Presidente dos EUA e líder chinês, Xi Jinping, concordam sobre abrir estreito de Ormuz e impedir programa nuclear iraniano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse que sua paciência com o Irã “está se esgotando” ao discutir a guerra no Oriente Médio com o presidente chinês, Xi Jinping (Partido Comunista da China), na 5ª feira (14.mai.2026).
Segundo a Casa Branca, Trump e Xi concordaram, durante conversas em Pequim, sobre a necessidade de manter o estreito de Ormuz aberto.
O Irã fechou a rota marítima em resposta aos ataques conjuntos de Israel e dos EUA, iniciados em 28 de fevereiro. O bloqueio da via provocou uma interrupção sem precedentes no fornecimento global de energia.
A China é aliada do Irã e principal compradora de petróleo do país.
Os EUA suspenderam os ataques ao Irã no início de abril, mas iniciaram um bloqueio aos portos iranianos. As negociações para encerrar o conflito estão paralisadas, com o Irã se recusando a encerrar o programa nuclear ou abrir mão do estoque de urânio enriquecido.
“Não serei muito mais paciente”, declarou Trump ao programa “Hannity”, da Fox News, na noite de 5ª feira (14.mai.2026). “Eles [os iranianos] deveriam chegar a um acordo”, acrescentou.
Sobre o estoque secreto de urânio enriquecido do Irã, o presidente norte-americano disse que seria possível enterrá-lo, mas afirmou preferir “recebê-lo”.
Segundo Trump, isso seria “mais um ato de relações públicas do que qualquer outra coisa”. Trump disse que Xi prometeu não enviar equipamentos militares ao Irã. “Ele disse que não vai dar equipamentos militares. Essa é uma declaração importante”, afirmou à Fox News.
Segundo a Casa Branca, o presidente chinês demonstrou interesse em comprar mais petróleo norte-americano para reduzir a futura dependência da China em relação ao estreito de Ormuz.
Os líderes também concordaram que o Irã não deve obter armas nucleares. Teerã nega buscar esse tipo de armamento.
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores da China defendeu que um cessar-fogo duradouro entre EUA e Irã seja alcançado o mais rápido possível. O governo chinês também afirmou que a navegação no estreito de Ormuz precisa ser retomada imediatamente.
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Presidentes se reuniram por 2h30 no Grande Salão do Povo; China anunciou compra de 200 aviões da Boeing no 1º dia de cúpula
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou, nesta 5ª feira (14.mai.2026), que o presidente chinês Xi Jinping (PCCh) se referiu aos EUA como uma nação em declínio em alusão ao período do governo de Joe Biden (Partido Democrata).
Trump explicou que a referência de Xi ao declínio norte-americano dizia respeito especificamente aos danos durante o governo Biden e que o líder chinês estava “100% certo”.
“Nosso país [EUA] sofreu imensamente com fronteiras abertas, impostos altos, direitos de pessoas transgênero, homens em esportes femininos, diversidade, equidade e inclusão, acordos comerciais desastrosos, criminalidade desenfreada e muito mais”, declarou Trump em seu perfil oficial na rede Truth Social.
A declaração vem no contexto de comentários sobre a relação bilateral entre Estados Unidos e China. Trump afirmou que Xi o parabenizou pelos resultados alcançados em sua gestão e caracteriza sua administração como uma fase de ascensão do país.
Sobre sua própria administração, Trump mencionou que completou 16 meses de governo. Ele citou mercados de ações e planos de aposentadoria 401(k) em níveis recordes, vitória militar, relações com a Venezuela, ações militares contra o Irã e investimentos de US$ 18 trilhões nos Estados Unidos.
Trump também mencionou o que descreveu como o melhor mercado de trabalho da história norte-americana, com mais pessoas trabalhando no país do que nunca, e citou o fim de políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão.
O presidente declarou que os Estados Unidos são, atualmente, a nação mais influente do mundo e expressou expectativa de que a relação com a China seja mais forte e melhor do que nunca.
Eis a publicação:
CÚPULA CHINA-EUA
As conversas entre Trump e Xi Jinping tiveram início no Grande Salão do Povo, em Pequim, nesta 5ª feira (14.mai). O encontro entre os presidentes durou cerca de 2h30 e deve se estender por 2 dias.
O 1º dia de conversas foi marcado pelo anúncio da compra de 200 aviões da Boeing pela China, número abaixo das 600 aeronaves esperadas. Os anúncios de parcerias comerciais ficaram para o 2º e último dia da cúpula. Trump e Xi devem se reunir novamente na 6ª feira (15.mai), às 11h30, no horário de Pequim (0h30 no horário de Brasília).
Há expectativa de anúncios nos seguintes setores:
- terras-raras para empresas de tecnologia dos EUA;
- compromissos de compras de produtos agrícolas dos EUA;
- compromisso para retomada de compra de petróleo dos EUA.
Presidente norte-americano sugere abertura para negociações; afirma que o país está “falido” e que estaria “pedindo ajuda”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), afirmou nesta 3ª feira (12.mai.2026) que o governo norte-americano está preparado para iniciar um diálogo com Cuba. Em publicação no Truth Social, descreveu a ilha como um “país falido” que estaria “pedindo ajuda” enquanto enfrenta uma crise econômica cada vez mais profunda.
Trump observou que nenhum integrante do seu partido o procurou sobre o assunto, mas declarou estar aberto a negociações. “Cuba está pedindo ajuda e nós vamos conversar!!! Enquanto isso, estou indo para a China!”, escreveu o presidente.
“Cuba está pedindo ajuda e nós vamos conversar!!! Enquanto isso, estou indo para a China!”, escreveu o presidente.
A sinalização de abertura se dá em um momento de endurecimento da política externa de Washington contra Havana. O governo Trump intensificou recentemente as sanções econômicas contra indivíduos e associações dos setores de energia, mineração, segurança e defesa de Cuba. As medidas atingem também a Gaesa, empresa controlada pelos militares cubanos.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, defendeu as sanções contra a companhia, dizendo que elas não visam o povo cubano, mas sim uma empresa que estaria “roubando” da população para beneficiar poucos.
CUBA
O governo de Cuba rejeitou as declarações de Trump. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o país responderá a qualquer tentativa de agressão e criticou o que chamou de ameaças “perigosas” de ação militar.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba classificou as recentes sanções como um “ato de agressão econômica implacável“. O governo cubano também reiterou sua rejeição ao embargo econômico (bloqueio) mantido pelos Estados Unidos desde a década de 1960.
Presidente dos EUA afirmou que 70% dos alvos já foram atingidos; Teerã enviou resposta a plano de paz mediado pelo Paquistão
O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou, neste domingo (10.mai.2026), que o Irã já está “militarmente derrotado”. Em entrevista à jornalista Sharyl Attkisson, o norte-americano declarou que o Exército dos Estados Unidos poderia encerrar as operações no país em até 14 dias, atingindo o restante dos alvos estratégicos.
De acordo com Trump, cerca de 70% dos objetivos militares já foram alcançados desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. “Poderíamos intervir por mais duas semanas e atacar cada um dos alvos [restantes]. Seriam apenas os retoques finais”, disse o presidente.
Simultaneamente às declarações de Trump, a mídia estatal iraniana informou que o Irã enviou uma resposta à proposta de paz apresentada pelos EUA. O documento foi encaminhado ao Paquistão, que atua como mediador no conflito.
Os principais pontos da resposta iraniana incluem a interrupção dos combates em todas as frentes, com ênfase no Líbano, além de garantias de segurança para o transporte marítimo na região e o fim dos combates antes do início de discussões sobre o enriquecimento de urânio.
PRESSÃO INTERNACIONAL
O posicionamento de Trump foi divulgado às vésperas de sua visita oficial à China, prevista para esta semana. O governo norte-americano sofre pressão interna e externa para estabilizar a região e conter a volatilidade nos preços dos combustíveis.
Por outro lado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, adotou um tom mais cauteloso. Em entrevista ao programa 60 Minutes, da CBS News, ele afirmou que a guerra não terminou e que ainda é necessário desmantelar a infraestrutura nuclear e os mísseis balísticos do Irã.
Já o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou nas redes sociais que o país “defenderá os interesses nacionais com força” e que não se curvará perante as pressões dos EUA e de Israel.
Presidente norte-americano critica valores cobrados pela Fifa para a partida de abertura contra o Paraguai em Los Angeles
Donald Trump (Partido Republicano), presidente dos Estados Unidos, afirmou que não desembolsaria os US$ 1.000 cobrados pelo ingresso mais barato para assistir à partida de abertura da seleção norte-americana contra o Paraguai na Copa do Mundo 2026. A declaração foi feita em entrevista ao jornal New York Post, divulgada na noite da 4ª feira (6.mai.2026). O jogo está marcado para 12 de junho no SoFi Stadium, em Los Angeles.
Trump disse desconhecer os valores praticados pela Fifa. “Eu não sabia desse número”, afirmou o presidente. “Eu certamente gostaria de estar lá, mas também não pagaria isso, para ser honesto com você.”
A Copa do Mundo de 2026 será a 1ª edição com 48 seleções participantes. O torneio terá um recorde de 104 partidas, distribuídas por 16 cidades-sede no Canadá, México e nos Estados Unidos. O evento começa em 11 de junho e vai até 19 de julho. A final será disputada no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey.
A manifestação do presidente se deu horas depois de Gianni Infantino, presidente da Fifa, defender publicamente a política de preços do torneio. O dirigente participou da 29ª Conferência Global anual do Instituto Milken, realizada no The Beverly Hilton, em Beverly Hills, Califórnia, na 3ª feira (5.mai).
Durante o evento, Infantino rebateu críticas de torcedores em todo o mundo. “Temos que olhar para o mercado”, afirmou o dirigente esportivo. “Estamos em um mercado no qual o entretenimento é o mais desenvolvido do mundo, então temos que aplicar preços de mercado.”
O presidente da Fifa, que recebe US$ 6 milhões anuais aos 56 anos, argumentou que a legislação norte-americana sobre revenda de ingressos influencia a política de preços. Segundo Infantino, como a revenda de bilhetes é permitida nos EUA, vender ingressos a preços muito baixos resultaria na revenda por valores ainda mais altos. O dirigente mencionou uma estimativa de 500 milhões de solicitações de ingressos para o torneio.
Para contextualizar os valores, Infantino fez uma comparação com outros eventos esportivos realizados no país. “Você não consegue assistir, nos EUA, nem a um jogo universitário —sem falar em uma partida profissional de alto nível— por menos de US$ 300”, disse. “E esta é a Copa do Mundo.”
O ingresso mais barato para uma partida no SoFi Stadium, em Inglewood, Califórnia, custa US$ 1.079 no Ticketmaster. Na 3ª feira (5.mai), Infantino brincou sobre ingressos de revenda anunciados on-line por pouco mais de US$ 2 milhões para a final de 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O dirigente prometeu entregar pessoalmente “um cachorro-quente e uma Coca-Cola” a qualquer torcedor que desembolsasse esse valor.
Torcedores nos Estados Unidos e no exterior reclamaram que muitos dos assentos foram adquiridos por cambistas. Na Europa, um grupo de torcedores apresentou uma reclamação antitruste aos reguladores. A política de preços da Fifa, entidade isenta de impostos com sede na Suíça, foi classificada como “excessiva”. O custo médio de um ingresso para a final é de quase US$ 13.000. Na Copa do Mundo de 2022, o valor médio para a decisão do campeonato foi de cerca de US$ 1.600.
Preocupação de Trump com eleitores de classe trabalhadora
Trump expressou preocupação com torcedores da classe trabalhadora que fazem parte de sua base eleitoral. “Se pessoas do Queens, do Brooklyn e de outros lugares onde há apoiadores de Donald Trump não puderem ir, eu ficaria desapontado. Mas, ao mesmo tempo, isso é um sucesso incrível”, disse. “Eu gostaria que as pessoas que votaram em mim pudessem ir.”
Apesar das críticas aos preços, o mandatário reconheceu o sucesso comercial do evento. “Eu sei que é extremamente bem-sucedido”, disse o presidente. “Está quebrando todos os recordes. Eles nunca tiveram nada assim.” Trump elogiou o número de ingressos já vendidos, que a Fifa estima em 5 milhões. O mandatário classificou o volume como “recorde”.
Uma pesquisa divulgada pela Ahla (American Hotel & Lodging Association) mostrou que quase 80% dos hotéis nas 11 cidades-sede norte-americanas operam abaixo das projeções iniciais para a Copa do Mundo. Faltam apenas cerca de seis semanas para o início da competição, em 11 de junho. Em Kansas City, de 85% a 90% dos operadores hoteleiros relataram demanda inferior até mesmo à de um mês típico de junho ou julho sem grandes eventos.
O relatório da AHLA destacou a discrepância entre as vendas de ingressos e as reservas de hospedagem. Embora mais de 5 milhões de ingressos tenham sido vendidos, “as reservas de hotéis não acompanharam o ritmo”. Os viajantes domésticos superam os visitantes internacionais em número.
Autoridades do setor hoteleiro identificaram 3 fatores principais que estão desacelerando a demanda estrangeira:
- atrasos na emissão de vistos
- altos custos de viagem
- preocupações geopolíticas.
“As reservas estão ficando abaixo das previsões iniciais”, afirmou o documento da associação hoteleira. Alguns hotéis descreveram o torneio, até o momento, como um “não evento” em relação às projeções anteriores. Um estudo conjunto da Fifa e da OMC (Organização Mundial do Comércio) estimou um impacto econômico de US$ 30 bilhões. As reservas hoteleiras não acompanharam o ritmo das vendas de ingressos.
Os Estados Unidos iniciarão sua campanha no SoFi Stadium em Los Angeles em 12 de junho contra o Paraguai. O astro do Inter Miami, Lionel Messi, deve disputar sua 6ª Copa do Mundo defendendo a Argentina quando o torneio começar no próximo mês.
Planalto vê aproximação de aliados de Bolsonaro com EUA via minerais e segurança como ativo de campanha e quer se precaver
O encontro desta 5ª feira (7.mai.2026) entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump (Partido Republicano) acontece sob à preocupação do governo brasileiro com os reflexos da disputa presidencial de 2026 sobre a relação entre Brasília e Washington. O presidente tenta criar uma “vacina diplomática” contra possíveis interferências políticas dos Estados Unidos na disputa brasileira.
A relação entre Lula e Trump alternou momentos de tensão e aproximação desde a volta do republicano à Casa Branca, marcada pelo tarifaço dos EUA e por críticas norte-americanas ao Judiciário brasileiro no contexto do julgamento de Jair Bolsonaro (PL). Agora, o governo brasileiro tenta reduzir desgastes, inclusive em torno da investigação comercial aberta pelos EUA com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.
Depois do tarifaço, Lula viu sua avaliação subir, e o mote “O Brasil é dos brasileiros” é considerado até hoje pela Secom (Secretaria de Comunicação) como um dos mais fortes da gestão.
Para o Palácio do Planalto, o pior já passou. A relação entre os 2 melhorou desde o encontro na Malásia.
Lula usando um boné com o mote “O Brasil é dos brasileiros”, adotado durante o tarifaço em 2025
Agora, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro tentam transformar temas estratégicos da agenda bilateral— como minerais críticos e combate ao crime organizado— em instrumentos de aproximação política com a Casa Branca.
O governo vê com atenção a movimentação do senador Flávio Bolsonaro (PL) junto a setores conservadores dos Estados Unidos. A participação do congressista na CPAC e discursos sobre minerais críticos, por exemplo, são vistos como tentativa da direita brasileira de se posicionar como parceira preferencial de Washington no Brasil.
A avaliação dentro do governo é que a eleição de 2026 deve aprofundar diferenças sobre o posicionamento internacional do Brasil. De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende uma política externa de equilíbrio entre Estados Unidos, China e Europa. De outro, o Planalto enxerga na oposição uma tentativa de alinhar o país mais diretamente à estratégia americana de contenção chinesa.
O tema ganhou peso especialmente após acordos firmados entre governos estaduais e autoridades norte-americanas sobre minerais críticos e terras-raras. O memorando assinado entre Goiás e os EUA provocou desconforto no Planalto, que afirma não ter sido consultado previamente. Auxiliares presidenciais chegaram a levantar dúvidas sobre a constitucionalidade de cláusulas envolvendo compartilhamento de dados geológicos.
A área internacional do governo também avalia que minerais críticos tendem a ocupar espaço crescente na campanha presidencial.
Nesse contexto, Lula decidiu acelerar a criação de um conselho nacional ligado à Presidência para formular uma política brasileira para o setor. A ideia é evitar que a discussão fique concentrada em iniciativas estaduais ou em negociações isoladas com potências estrangeiras.
Outro eixo sensível da relação bilateral envolve segurança pública. O combate ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ao CV (Comando Vermelho) virou uma das principais pautas da reunião desta 5ª feira. Segundo o Planalto, o próprio Brasil levou o tema à mesa de negociação com os EUA ainda em 2025, numa tentativa de estruturar cooperação formal antes de uma eventual ação unilateral de Washington.
A pressão de aliados republicanos para enquadrar facções brasileiras como organizações terroristas poderia gerar impactos financeiros e diplomáticos relevantes para o Brasil.
O tema também passou a aparecer no discurso de aliados de Bolsonaro no exterior. Durante agendas com conservadores americanos, Flávio Bolsonaro defendeu maior monitoramento internacional das eleições brasileiras e citou PCC e CV em debates sobre segurança hemisférica.
Auxiliares de Lula avaliam que parte da direita brasileira tenta usar a agenda de segurança e minerais críticos para construir pontes políticas com a Casa Branca antes da eleição presidencial.
Apesar disso, afirmam acreditar que a relação direta entre Lula e Trump pode reduzir riscos de interferência explícita dos EUA na disputa eleitoral brasileira.
Mesmo assim, o Planalto segue monitorando sinais externos. Diplomatas brasileiros passaram a tratar eleições internacionais recentes, a exemplo da Hungria, como testes sobre a capacidade de influência americana em disputas nacionais.
A escalada de tensão entre Estados Unidos e Venezuela já era vista como um indicativo de que o cenário internacional poderia impactar o ambiente político brasileiro em 2026.
O encontro entre Lula e Trump havia sido planejado inicialmente para março, mas foi adiado após a escalada do conflito envolvendo o Irã, tema que pode ser tratado na reunião, embora não conste da pauta oficial. Desde então, as relações entre Brasil e EUA passaram por novos atritos políticos e comerciais, com Lula elevando o tom contra Trump.
Eis os principais temas da reunião:
- combate ao crime organizado;
- tarifas e comércio bilateral;
- investigação comercial da Seção 301;
- minerais críticos e terras-raras;
- cooperação em segurança;
- relações econômicas entre Brasil e EUA;
- possível discussão sobre o conflito no Irã.
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Cena se dá no dia em que presidente do EUA retoma a premiação de aptidão física para crianças e adolescentes
A Casa Branca publicou no X nesta 5ª feira (5.mai.2026) um vídeo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), ensinando a “Dança do Trump” a jovens.
“Avistado: presidente Trump ensinando a ‘dança do Trump’ no Jardim Sul”, escreveu o perfil oficial da Casa Branca.
Assista ao vídeo (11s):
No vídeo, os jovens aparecem vestindo camisetas com o texto “Teste Presidencial de Aptidão Física”. Donald Trump assinou nesta 3ª feira (5.mai.2026) um documento que restabelece o Prêmio Presidencial de Aptidão Física, iniciativa que incentiva crianças a participarem de atividades como abdominais, flexões e levantamento de peso. O programa havia sido descontinuado em 2012, durante o governo Barack Obama (Partido Democrata).
O Prêmio Presidencial de Aptidão Física foi criado em 1956. O objetivo era incentivar a prática de exercícios de esforço físico similares aos praticados em testes para as Forças Armadas.
O governo Obama interrompeu o programa em 2012. Estudos apontavam que a avaliação tinha padrões muito altos e acabava desestimulando as crianças.
Declaração de Miguel Díaz-Canel vem após Donald Trump dizer que poderia assumir o controle de Cuba depois da guerra contra o Irã
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou neste sábado (2.mai) em sua conta no X que o país não se renderá às ameaças dos Estados Unidos. A declaração foi feita depois de o presidente norte-americano, Donald Trump (Republicanos), dizer na 6ª feira (1º.mai) em um evento na Flórida, que poderia assumir o controle de Cuba. Trump também ampliou sanções contra o governo cubano.
Díaz-Canel disse que os EUA elevam as ameaças de agressão militar a uma “escala perigosa e sem precedentes”. Díaz-Canel afirmou: “Nenhum agressor, não importa o quão poderoso, encontrará a rendição em Cuba. Ele vai se deparar com um povo determinado a defender a soberania e a independência em cada centímetro do território nacional”.
O líder cubano também pediu apoio da comunidade internacional contra o que classificou como um “ato criminoso” para satisfazer interesses de um grupo “rico e influente”.
AÇÃO MILITAR
Na 6ª feira (1º.mai), Donald Trump sugeriu a possibilidade de os EUA “assumirem o controle” de Cuba e indicou que forças militares poderiam avançar sobre a ilha no retorno de operações no Oriente Médio. “Vamos terminar uma coisa primeiro, eu gosto de terminar o trabalho”, disse Trump em referência ao conflito com o Irã.
sanções dos EUA
Também na 6ª feira (1º.mai), Trump assinou um decreto que amplia as sanções contra o governo de Cuba. As medidas atingem pessoas e entidades que apoiam o aparato de segurança cubano ou são cúmplices de corrupção e violações de direitos humanos. O decreto também mira funcionários e apoiadores do governo.
Segundo a Casa Branca, as sanções podem ser aplicadas a “qualquer pessoa estrangeira” que atue nos setores de energia, defesa, mineração, serviços financeiros ou segurança da economia de Cuba. O texto autoriza sanções secundárias para quem realizar transações com os alvos.
No início de 2026, os Estados Unidos já haviam imposto sanções adicionais à ilha. O país suspendeu as exportações de petróleo venezuelano para Cuba após a deposição de Maduro. Trump ameaçou impor tarifas punitivas a qualquer outro país que enviasse petróleo bruto para Cuba. Isso levou o México, outro importante fornecedor, a interromper os embarques para a ilha.
A escassez de combustível em Cuba contribuiu para 3 grandes apagões em nível nacional e levou muitas companhias aéreas estrangeiras a suspenderem os voos para a ilha.
Os Estados Unidos exigem há muito tempo que Cuba abra sua economia estatal, pague indenizações pelas propriedades expropriadas pelo governo do então líder Fidel Castro e realize eleições “livres e justas”. Cuba afirma que seu modelo de governo socialista não está aberto a negociações.
Presidente dos EUA voltou a afirmar nas redes sociais que o país persa perde dinheiro com o bloqueio do estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), usou seu perfil no Truth Social na madrugada desta 4ª feira (22.abr.2026) para afirmar que o “Irã está colapsando financeiramente”.
Na publicação, Trump declarou o seguinte: “Eles [o Irã] querem a abertura imediata do estreito de Ormuz –estão desesperados por dinheiro! Perdem US$ 500 milhões por dia. Militares e policiais reclamam que não estão recebendo seus salários”.
Na noite de 3ª feira (21.abr), Trump já havia declarado em sua rede social que o país persa perde dinheiro com o bloqueio do estreito de Ormuz. Pela região circulam cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.
Segundo ele, os EUA devem manter a passagem fechada para forçar uma negociação. Trump afirmou que, sem essa estratégia, “nunca haverá um acordo com o Irã”.
Na mesma publicação, o republicano afirmou que, na ausência de negociação, os EUA só conseguiriam um acordo caso “explodissem o resto do país, incluindo seus líderes”.

CESSAR-FOGO PROLONGADO
O cessar-fogo entre os EUA e o Irã expiraria nesta 4ª feira (22.abr). Trump chegou a dizer, ainda na 3ª feira (21.abr), que não prolongaria a trégua. Horas depois, porém, mudou o tom. Disse que irá estender o cessar-fogo com o Irã até que as negociações para o fim do conflito sejam concluídas. O republicano, porém, afirmou que até lá manterá o bloqueio no estreito de Ormuz.
“Determinei que nossas Forças Armadas continuem o bloqueio e, em todos os outros aspectos, permaneçam prontas e capazes”, afirmou o republicano.
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Presidente dos EUA disse para o Irã abrir a “porra do estreito” de Ormuz e fez novo ultimato
O barril do petróleo tipo Brent avançou na madrugada desta 2ª feira (6.abr.2026) e chegou a US$ 111,65, segundo dados dos contratos futuros com vencimento em junho. A cotação se manteve acima de US$ 110 nas primeiras horas do dia, com alta próxima de 1,2%.
O movimento se dá depois das novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), sobre o estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Em publicação no domingo (5.abr) na plataforma Truth Social, o republicano disse que o Irã deve abrir “a porra do estreito de Ormuz” e chamou os iranianos de “bastardos loucos”.
No sábado (4.abr), Trump declarou que o Irã tinha 48 horas para liberar a passagem ou o “inferno” cairia sobre o país persa. Depois, estendeu o prazo para a noite de 3ª feira (7.abr).
O estreito de Ormuz é considerado um dos principais corredores energéticos do mundo, por onde passa uma parcela relevante do petróleo exportado por países do Oriente Médio.
Desde o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, os iranianos bloquearam quase 100% a passagem, deixando apenas algumas embarcações atravessarem o estreito. O cenário causou impactos na cadeia global de energia. O fechamento provocou aumento do preço do barril, pressionou a inflação global e afetou mercados internacionais.
O presidente norte-americano tem alternado entre ameaças e recuos em relação ao Irã, sendo pressionado e pressionando aliados para resolver a crise no estreito.
Em declarações recentes, chegou a afirmar que os países afetados pelo fechamento deveriam buscar seu próprio petróleo e chamou integrantes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de “covardes” por não agirem contra o Irã.
O Reino Unido, aliado histórico dos EUA, busca uma solução diplomática. Na 5ª feira (2.abr), reuniu representantes de 40 nações para debater uma ação coordenada visando à reabertura do estreito.

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