Maria do Carmo, para que o Castramóvel da Alego – que nesta sexta funcionou das 8 às 17 horas – retorne a Porteirão para castrar fêmeas de cães e gatos. Com o objetivo de abranger um número maior de animais, em geral são castrados apenas machos, uma vez que o procedimento neles é mais rápido e simples.

Henrique Silva, o prefeito de Porteirão, agradeceu a Peixoto por “nunca ter dito não à cidade”. “Não teve egoísmo, não teve bandeira [política], e olha quanta gente vai sair daqui hoje com o seu benefício. Estamos colhendo o fruto do que pedimos”, complementou.  

Léo Portilho afirmou: “O Deputados Aqui é uma referência em Goiás. O programa escuta as demandas das pessoas, estamos aqui pra isso. Também é muito bom porque muitas vezes a população não conhece o Legislativo [estadual]”.

Pouco após as 11 horas, o tradicional arroz carreteiro foi servido ao público.

Sessão em Santa Helena tem homenagens e inauguração de anexo

Na sessão em Santa Helena, realizada na Câmara Municipal, juntaram-se a Bruno Peixoto, na mesa de trabalhos, o vice-prefeito do município, Ricardo Mendes da Mota (UB), representando o prefeito Iris Parreira (MDB), além de diversas autoridades locais.

Foram homenageadas pessoas físicas e jurídicas (empresas e entidades) de áreas como educação, cultura, esporte e saúde. Também foi celebrada a inauguração de um anexo da Casa de Leis da cidade, que a ampliará em cinco salas.

Presidente do Legislativo municipal, Aduil Júnior (PRD) ressaltou que o anexo significará uma “estrutura para servir melhor”, beneficiando também a população.

“Hoje, nos tornamos irmãos”, declarou Peixoto, que na sessão recebeu o título de cidadão santa-helenense. “Esse título me enche de orgulho”, afirmou comentando, em seguida, a situação política local.  

 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


Um homem de 44 anos morreu eletrocutado na manhã deste domingo (22/2) após a caminhonete que conduzia colidir com um poste de energia em uma estrada vicinal próxima à rodovia GO-174, no trecho entre Rio Verde e Montividiu, nas imediações da Colônia dos Americanos. A vítima saiu de sua propriedade rural durante a madrugada e seguia em direção à rodovia quando perdeu o controle do veículo e bateu contra a estrutura.

Com o impacto, o poste se rompeu e caiu sobre a caminhonete. Ao tentar sair do veículo, o motorista entrou em contato com um fio energizado e sofreu descarga elétrica.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e o médico constatou o óbito no local, registrando morte por choque elétrico.

Equipes do Corpo de Bombeiros, técnicos da concessionária Equatorial e a Polícia Técnico-Científica compareceram à ocorrência. A rede elétrica da região foi desligada para garantir a segurança durante os trabalhos periciais e a remoção do corpo, que foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). A identidade da vítima não foi divulgada.

Os agentes realizaram os procedimentos de praxe na cena, incluindo preservação do local e levantamento para orientar as investigações sobre a dinâmica do acidente. Autoridades informaram que mais detalhes e eventuais desdobramentos serão divulgados após a conclusão dos laudos periciais.

A Polícia Técnico-Científica esteve na cena para realizar os procedimentos periciais necessários. Após a conclusão dos levantamentos, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame e liberação aos familiares.

A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar, que informou não ter divulgado a identidade da vítima até que os contatos com parentes fossem formalizados. As autoridades orientam que os desdobramentos e eventuais conclusões sobre a dinâmica do acidente serão divulgados após a finalização dos laudos periciais.

A prefeitura e as concessionárias costumam lembrar que trechos vicinais exigem atenção redobrada, especialmente no período noturno e em trechos sem iluminação pública. Autoridades de trânsito e manutenção podem ser acionadas para avaliar sinalização e condições das estradas vicinais afetadas.

Autor Manoel Messias Rodrigues


Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, morreu após confronto em Jalisco, dizem autoridades

Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, morreu neste domingo (22.fev.2026) durante uma operação militar em Tapalpa, no Estado de Jalisco, segundo autoridades mexicanas. As informações foram divulgadas pelo jornal The New York Times.

Ex-policial, Oseguera era líder e fundador do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), uma das principais organizações criminosas do país, com atuação internacional. O grupo surgiu no oeste do México, região onde está Guadalajara.

A operação foi conduzida por forças especiais do Exército Mexicano, com apoio de aeronaves da Força Aérea e da Força Especial de Reação Imediata da Guarda Nacional. De acordo com a Secretaria da Defesa Nacional, militares foram atacados e reagiram em legítima defesa.

Segundo a Defesa:

  • 4 integrantes do CJNG morreram no local;
  • 3 suspeitos ficaram gravemente feridos e morreram durante o transporte para a Cidade do México, entre eles Oseguera;
  • 2 integrantes do cartel foram detidos;
  • 3 militares ficaram feridos e foram levados à capital para atendimento médico.

O governo afirmou que a ação resultou de trabalhos de inteligência do Exército, do Centro Nacional de Inteligência e da Fiscalía General de la República. A operação contou com informações complementares fornecidas por autoridades dos Estados Unidos, em cooperação bilateral.

As forças de segurança apreenderam armamentos, entre eles lançadores de foguetes capazes de atingir aeronaves e veículos blindados.

Onda de violência

Após a operação, integrantes do cartel promoveram ataques em ao menos 9 estados: Jalisco, Michoacán, Colima, Guerrero, Aguascalientes, Guanajuato, Nayarit, Zacatecas e Tamaulipas.

Entre as ações registradas estão:

  • veículos incendiados;
  • bloqueios de rodovias;
  • incêndios em estabelecimentos;
  • circulação de homens armados em áreas urbanas, sobretudo no norte e no oeste do país.

As autoridades mexicanas adotaram medidas para conter os ataques. Entre as principais ações e impactos:

  • suspensão do transporte público em Jalisco;
  • orientação para que hóspedes permanecessem em hotéis, sobretudo em Guadalajara;
  • reforço no patrulhamento de rodovias na divisa com Jalisco;
  • suspensão de voos das companhias Air Canada, United Airlines e American Airlines para Puerto Vallarta e Guadalajara.

Pressão dos EUA

A operação ocorre em meio à pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), que vinha defendendo ações mais duras contra cartéis mexicanos e mencionou a possibilidade de ataques militares em território mexicano.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, rejeitou reiteradamente a hipótese, afirmando que qualquer ação militar estrangeira violaria a soberania do país.

De acordo com a agência Reuters, o subsecretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, declarou que a morte de Oseguera representa um “grande avanço” para os Estados Unidos, o México e a América Latina.



Autor Poder360 ·