12 de fevereiro de 2026
  • 04:57 Gilsão Meu Povo cobra destinação de emendas para Aparecida
  • 01:13 MP e Defensoria acionam Justiça contra escolas cívico-militares em SP
  • 21:30 Casa de Leis promove debate sobre políticas climáticas nesta quinta-feira, 12
  • 17:45 Sebrae aponta ‘Efeito TikTok’ a impulsionar venda e oportunidade
  • 14:00 Vídeos contradizem versão oficial sobre tiroteio com agente em Chicago


A oferta de vagas na educação infantil voltou ao centro dos debates da Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia durante a sessão ordinária desta quarta-feira (11/2). O tema levou o presidente da Casa, vereador Gilsão Meu Povo, a cobrar maior atuação de deputados federais, senadores e parlamentares estaduais na destinação de emendas para o município e a anunciar a organização de uma comitiva de vereadores a Brasília ainda neste semestre.

Após discussões sobre o funcionamento do programa Vale-Creche, Gilsão defendeu que a classe política intensifique a articulação para captar recursos externos e criticou a falta de retorno de representantes que recebem votos na cidade. Segundo ele, além do Executivo, os vereadores também têm papel estratégico na busca por investimentos.

De acordo com o presidente, a ida à capital federal terá como objetivo dialogar diretamente com parlamentares e cobrar apoio institucional: “Também é nosso dever ir atrás desses recursos. Vamos organizar uma comitiva para buscar investimentos e cobrar respaldo de quem foi votado aqui”, afirmou.

O vice-presidente da Casa, vereador Rogério Almeida, reforçou a necessidade de articulação junto às bancadas federal e estadual. Ele relatou conversas com a deputada federal Silvye, que, segundo informou, se comprometeu a destinar verbas para ações de apoio educacional a pessoas com autismo, e destacou ainda a atuação do deputado estadual Karlos Cabral.

Foto: Marcelo Silva

O debate teve início após questionamentos de vereadores sobre a execução do Vale-Creche. Felipe Cortez levantou dúvidas sobre o alcance do programa, enquanto Lipe Gomes afirmou que a proposta inicial previa maior liberdade de escolha das famílias em relação às unidades conveniadas.

Parte significativa das mais de 12 mil vagas já foi preenchida

Em resposta, Gilsão informou ter conversado com a secretária municipal de Educação, que relatou que parte significativa das mais de 12 mil vagas anunciadas já foi preenchida. Ele também ponderou que o déficit de vagas em centros municipais de educação infantil é um problema estrutural enfrentado por diversos municípios brasileiros.

O vereador Tatá Teixeira acrescentou que o credenciamento para novas instituições segue aberto e explicou que o valor do benefício varia conforme o agrupamento, entre R$ 700 e R$ 800 mensais para período integral e R$ 400 para meio período.

“A prefeitura deveria ampliar as unidades existentes”

Como alternativa emergencial, o presidente da Câmara sugeriu a ampliação das estruturas já existentes.

“Como medida paliativa, a prefeitura deveria ampliar as unidades existentes, com a construção de novas salas de aula, podendo reduzir o déficit de vagas na educação infantil de forma rápida e eficaz. Até que novas escolas sejam construídas, essa é uma medida que deve ser adotada”, pontuou Gilsão Meu Povo.

A discussão deve continuar nas próximas sessões, com foco na captação de recursos e no fortalecimento da rede municipal de educação infantil.

Autor Rogério Luiz Abreu


Ação do MP e Defensoria pede veto a PMs em sala de aula e fim de regras sobre aparência

O Ministério Público (MP) e a Defensoria Pública de São Paulo protocolaram, nesta 3ª feira (10.fev.2026), uma ação civil pública com pedido de liminar para suspender pontos centrais do programa de escolas cívico-militares do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Leia a íntegra (PDF – 685 kB). Os órgãos alegam que o regimento imposto pelo Estado fere a Constituição Federal e a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) ao transferir para policiais funções exclusivas de professores e ao restringir a liberdade individual dos estudantes.

Um dos pontos de maior destaque na petição é o pedido de proibição imediata de policiais militares aposentados ministrarem aulas ou qualquer conteúdo instrucional. Para fundamentar o pedido, os promotores citaram um episódio recente em que um policial foi filmado em sala de aula após escrever palavras com erros ortográficos graves, como “descançar” e “continêcia”, na lousa. O MP argumenta que, embora o governo afirme que os militares atuam apenas na disciplina, na prática, eles estão exercendo “atividades instrutórias” sem a devida formação pedagógica.

RESTRIÇÕES À APARÊNCIA E “TRANSFERÊNCIA COMPULSÓRIA”

A ação também mira as normas de conduta e estética do programa. O Ministério Público e a Defensoria pedem a anulação de regras que padronizam o corte de cabelo, proíbem o uso de acessórios e vetam “manifestações de namoro ou similar” nas dependências e proximidades das unidades. Segundo o documento, tais imposições violam direitos fundamentais à personalidade, intimidade e liberdade de expressão de crianças e adolescentes.

Outro ponto crítico contestado é a transferência compulsória. O regimento atual permite que alunos que não se adaptem às normas militares sejam removidos para outras escolas da rede estadual. Os órgãos de controle sustentam que essa medida é ilegal e fere o direito universal à educação. “As regras fazem tábula rasa das leis que regem a prestação do serviço público de educação“, afirma o texto da ação.

REAÇÃO DO GOVERNO E IMPACTO POLÍTICO

A Secretaria Estadual da Educação de São Paulo ainda não se manifestou oficialmente sobre os termos da ação. Em ocasiões anteriores, a pasta defendeu que os policiais não substituem professores e o foco é a segurança e a melhoria dos índices educacionais. A implementação das escolas cívico-militares é uma das principais bandeiras políticas de Tarcísio, inspirada em modelos adotados durante o governo federal de Jair Bolsonaro.

Caso a Justiça aceite o pedido de liminar, o governo poderá ser obrigado a suspender imediatamente a atuação dos policiais em sala e a revogar as normas de aparência, sob pena de multa diária de R$ 300 mil.



Autor Poder360 ·


A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) será palco da realização da 4ª Reunião Ordinária do Fórum Goiano de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável nesta quinta-feira, 12, das 8h30 às 18 horas, no Auditório Francisco Gedda. A vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Casa, deputada Rosângela Rezende (Agir), representará o Legislativo Estadual no evento.

Em pauta, além da eleição dos coordenadores das câmaras técnicas, conforme previsto no Regimento Interno, está a continuidade dos debates e das propostas para o desenvolvimento de uma governança climática mais participativa com a sociedade e conectada aos desafios reais do Estado de Goiás.

A comissão organizadora aguarda a presença de representantes do poder público, do setor produtivo, de universidades, organizações da sociedade civil e comunidades tradicionais, com o objetivo de dialogar, propor soluções e acompanhar políticas públicas voltadas ao enfrentamento da crise climática.

No período da manhã, será apresentado o Programa AdaptaCidades, uma abordagem integrada entre as gestões estaduais e municipais, em articulação com o Governo Federal, bem como a elaboração de Planos Locais de Adaptação Climática (PLACs), instrumentos de planejamento que mapeiam riscos e vulnerabilidades e definem ações práticas para lidar com os impactos das mudanças climáticas em 20 municípios goianos.

À tarde, o debate girará em torno do projeto de lei que institui o Sistema Estadual de REDD+. Trata-se de um mecanismo estratégico para a redução do desmatamento, a valorização dos serviços ecossistêmicos e a promoção da justiça climática por meio do pagamento por resultados ambientais.

O fórum

Reativado em 2024, o Fórum Goiano de Mudanças Climáticas e Desenvolvimento Sustentável tem como objetivo avançar na construção de políticas públicas climáticas mais efetivas, em consonância com os problemas reais de cada região de Goiás. Criado por decreto estadual, o fórum consolidou-se como um dos principais instrumentos de protagonismo no enfrentamento dos desafios decorrentes das mudanças climáticas no mundo.

Desde a posse dos membros, no final de 2024, o fórum estruturou suas câmaras técnicas de mitigação, adaptação e transição verde, criou grupos de trabalho temáticos e passou a promover debates cada vez mais qualificados sobre temas como mercado de carbono, agricultura de baixo carbono, manejo integrado do fogo, resiliência climática e transição econômica sustentável.

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


O TikTok deixou de ser apenas uma rede de entretenimento para se consolidar como uma vitrine de consumo capaz de influenciar decisões de compra em questão de horas. Produtos, estilos e marcas viralizam rapidamente e criam picos imediatos de demanda, fenômeno conhecido como “Efeito TikTok”, que tem aberto espaço para que pequenos negócios ganhem visibilidade e ampliem vendas com baixo investimento em publicidade tradicional.

O comportamento foi mapeado pelo Sebrae Goiás como uma das principais tendências culturais e de mercado no Caderno de Tendências 2026, elaborado pelo Observatório Sebrae. A publicação analisa hábitos, valores e movimentos que impactam diretamente o ambiente de negócios e orienta empreendedores a transformar engajamento digital em estratégia comercial.

Segundo o levantamento, a dinâmica da plataforma favorece conteúdos espontâneos e autênticos, o que reduz a dependência de grandes produções e democratiza a atenção do público. Na prática, vídeos simples, mostrando bastidores, uso real de produtos ou depoimentos de clientes, tendem a gerar mais confiança e conexão do que campanhas publicitárias convencionais.

Para a gestora estadual de Moda do Sebrae Goiás, Thais Oliveira, esse cenário cria oportunidades especialmente para marcas de menor porte.

Gestora estadual de Moda do Sebrae Goiás, Thais Oliveira // Foto: SebraeGO/Divulgação

“O TikTok trouxe para a moda uma dinâmica fluida. Hoje, uma pequena marca autoral pode ganhar visibilidade nacional com um vídeo autêntico, mostrando bastidores ou uma peça diferenciada. O consumidor busca proximidade e verdade, e isso favorece os pequenos negócios, que conseguem comunicar com mais humanidade e criatividade”, afirma.

Na moda, o impacto é ainda mais acelerado. Microtendências surgem e desaparecem em ritmo intenso, influenciando diretamente o comportamento de compra. Estilos e combinações viralizam em poucas horas, exigindo que empreendedores estejam atentos às movimentações digitais e preparados para responder rapidamente à demanda.

Foto; SebraeGO/Divulgação

De acordo com o Sebrae, a visibilidade gerada pela rede social só se converte em resultado quando há planejamento. Monitorar hashtags, estimular a participação dos clientes na produção de conteúdo e manter coerência entre posicionamento de marca e público-alvo estão entre as estratégias recomendadas.

“O TikTok está aí e, se bem utilizado, pode ser um meio eficiente de vendas para pequenos negócios”, reforça Thais.

Um exemplo citado é o da marca goiana TXC, que utiliza a plataforma para dialogar com o público agro e country por meio de narrativas alinhadas à identidade regional, fortalecendo o reconhecimento e o engajamento da marca.

Empreendedores interessados em estruturar presença digital e planejar ações estratégicas podem buscar orientação nas unidades do Sebrae Goiás, que oferecem capacitações e consultorias voltadas ao uso de redes sociais como ferramenta de negócios.

Autor Rogério Luiz Abreu


Imagens de câmeras corporais mostram que agentes podem ter provocado colisão com veículo de professora baleada em operação

Imagens de câmeras corporais divulgadas na 3ª feira (10.fev.2026) pelo Ministério Público Federal contradizem a versão oficial sobre o caso de Marimar Martinez, atingida por disparos de um agente da Patrulha da Fronteira em Chicago. O material mostra que agentes federais podem ter provocado a colisão com o veículo da vítima, contrariando informações iniciais fornecidas pelo DSI (Departamento de Segurança Interna) dos EUA.

Um juiz do tribunal distrital criticou as autoridades por demonstrarem “zero preocupação” com a reputação de Martinez ao divulgarem informações sobre o caso.

O fato aconteceu em 4 de outubro de 2025, durante uma operação de imigração. Martinez, de 31 anos, professora em uma escola Montessori de Chicago, seguia os agentes para alertar moradores sobre a presença deles na área quando houve a colisão. Segundo a Reuters, nas gravações é possível ouvir um agente dizendo “faça alguma coisa, vadia” momentos antes do impacto. Outro agente, no veículo conduzido por Exum, afirmou: “É hora de sermos agressivos” e “Vamos fazer contato”.

Depois de ser baleada, Martinez conseguiu fugir dirigindo e foi transportada de ambulância para um hospital local, onde sobreviveu aos múltiplos disparos efetuados pelo agente Exum.

Martinez foi indiciada por obstrução a agente federal, mas as acusações foram retiradas em novembro de 2025. Mensagens de texto reveladas durante o processo mostram Exum se gabando em um grupo com outros agentes: “Disparei 5 tiros e ela ficou com 7 buracos. Anotem isso, rapazes”.

Segundo seu advogado, Christopher Parente, Martinez pretende entrar com uma ação civil. Ela afirmou que buscou a Justiça após os disparos que resultaram na morte dos manifestantes Renee Good e Alex Pretti, em Minneapolis, no mês passado, e também para limpar sua reputação após ser chamada de “terrorista doméstica” pelo DSI.

Durante o episódio, um agente disse: “Vamos fazer contato, estamos encurralados”, momentos antes de Exum virar bruscamente o volante para a esquerda. Depois da colisão, outro agente reportou pelo rádio: “Atenção, fomos atingidos, fomos atingidos”.

Provas apresentadas no tribunal mostram que Exum conduziu o veículo, um Chevy Tahoe, de volta à base no Maine, onde reparos foram realizados por um mecânico da CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras) antes que os réus pudessem examiná-lo. O oficial Gregory Bovino, que elogiou o “excelente serviço” prestado por Exum, foi posteriormente rebaixado do cargo de comandante-geral responsável pelas operações em Los Angeles, Chicago e Minneapolis após a morte de Pretti.



Autor Poder360 ·


O deputado Lineu Olimpio (MDB) apresentou, em 2025, 52 processos legislativos, entre projetos de lei e requerimentos. No segundo semestre, 18 matérias de destaque foram protocoladas pelo parlamentar. Dentre elas, estão propostas voltadas à educação e à assistência social e que visam a beneficiar a população goiana e respaldar o consumidor.

Um deles é o projeto nº 19685/25, que isenta do pagamento de taxas e emolumentos os cidadãos que necessitarem emitir a 2ª via de documentos de identificação expedidos por órgãos estaduais, em razão de roubo ou furto, devidamente comprovados por Boletim de Ocorrência.

A medida, segundo Olimpio, garante maior proteção e amparo às vítimas de crimes sem comprometer as contas públicas do Estado. “A perda de documentos em decorrência de crimes representa, além de abalo emocional, uma dificuldade financeira significativa para a vítima, que muitas vezes se vê obrigada a arcar com custos imprevistos para regularizar sua documentação”, justifica.

Na mesma linha, o projeto nº 24566/25 dispõe sobre a concessão automática de abatimento proporcional na conta de água em razão de interrupção no fornecimento no Estado de Goiás. Trata-se, segundo o parlamentar, de uma medida de justiça e equilíbrio, uma vez que o usuário não deve arcar com o pagamento integral de um serviço que não lhe foi prestado de forma contínua. 

“Além de resguardar o consumidor, a medida funciona como incentivo para que as concessionárias adotem medidas eficazes de prevenção e reparo das falhas, melhorando a qualidade do serviço”, destaca o autor da iniciativa.

Educação e assistência social

Lineu Olimpio também protocolou, no segundo semestre de 2025, o projeto de lei nº 31940/25, que institui, em Goiás, o Programa Estadual de Educação Continuada para Crianças e Adolescentes em Tratamento Oncológico.

A proposta busca promover a inclusão educacional e social, assegurando que nenhuma criança seja privada do aprendizado em virtude da doença. “É imprescindível que o poder público adote medidas que viabilizem o acompanhamento pedagógico durante o período de tratamento, evitando a evasão e o atraso escolar”, sublinha o deputado.

Outra medida pleiteada pelo deputado visa à instituição do Programa Estadual Ambulatório Móvel de Saúde Mental Escolar, com unidades móveis equipadas por equipes de saúde mental para atendimento interdisciplinar preventivo, diagnóstico e acompanhamento psicológico e psiquiátrico nas escolas públicas estaduais.

O projeto nº 20894/25 inclui no programa as avaliações de prevenção, acolhimento com agilidade, acompanhamento de pedagogia e encaminhamento para a rede de apoio da região, como os centros de Atenção Psicossocial (Caps), além da realização de oficinas sobre gestão de emoção, prevenção ao bullying, suicídio e uso de substâncias.

Já a matéria nº 27343/25 prevê o treinamento de profissionais da educação para identificar sinais de violência, abuso moral, físico, sexual, exploração sexual de crianças e adolescentes, incluindo os casos ocorridos em ambiente digital.

Segundo Olimpio, a proposta nasce da constatação de que a escola é um dos espaços mais estratégicos para a detecção precoce de situações de violência e abuso, uma vez que os professores e demais profissionais da educação mantêm contato direto e contínuo com os alunos, sendo, muitas vezes, os primeiros a perceber mudanças de comportamento, sinais físicos ou emocionais de sofrimento. 

Entretanto, a ausência de preparo técnico e emocional para reconhecer tais indícios e agir de forma adequada tem levado à subnotificação e à demora na intervenção dos órgãos competentes, perpetuando ciclos de violência que poderiam ser interrompidos com uma atuação mais qualificada e imediata. 

Outras medidas de destaque pleiteadas por Olimpio incluem: a instituição do Programa Estadual de Triagem Auditiva Escolar e Acesso a Aparelhos Auditivos para Alunos em Situação de Vulnerabilidade da Rede Estadual (projeto nº 24563/25); a criação de um programa de transporte por aplicativo para pacientes em tratamento de hemodiálise e outros procedimentos contínuos de saúde (projeto nº 24564/25); a instituição de uma política estadual de qualificação técnica para jovens em situação de acolhimento em Goiás (projeto nº 31938/25).

E, ainda, a proposta nº 24568/25, que estabelece transporte intermunicipal gratuito para estudantes universitários matriculados em instituições públicas ou privadas do Estado, que residam em municípios sem câmpus, por meio de convênios entre a Secretaria de Educação Superior (Sesu), o Instituto Federal de Goiás (IFG), a Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) e prefeituras municipais.

Todas as iniciativas de Olimpio apresentadas no ano de 2025 estão disponíveis no Alego Digital e podem ser consultadas neste link.

Propostas convertidas em lei

Já no site da Casa Civil, constam os projetos que já foram convertidos em lei. Em 2025, foram 17 propostas de autoria do parlamentar. Dessas, oito entraram em vigor no segundo semestre do ano. São elas:

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A 24ª edição do programa Saúde na Sua Porta começa nesta quinta-feira (12/2), no Hospital Municipal do Jardim Ingá, em Luziânia, com ampliação da oferta de serviços e inclusão de novas especialidades médicas. A ação segue até sábado (14/2), reunindo consultas, exames, vacinação e atendimentos gratuitos para a população.

Nesta etapa, o mutirão passa a contar também com consultas em angiologia, mastologia e otorrinolaringologia, reforçando a assistência especializada e ampliando o acesso a diagnósticos e tratamentos no próprio município.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Glênio Magrini, a inclusão das novas áreas refletiu diretamente no aumento da procura pelos serviços.

“Esta já é a segunda edição com as novas especialidades, o que praticamente deve dobrar o número de atendimentos. Isso demonstra a importância de ampliar o acesso da população a serviços especializados e de fortalecer a atenção à saúde no município”, destacou.

Além das novas especialidades, o programa mantém atendimentos em cardiologia, ginecologia e oftalmologia, além da realização de exames, aplicação de vacinas e cadastro para a Tarifa Social de Energia Elétrica.

Foto: Secom

O Saúde em Sua Porta já ultrapassou mais de 100 mil atendimentos

Para participar, os moradores devem apresentar documentos pessoais, cartão do SUS e comprovante de endereço, com originais e cópias.

Realizado pelo menos uma vez por mês, o Saúde na Sua Porta já ultrapassou a marca de 100 mil atendimentos em Luziânia. A iniciativa busca descentralizar o acesso aos serviços, reduzir filas e levar assistência médica diretamente aos bairros, fortalecendo a atenção básica e especializada na rede municipal.

Autor Rogério Luiz Abreu


De autoria do governo federal, o textos propõem sedes em Brasília, com criação de cargos, mas sem definição de impacto orçamentário

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta 3ª feira (10.fev.2026) os projetos de lei que criam as Universidade Federal do Esporte e a Universidade Federal Indígena.

Ambas as matérias foram votadas simbolicamente –sem registro nominal de votos– e seguem para análise do Senado Federal.

Universidade Federal do Esporte

De autoria do Poder Executivo, o projeto 6.133 de 2025 define que a Universidade Federal do Esporte terá como sede Brasília, com centros de excelência nas 5 regiões do Brasil. A expectativa é beneficiar mais de 3.000 estudantes em até 4 anos. 

O projeto ofertará cursos de graduação e pós-graduação em áreas de “interesse nacional”, como:

  • ciência do esporte;
  • educação física;
  • gestão do esporte e lazer comunitário;
  • medicina esportiva e reabilitação;
  • gestão e marketing esportivo;
  • nutrição esportiva.

O projeto terá impacto no Orçamento da União, no entanto, o texto não define qual. Haverá gastos para a construção do instituto, bem como a criação de cargos e funções para a instalação dos campi.

“O PL autoriza o Poder Executivo a transferir para a UFEsporte bens móveis e imóveis integrantes do patrimônio da União necessários ao respectivo funcionamento da Universidade”, diz o texto.

Universidade Federal Indígena

O projeto 6.132 de 2025, relacionado à criação da Universidade Federal Indígena, age nos mesmos moldes da Federal do Esporte, com sede em Brasília e representações no restante do país. Também não aponta o impacto orçamentário.

Durante evento em novembro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou que “cabe ao Estado servir aos indígenas e não se servir deles”. A medida faz parte da lista de prioridades do chefe do Executivo, como uma “demanda histórica”.

Os cursos oferecidos pertencem à áreas apontadas por povos indígenas como prioritárias durante as audiências públicas. Eis alguns dos cursos:

  •  gestão ambiental e territorial;
  • sustentabilidade socioambiental;
  • gestão de políticas públicas;
  • promoção das línguas indígenas;
  • saúde;
  • direito;
  • agroecologia;
  • engenharias e tecnologias e formação de professores.

Esta reportagem tem como co-autor o estagiário de jornalismo Davi Alencar, sob a supervisão do editor-assistente Lucas Fantinatti.



Autor Poder360 ·


Para promover a conscientização, a prevenção e o combate ao uso de drogas entre crianças e adolescentes, o deputado Lucas Calil (MDB) apresentou um projeto de lei com o objetivo de instituir a Política Estadual de Educação Antidrogas nas instituições de ensino goianas. A proposta tramita na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) com o n° 25499/25.

O intuito do legislador é fortalecer o ambiente escolar como espaço estratégico de formação cidadã e de proteção social. Entre as ações da política proposta, constam realização contínua de palestras, oficinas, dinâmicas, seminários e projetos interdisciplinares que abordem os riscos e consequências do uso de drogas. A matéria também trata da inserção de conteúdos de prevenção e cidadania nos projetos pedagógicos das escolas e a capacitação permanente de professores, gestores e demais profissionais para lidar com o tema. 

Outras ações previstas são a disponibilização de materiais didáticos e digitais adaptados às diferentes faixas etárias, além da promoção de atividades esportivas, culturais e artísticas como alternativas saudáveis de socialização. A proposta também garante a possibilidade de articulação conjunta das secretarias de Educação, Saúde e Segurança Pública, além de conselhos tutelares, organizações não governamentais e instituições comunitárias.

“O consumo de drogas, lícitas e ilícitas, tem avançado de forma preocupante entre os jovens, afetando o rendimento escolar, a convivência familiar e comunitária, além de aumentar a vulnerabilidade à violência e à marginalização”, afirma o deputado na justificativa de sua propositura, que já está tramitando na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Alego, sob relatoria do deputado Coronel Adailton (Solidariedade). 

Autor Assembleia Legislativa do Estado de Goiás


A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta terça-feira (10/2) uma operação para cumprir um mandado de busca e apreensão. A ação foi realizada pela Delegacia Estadual de Atendimento à Vítima de Crimes Raciais e de Intolerância (Deacri) contra um homem investigado por ameaça com arma de fogo e injúria motivada por intolerância religiosa. A diligência aconteceu em uma residência localizada em Aparecida de Goiânia.

As investigações tiveram início após um episódio ocorrido em novembro de 2025. Na ocasião, as vítimas realizavam um ritual de religião de matriz africana nas proximidades do Bosque Alto Paraíso. Elas foram então abordadas de forma agressiva por um morador da vizinhança que se opunha à fé dos praticantes.

De acordo com as informações apuradas, o suposto autor proferiu insultos de cunho discriminatório. Portando uma arma de fogo, ele ameaçou os presentes e chegou a apontar a arma contra a cabeça dos participantes para interromper o ato religioso.

Polícia descobriu que o suspeito possuía registro de arma de fogo, que teria sido usada como instrumento de intimidação

O investigado ainda ameaçou as vítimas de “meter chumbo” caso repetissem as liturgias. A intimidação fez com que o grupo se retirasse do local.

O trabalho da polícia levou à identificação do suspeito e confirmou que ele possuía registro de arma de fogo. A arma teria sido usada como instrumento de intimidação. Durante a operação, foram apreendidos diversos armamentos, munições e acessórios.

Os policiais também encontraram uma farda da Polícia Militar em condições suspeitas, visto que o investigado não pertence àquela corporação.

O suspeito responderá pelos crimes de injúria preconceituosa, ameaça e impedimento de manifestação religiosa. Se for condenado, as penas somadas para esses delitos podem chegar a seis anos e seis meses de reclusão. Ele também pode ter de pagar multa e deve perder as licenças para possuir ou portar armas de fogo.

O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades.

Autor Manoel Messias Rodrigues