Representantes da indústria conversaram com o vice-presidente na 3ª feira (29.set), antes de evento em São Paulo
Representantes da indústria nacional do aço levaram ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) uma lista com ao menos 4 demandas do setor, incluindo a criação do “ProAço”, um programa de apoio à siderurgia de base semelhante aos que o governo tem para outros segmentos.
Os executivos se reuniram por videoconferência na 3ª feira (29.set.2026) com Alckmin e Uallace Moreira Lima, Secretário de Desenvolvimento Industrial do Mdic (Ministério da Indústria), antes do início do Congresso Aço Brasil 2026, que reuniu toda a cadeia do setor em São Paulo. Originalmente, o vice-presidente participaria in loco da reunião e da abertura do congresso, mas cancelou sua ida à capital paulista no dia anterior.
Segundo o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, foram tratados na reunião a proposta de criação do ProAço, o projeto de lei conhecido como “PEC da Reciclagem”, medidas de defesa comercial contra importações chinesas e o avanço do Gas Release, o programa de desconcentração da oferta de gás natural ao mercado brasileiro.
Em um aceno ao setor, Alckmin citou todos os pontos discutidos na conversa ao falar com representantes da cadeia do aço minutos depois da reunião, ao participar virtualmente da abertura do congresso.
O vice-presidente defendeu ampliar a proteção da indústria siderúrgica contra importações e redução de custos para aumentar a competitividade do setor e citou medidas de defesa comercial, aumento de crédito, estímulo ao conteúdo local e a reforma tributária como ações para fortalecer a cadeia do aço.
“PROAÇO”
Representante da cadeia do aço, Marco Polo de Mello Lopes disse nesta 4ª feira (30.set) que a criação de um programa de apoio à indústria foi levada ao Mdic pelo próprio setor.
A ideia, segundo Lopes, é reproduzir um formato semelhante ao do Presiq (Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química) que concede créditos financeiros e benefícios tributários à indústria química. O objetivo é dar ao setor linhas de incentivos na aquisição de matéria-prima.
A proposta está em discussão na Secretaria de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços, comandada por Uallace Lima. No entanto, a expectativa do setor é que o assunto avance só depois das eleições.
“Nós estamos no detalhe, estamos trabalhando neles, de maneira muito pragmática. Acho que absolutamente nada vai ser feito antes da definição desse processo de eleição. Então, pós-eleições, nós vamos sentar de novo com o governo para avançar. É que nós estamos numa fase embrionária, mas é realmente um instrumento importante, exemplo do que a química fez. Qual é a lógica? Indústrias de base necessitariam desse tipo de apoio”, disse Marco Polo a jornalistas após o encerramento do Congresso Aço Brasil.
GAS RELEASE
O setor de aço também cobrou de Alckmin o avanço do gas release, programa de desconcentração da oferta de gás natural ao mercado brasileiro. A manifestação vem em meio ao movimento da Petrobras contra o avanço da medida, que tem apoio do MME (Ministério de Minas e Energia) e amplo respaldo dentro do governo.
Prevista na Lei 14.134 de 2021, conhecida como Nova Lei do Gás, a iniciativa determina a venda obrigatória de parte do gás natural de agentes dominantes de mercado, como a Petrobras, para reduzir concentração, ampliar concorrência e, consequentemente, baratear o insumo industrial. A avaliação do governo e de parte significativa do setor é de que o programa reduzirá o preço do gás que chega às indústrias e aos consumidores.
Como mostrou o Poder360, a Petrobras atua para adiar o avanço do programa, que está sob análise da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A estatal, que será uma das principais atingidas pela medida, vem defendendo que a implementação do programa não criará nova oferta do produto nem baixará o preço do gás aos consumidores, diferentemente do que afirma o mercado.
“As empresas têm falado pouquíssimo disso, o gás natural é estratégico para o setor, e existe uma manobra para tentar postecipar aquilo que é de direito, está em lei”, disse Marco Polo. O setor de aço atua junto ao Mdic, Casa Civil e Ministério do Planejamento pelo avanço do programa.
A ANP aprovou em agosto a abertura de consulta pública sobre a minuta de resolução com as regras do Gas Release e tem marcada uma audiência pública em 21 de outubro para debater a implementação. Após o processo de participação popular, a medida ainda precisa ser aprovada em definitivo pela diretoria da ANP para entrar em vigor.
PEC DA RECICLAGEM
Outra demanda do setor é a aprovação da PEC 34, de autoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), conhecida como “PEC da Reciclagem”. O objetivo do projeto é corrigir a bitributação sobre a sucata usada na produção de aço, estabelecida de forma equivocada na reforma tributária, além de garantir um regime fiscal favorecido para a cadeia de materiais recicláveis.
O congressista tenta aprovar a PEC para dar ênfase à isenção da matéria-prima, já tributada em uma 1ª fase de consumo. A medida, segundo Jardim, serve para não sobrecarregar quem é pagador de imposto na cadeia produtiva da siderurgia e preservar postos de trabalho. “Nós corremos o risco de que a reciclagem passe por um período de bitributação. Eu reconheci esse erro”, disse o deputado em entrevista ao Poder360.
A proposta ultrapassou as 171 assinaturas necessárias para tramitar na Câmara dos Deputados. De acordo com Jardim, há tratativas com o governo federal para a elaboração e o envio de um PLP (projeto de lei complementar) com a mesma finalidade de proteção à sucata. “Atingido o objetivo, para nós é independente o caminho que se faz”, declarou.
Publicação para orientar famílias de crianças surdas está em análise de constitucionalidade
Lidiane 30 de setembro de 2026
O projeto de lei nº 17700/26, protocolado na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), prevê a elaboração e distribuição de cartilha orientadora destinada às famílias de crianças surdas, com informações claras, acessíveis e imparciais sobre as possibilidades linguísticas e educacionais disponíveis. O texto recebeu parecer favorável da relatora Rosângela Rezende (Agir) na Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que deve apreciá-lo no primeiro encontro após o primeiro turno das Eleições 2026.
A iniciativa é do deputado Amilton Filho (MDB), que apresentou a propositura praticamente um mês antes de seu falecimento. O objetivo dele é reduzir barreiras de informação enfrentadas pelos responsáveis após o diagnóstico da surdez, período em que são tomadas decisões que podem influenciar o acesso da criança à linguagem, à comunicação e à educação. Destaca-se a necessidade de apresentar às famílias, além das alternativas relacionadas à reabilitação auditiva, informações sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a educação bilíngue.
Segundo a justificativa, embora a legislação federal e estadual assegure direitos relacionados à acessibilidade, comunicação, educação e inclusão, o reconhecimento legal não garante que as famílias tenham conhecimento suficiente sobre essas normas e sobre os serviços disponíveis. A cartilha funcionaria, portanto, como instrumento para facilitar o acesso a essas informações e fortalecer a autonomia dos responsáveis.
A publicação deverá ser disponibilizada em versões impressa e digital, com tradução integral para Libras por meio de QR Codes direcionados a vídeos no idioma. A proposta determina, ainda, sua distribuição em hospitais, maternidades, unidades de saúde e instituições de ensino, ampliando o alcance das orientações.
A aprovação do projeto de lei também poderá contribuir para a qualificação da informação oferecida por profissionais das áreas de saúde e educação, ao ampliar o conhecimento sobre os direitos linguísticos e educacionais das pessoas surdas e suas especificidades.
Para o parlamentar, o acesso precoce a uma língua plenamente acessível é fundamental para o desenvolvimento linguístico da criança. Por meio dessa proposição, esclarece às famílias os direitos já previstos no ordenamento jurídico e favorece o conhecimento sobre Libras, educação bilíngue e demais alternativas educacionais, contribuindo para a inclusão social e educacional das crianças surdas em Goiás.
O prefeito de Mineiros, Aleomar Rezende (MDB), reuniu nesta terça-feira (29/9), no município do Sudoeste goiano, lideranças políticas e comunitárias para reafirmar apoio à candidatura de Vanderlan Cardoso (PSD) à reeleição para o Senado. Segundo a organização do encontro, cerca de 500 lideranças participaram da agenda, realizada a poucos dias do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro.
O encontro foi apresentado pelo prefeito como uma manifestação de reconhecimento ao trabalho desenvolvido por Vanderlan em Mineiros durante o período em que ocupa uma cadeira no Senado. Ao discursar, Aleomar destacou recursos destinados ao município e afirmou que a atuação parlamentar do senador alcançou áreas como saúde, educação, pesquisa científica e infraestrutura.
“Vanderlan é o senador que investiu na nossa saúde, na educação, na pesquisa científica. Seremos eternamente gratos. Ele honrou nosso município”, afirmou o prefeito.
Além de citar os investimentos, Aleomar declarou apoio à permanência de Vanderlan no Senado por mais um mandato. Segundo ele, a continuidade da atuação parlamentar seria importante para manter a destinação de recursos e o atendimento às demandas apresentadas pelo município.
“Não podemos perder um senador que investe em nosso município. Trabalhamos para que o senhor possa ser reconduzido para mais oito anos no Senado. O senhor tem entregado muitos benefícios para Mineiros”, declarou.
Recursos e equipamentos
De acordo com os dados apresentados durante o encontro, Vanderlan destinou R$ 7,4 milhões em emendas parlamentares para Mineiros ao longo de quase oito anos de mandato. Os recursos, segundo o senador, foram direcionados principalmente para saúde, educação e infraestrutura.
Do total informado, mais de R$ 4,8 milhões teriam sido destinados à área da saúde. Outros R$ 1,9 milhão foram apresentados como recursos para infraestrutura, enquanto mais de R$ 400 mil foram destinados ao Corpo de Bombeiros.
A atuação citada no encontro também inclui a destinação de equipamentos para serviços de infraestrutura do município. Entre eles estão uma motoniveladora e uma escavadeira hidráulica. Entidades ligadas a pequenos produtores rurais também receberam kits destinados à atividade de apicultura.
Durante a agenda, Vanderlan associou os investimentos à atuação de seu mandato junto aos municípios goianos e afirmou que pretende manter esse tipo de articulação caso seja reconduzido ao Senado.
“Nossa atuação garantiu, por exemplo, mais de R$ 4,8 milhões para a saúde. Também foi por meio do nosso trabalho que a cidade recebeu R$ 1,9 milhão para infraestrutura e trouxemos mais de R$ 400 mil para o Corpo de Bombeiros”, afirmou.
Compromisso com municípios
Em sua fala, o senador também afirmou que pretende manter uma atuação voltada às demandas apresentadas por prefeitos e vereadores de Goiás. Segundo Vanderlan, a relação com as administrações municipais é parte da estratégia de seu mandato para direcionar recursos federais às cidades.
“Nosso papel é justamente cuidar das cidades goianas. Nosso trabalho, conforme reconheceu o prefeito Aleomar, é real e vamos continuar entregando benefícios. As emendas são dinheiro do povo que precisa voltar para o povo”, disse.
O senador também afirmou que pretende manter o gabinete aberto para receber gestores municipais e representantes das câmaras de vereadores: “Nosso gabinete continuará de portas abertas para receber os prefeitos e vereadores. Tenham certeza de que vamos continuar atuando pelo fortalecimento dos municípios”, declarou.
O encontro em Mineiros ocorre na reta final da campanha para o primeiro turno das Eleições 2026. Conforme o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a votação será realizada em 4 de outubro, quando os eleitores escolherão, entre outros cargos, dois representantes para o Senado.
Julgamento sobre regime de previdência complementar para funcionários públicos egressos de Estados e municípios é o destaque do dia
O Plenário do Supremo Tribunal Federal realiza sessão deliberativa presencial a partir das 14h desta 4ª feira (30.set.2026).
Entre os itens em julgamento pelo colegiado –atualmente formado por 10 ministros em razão da vaga aberta pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso–, destaca-se a definição sobre o regime previdenciário aplicável a funcionários públicos federais que anteriormente ocupavam cargos na esfera estadual, distrital ou municipal.
Leia abaixo o destaque da pauta do Plenário nesta 4ª feira:
- serviço público (RE 1050597):
- analisa se funcionários públicos que ocupavam cargos na esfera estadual, distrital ou municipal e migraram para o serviço federal depois da instituição da previdência complementar têm direito a permanecer no regime previdenciário anterior (Tema 1.071 da Repercussão Geral).
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Medida provisória extingue apostas no Brasil e determina encerramento até outubro
Lidiane 30 de setembro de 2026
A medida provisória de nº 1394/26 extingue as apostas de quota fixa, conhecidas como bets, em todo o território nacional. A norma proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de plataformas de apostas esportivas e jogos online, com inclusão de empresas sediadas no exterior que atuem junto a usuários brasileiros.
O texto revoga dispositivos que regulamentavam o setor e determina o encerramento das operações das empresas de apostas no país. Além disso, ficam proibidas campanhas publicitárias, ações de marketing, patrocínios esportivos e qualquer forma de divulgação comercial relacionada às bets. A medida também prevê a retirada de sites e aplicativos das plataformas digitais e das lojas virtuais dos sistemas operacionais.
Além disso, a MP estabelece um cronograma para o encerramento das atividades e a devolução dos recursos mantidos pelos usuários. A partir de 25 de setembro, fica proibida a realização de novos depósitos. Os apostadores terão até as 23h59, do dia 5 de outubro, para sacar voluntariamente seus saldos. No dia 6 de outubro, os sites e aplicativos deverão sair do ar. Entre os dias 7 e 8, as empresas deverão informar aos bancos os valores remanescentes vinculados a cada CPF, permitindo que as instituições financeiras realizem os pagamentos entre 9 e 14 de outubro. Caso haja impedimentos para a devolução, os recursos serão transferidos à Caixa Econômica Federal, responsável pelos pagamentos posteriores.
De acordo com sua redação, haverá punições para pessoas físicas e jurídicas que descumprirem as determinações. As sanções incluem advertências, suspensão de atividades e multas que podem chegar a R$ 2 bilhões. Para garantir o cumprimento das regras, será criado um Comitê Interinstitucional de Fiscalização, coordenado pela Casa Civil e composto por representantes do Ministério da Fazenda, Ministério da Justiça, Polícia Federal, Receita Federal e Banco Central.
Embora já esteja em vigor, a medida provisória precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em até 120 dias, para ser convertida em lei.
Nesta reta final de campanha, o candidato a deputado federal Ezizio Barbosa (PSB) concentra sua agenda em Aparecida de Goiânia e na capital para consolidar alianças e apresentar propostas para a Câmara dos Deputados. O advogado acumula três mandatos como vereador em Aparecida e atuou por cerca de oito anos como líder do governo Maguito Vilela, além de ter ocupado cargos no Executivo municipal como secretário de Meio Ambiente e de Transporte e procurador da Câmara.
Para a disputa majoritária, Ezizio declarou apoio a Daniel Vilela (MDB) para o governo de Goiás e a Gustavo Mendanha (PRD) para o Senado. O candidato explicou que orienta os seus eleitores de esquerda a apoiarem Izaura Lemos (PSB) no segundo voto para o senado.
A articulação em Aparecida conta com a parceria do ex-prefeito Gustavo Mendanha e do candidato a deputado estadual Willian Panda (Podemos). Com histórico de candidaturas à Câmara dos Deputados em 2006 e à Assembleia Legislativa em 2014, Ezizio mantém sua atuação no direito em Goiás e ressalta a ligação de longa data com a família Mendanha, incluindo o respaldo de Danilo Mendanha, irmão de Gustavo.
“Eu reconheci e estou apoiando Gustavo Mendanha. É meu amigo, conheço desde criança. Sou amigo da família e fui chefe de gabinete do Léo Mendanha no primeiro mandato dele como deputado”, relembrou Ezizio, ao citar o pai de Gustavo.
Ao detalhar a diversidade de correntes que compõem sua base, o postulante do PSB reforça que prefere focar em convergências políticas em vez de polarizações ideológicas.
“Eu sou um político de centro. Procuro ver o melhor das pessoas. Tenho pessoas honestas na direita e na esquerda. O que eu procuro é ver o melhor das pessoas”, afirma.
A política habitacional figura entre as prioridades do seu plano de mandato. Ezizio tem intensificado encontros em assentamentos e conjuntos residenciais como os setores Agenor Modesto e Alto da Boa Vista ao lado de Willian Panda, que é ex-vereador e ex-secretário de Habitação do município.
“Moradia é prioridade para mim, para o Panda e para o Gustavo Mendanha. Essa parceria foi construída em reuniões nos assentamentos e em prédios destinados a pessoas carentes”, destacou.
A defesa das prerrogativas da classe jurídica também compõe a plataforma eleitoral de Ezizio. O candidato pretende protocolar projetos de lei no Congresso para endurecer as punições contra a violação dos direitos da advocacia.
“Sem uma advocacia forte, o cidadão não tem liberdade. Quero apresentar projetos de lei para criminalizar, com penas altas, aqueles que não respeitam as prerrogativas dos advogados”, contou.
Agência deu 3 dias para empresa prestar esclarecimentos após anúncio de expansão da oferta de remédios com receita
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) notificou o Mercado Livre nesta 2ª feira (28.set.2026) e determinou que a empresa suspenda a hospedagem, a divulgação e a facilitação da venda de medicamentos em sua plataforma. A decisão vem 3 dias depois do Mercado Livre anunciar a expansão de sua operação farmacêutica, que passou a incluir remédios de venda sob prescrição.
A agência exigiu que a empresa apresente documentos e esclarecimentos em até 3 dias úteis a partir do recebimento da notificação. O prazo se encerra em 1º de outubro. O descumprimento pode resultar na abertura de um processo administrativo sanitário. As informações foram publicadas pela Folha de S.Paulo e confirmadas pelo Poder360.
A Anvisa quer saber qual empresa é responsável pela farmácia própria do Mercado Livre, onde ela opera, se possui autorização da agência e alvará sanitário, e quem é o farmacêutico responsável. Também pede detalhes sobre o processo de conferência de receitas e sobre as condições de armazenamento e transporte dos medicamentos.
Na notificação, a Anvisa lista ainda as exigências normalmente aplicadas a farmácias e drogarias: responsabilidade técnica, cumprimento das regras de armazenamento e registro de farmacêutico responsável, entre outros requisitos.
Em nota enviada ao Poder360, a agência ressalta que, até o momento, “não há previsão normativa que autorize a intermediação de marketplaces para finalidade de comercializar medicamentos”.
EXPANSÃO FARMACÊUTICA
O Mercado Livre anunciou na 5ª feira (24.set) a expansão de sua operação de varejo farmacêutico. Desde 6ª feira (25.set), a farmácia própria da empresa comercializa medicamentos sob prescrição, entre eles antibióticos e canetas utilizadas em tratamentos de diabetes e outras doenças.
Para outubro, a companhia estima a inclusão de 3 redes de farmácias terceirizadas no marketplace, cujos nomes ainda não foram divulgados. A empresa também anunciou o Envios Agora, serviço que promete entregar produtos em até 60 minutos e que começou a ser testado em bairros de São Paulo.
Procurado pelo Poder360, o Mercado Livre disse que ainda não recebeu a notificação e que cumpre as normas aplicáveis. A empresa disse que seus produtos “têm rastreabilidade completa assegurando controle de origem e validade” e que mantém diálogo com a Anvisa sobre a regulamentação do setor.
Leia a resposta completa:
“O Mercado Livre informa que, até o momento, não recebeu qualquer notificação e/ou informação referente ao ofício mencionado. De toda maneira, a empresa aproveita a oportunidade para reafirmar que cumpre as normas aplicáveis, colocando em primeiro lugar a segurança de seus usuários.
A confiança do consumidor brasileiro é a base do nosso negócio. Entrar na vertical de venda de medicamentos não será diferente e entendemos a seriedade de entrar no setor farmacêutico. No Mercado Livre, todos os produtos têm rastreabilidade completa assegurando controle de origem e validade e garantindo conformidade com todas as normas sanitárias vigentes.
A empresa mantém diálogo com a Anvisa e demais entidades para contribuir com a constante adaptação da regulamentação.”
Durante as comemorações alusivas ao Setembro Vermelho é celebrado nesta terça-feira, 29, o Dia Mundial do Coração. A data busca reunir organizações de saúde, médicos e outros profissionais da área, universidades, escolas e demais membros da comunidade para celebrar e reconhecer a importância de se cuidar do coração. Em todo o globo, a data alerta para a importância da prevenção às doenças cardiovasculares e para a conquista de uma boa qualidade de vida.
Esse dia foi estabelecido em 1999 por parceria entre a Federação Mundial do Coração (FMC) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). Sua criação foi originariamente proposta por Antoni Bayés de Luna, presidente da FMC, com a pretensão de conscientizar a população sobre os riscos das doenças cardiovasculares e prevenir doenças que podem ser fatais.
Todos os anos, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) celebra a data com uma programação especial voltada para o incentivo de hábitos saudáveis, tais como alimentação equilibrada, prática de atividades físicas regulares, redução dos níveis de colesterol e estresse, exclusão de fumo e álcool. A SBC também estimula que, em todo o país, diversas iniciativas e eventos sejam realizados ao longo desse dia, com cardiologistas realizando palestras, exames, postagens nas redes sociais, dentre outras ações.
É possível perceber o tamanho do desafio a ser enfrentado numa escala global, quando se confrontam os dados da OMS, indicando que mais de 19 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência de doenças do coração e da circulação. A população mais afetada ainda é aquela que vive em países de baixa e média renda, que muitas vezes carecem de recursos adequados para prevenção e tratamento.
No Brasil, as doenças cardiovasculares também lideram as causas de óbito. De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 400 mil brasileiros morrem por ano em decorrência de problemas cardíacos, o que representa cerca de 30% de todos os óbitos no país. Em termos práticos, isso equivale a mais de mil vidas perdidas por dia devido a infartos, derrames (AVC), insuficiências cardíacas e outras complicações. Esse número impressionante supera, por exemplo, o total de mortes causadas por todos os tipos de câncer somados.
Principais estudos
Graças à ciência hoje já é possível saber que grande parte das doenças cardiovasculares está ligada a fatores de risco conhecidos e em sua maioria evitáveis: hipertensão arterial (pressão alta), diabetes, colesterol elevado, obesidade, tabagismo, alimentação não saudável, sedentarismo e consumo excessivo de álcool estão entre os principais vilões do coração.
Comprovadamente essas doenças não têm causas somente pela idade avançada ou por fatores genéticos, mas resultam principalmente de hábitos prejudiciais acumulados ao longo da vida. Isso é o que aponta o Estudo de Framingham, um dos trabalhos médicos mais importantes do Século XX, que forneceu informações cruciais para o reconhecimento da prevenção e o manejo da aterosclerose, suas causas e complicações.
Com cinquenta anos de dados coletados dos residentes de Framingham, o estudo se tornou um grande divisor de águas e dele resultaram mais de 1 mil artigos científicos que foram capazes de introduzir os conceitos de fatores de risco biológicos, ambientais e comportamentais, identificar os principais fatores de risco associados a doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e outras doenças, revolucionar a medicina preventiva e mudar para sempre a forma como a comunidade médica e a população em geral enxergam a origem das doenças.
A National Library of Medicine, ao listar as dez maiores descobertas da cardiologia no século passado, elencou, além do Estudo de Framingham outras importantes descobertas da área cardiovascular: a eletrocardiografia; as “hipóteses lipídicas” e a aterosclerose; as unidades de terapia intensiva coronariana; a ecocardiografia; a terapia trombolítica; o cateterismo cardíaco e a angiografia coronária; a cirurgia de coração aberto; os desfibriladores cardíacos implantáveis automáticos; e a angioplastia coronária. Todas elas serviram de base para os maiores avanços da medicina cardiovascular preventiva.
Opinião de especialista
Ao falar sobre os principais avanços realizados neste Século XXI, o médico cardiovascular Marcellus Sousa Arantes, que compõe os quadros do Serviço de Saúde e Meio Ambiente do Trabalho na Assembleia Legislativa de Goiás, observa que as descobertas anteriores criaram a base para os progressos percebidos, mas que nos últimos tempos muitos outros avanços ocorreram e existe a perspectiva de que muitos outros aconteçam brevemente.
O cardiologista avalia que essa área da medicina vem incorporando grandes mudanças e está reformulando a maneira como as doenças cardíacas são tratadas e prevenidas, com diagnósticos mais precisos e procedimentos cada vez menos invasivos. Segundo ele, essa mudança tem potencial para tornar a recuperação do paciente mais eficiente e oferecer qualidade de vida por mais tempo, representando um grande salto na área da cardiologia.
“Já se percebe melhoria significativa nos aparelhos de tomografia, nos aparelhos de ressonância, nos aparelhos de imagens cada vez mais nítidas, no surgimento de softwares mais modernos que avaliam a saúde das artérias coronarianas, mostrando se existe formação de placas e qual a melhor intervenção”, explica o especialista.
Segundo ele, todos esses são avanços que dão a condição do paciente ser tratado com o grupo farmacológico das estatinas antes dos sintomas aparecerem ou garantir a precisão exata para o implante de um stent cardíaco farmacológico que desobstrui a artéria e melhora o fluxo sanguíneo.
De acordo com o cardiologista, ainda somam-se a isso recursos como: a eletrocardiografia, as unidades de terapia intensiva (UTI), a ecocardiografia, a terapia trombolítica, o cateterismo cardíaco, a angiografia coronária, os desfibriladores cardíacos implantáveis automáticos e a angioplastia coronária.
Arantes assinala que esses avanços não representam apenas esperança, mas estão criando caminhos totalmente novos para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento, num esforço coletivo de salvar vidas.
Para um futuro bem próximo, a evolução deve ocorrer a nível molecular, com o objetivo de alcançar diagnóstico cada vez mais precoce, individualizar a terapia, podendo refinar ainda mais o tratamento com procedimentos minimamente invasivos, oferecer maior precisão atingindo resultados mais satisfatórios e com menos efeitos colaterais.
O cardiologista acredita que em pouco tempo vai ser possível pegar os métodos diagnósticos já consolidados, dados de exames físicos, história clínica, marcadores genéticos e cruzar todos eles com a Inteligência Artificial (IA), sendo possível refinar o diagnóstico com grau de precisão nunca antes visto e, depois, decidir por um tratamento personalizado com medicações individualizadas.
Sendo ainda mais otimista, ele acredita que chegará o momento em que será possível acessar o gene humano e reprogramar o RNA buscando alterar o tecido cardíaco doente para um totalmente saudável.
Mas até que esse mundo ideal não seja realidade, o médico cardiologista adverte que o melhor é que todos continuem seguindo o protocolo de cuidados cardíacos que envolve: alimentação equilibrada, prática de atividades físicas regulares, redução dos níveis de colesterol e estresse, controle do peso corporal, sono de qualidade e exclusão de fumo e álcool.
Com o apoio da família e de lideranças políticas de Anápolis, a psicóloga Ana Caroline Guimarães, de 37 anos, disputará uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) pelo MDB. Ela substitui o marido, o deputado estadual Amilton Filho, falecido aos 41 anos após um acidente de trânsito na BR-050 na madrugada do último sábado (26/9).
A apresentação de sua candidatura como “Carol do Amiltinho” foi definida nesta segunda-feira (28/9), após reunião com familiares e aliados, como o pai do parlamentar, Amilton Batista, a irmã e vereadora Andreia Rezende (Avante) e o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL).
Apesar da substituição de nomes, a votação exigirá atenção do eleitorado no próximo domingo, 4 de outubro. Ao digitar o número 15100, o eleitor ainda verá o nome, o número e a fotografia de Amilton Filho na tela da urna eletrônica.
A situação é amparada pelo artigo 71 da Resolução nº 23.609/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como a morte ocorreu após a preparação e o lacre dos equipamentos, a legislação determina que o substituto utilize os dados da pessoa substituída, cabendo ao partido e à Justiça Eleitoral dar ampla divulgação à alteração para orientar os eleitores. Com a regularização do pedido do MDB, os votos computados para a chapa serão destinados a Ana Caroline.
Emocionada, a psicóloga destacou que a decisão busca dar continuidade aos projetos e compromissos firmados pelo marido nos municípios goianos.
“Eu perdi meu marido, meu companheiro de 21 anos, o pai dos meus filhos e o grande amor da minha vida. Existe uma dor impossível de dimensionar, mas assumo esse chamado com fé. Eu não vou substituir o Amilton, ele é insubstituível na vida de todos, mas vou honrar cada compromisso assumido por ele”, declarou Ana Caroline.
Durante o encontro de definição da chapa, Carol lembrou do empenho de Amilton para figurar entre os parlamentares mais votados do estado e reforçou o compromisso com las bases que o acompanhavam.
“Hoje estou acabada, mas confio que o Senhor vai me capacitar e me fazer forte ao ponto de continuar o legado do meu marido. O meu sim hoje é por cada uma das famílias, por cada projeto e pelos compromissos que ele assumiu”, afirmou.
Trajetória no Legislativo
Natural de Anápolis, Amilton Batista de Faria Filho era advogado formado pela UniEvangélica, onde iniciou a militância política no movimento estudantil. Atuou como servidor público estadual de 2007 a 2017 e disputou sua primeira eleição em 2012, conquistando um mandato de vereador.
Reeleito para a Câmara Municipal de Anápolis, presidiu a Casa no biênio 2017-2018, período em que impulsionou projetos como o *Câmara nos Bairros* e a realização do segundo concurso público do Legislativo municipal.
Em 2018, foi eleito para a Alego e consolidou sua representatividade em 2022, quando se reelegeu com 46.556 votos para o segundo mandato, mantendo forte atuação junto a prefeituras de várias regiões de Goiás. Amilton deixa a esposa e dois filhos, Samuel e Laura.
Sindicato vai ao STF para reverter MP que afeta contratos de clubes e naming rights de campeonatos
O Sinafut (Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e suas Entidades Estaduais de Administração e Ligas) pediu ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, a suspensão dos efeitos da MP (medida provisória) que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. A organização também pediu, de forma alternativa, que os prazos previstos na medida sejam prorrogados por pelo menos 6 meses.
O pedido foi apresentado em manifestação nas ADPFs (arguições de descumprimento de preceito fundamental) 7.721, 7.723 e 7.749, que discutem regras relacionadas às apostas de quota fixa. O Sinafut também solicitou ao STF sua admissão como amicus curiae —parte que contribui com informações e argumentos técnicos em um processo— e informou a Fux sobre os efeitos da nova MP sobre o futebol profissional.
A MP 1.394, publicada em 25 de setembro de 2026, estabeleceu prazos para o encerramento das atividades das empresas de apostas. Em até 10 dias, sites e aplicativos deverão ficar indisponíveis, e anúncios e patrocínios relacionados às apostas deverão ser retirados. Em até 30 dias, as autorizações concedidas pela União, pelos Estados e pelo Distrito Federal serão extintas, sem devolução das taxas de autorização ou pagamento de indenização.
Para o sindicato, os prazos têm impacto direto sobre o futebol profissional, porque clubes mantêm contratos de patrocínio, publicidade, naming rights, transmissão e licenciamento de marcas com empresas de apostas. A organização também cita os recursos destinados ao esporte dentro do modelo regulado de apostas.
O Sinafut também critica o prazo de 10 dias previsto na MP para a transição. O sindicato alerta que, se as autorizações forem extintas e as plataformas tiradas do ar antes de qualquer julgamento, a “decisão desta Corte poderá perder a utilidade prática, já que o mercado regulado não poderá ser restabelecido por decisão posterior, sem custos irreversíveis”.
Segundo dados citados pelo Sinafut na petição, os patrocínios de empresas de apostas aos clubes da Série A somaram cerca de R$ 1,14 bilhão em 2025. O valor correspondia a 7,9% da receita conjunta dos clubes da 1ª divisão, estimada em R$ 14,9 bilhões.
O sindicato afirma que a legislação que regulamentou as apostas também criou mecanismos de integridade esportiva. Entre eles estão o monitoramento do mercado, a comunicação de atividades suspeitas ao Ministério da Fazenda e ao Ministério Público e restrições para que atletas, árbitros, dirigentes e integrantes de comissões técnicas apostem em determinadas competições.
Na avaliação apresentada ao STF, a revogação dessas regras pela MP pode provocar a migração das apostas para o mercado ilegal, que não estaria submetido aos mesmos mecanismos de fiscalização e integridade. O Sinafut sustenta que isso pode afetar o combate à manipulação de resultados no futebol.
A entidade afirma ainda que a aplicação imediata da MP pode causar problemas para contratos já firmados entre clubes e empresas de apostas. O sindicato argumenta que os prazos estabelecidos pela medida não seriam suficientes para que as partes reorganizassem contratos e compromissos comerciais.
Além da suspensão da MP, o Sinafut pediu, como alternativa, que o STF determine uma transição de pelo menos 6 meses para o cumprimento das novas regras. Também solicitou, especificamente para relações do futebol profissional, que contratos de patrocínio, publicidade, naming rights, transmissão, licenciamento de marcas e recursos destinados ao esporte possam permanecer em vigor até 31 de dezembro de 2026.
O sindicato também pediu que, caso o STF considere inconstitucional a Lei 14.790 de 2023, que regulamentou as apostas de quota fixa, seja estabelecido um período de transição de pelo menos 12 meses antes da produção dos efeitos da decisão.
Na petição, o Sinafut defende a constitucionalidade do modelo regulado de apostas e afirma que eventuais problemas da legislação devem ser corrigidos, e não resultar na interrupção imediata da atividade. A entidade sustenta, porém, que, independentemente da decisão do Congresso ou do STF sobre a MP e as ações em julgamento, deve ser assegurado um período de transição para os contratos e atividades afetados.
O sindicato pediu ainda autorização para apresentar nota técnica e fazer sustentação oral no processo.
Outras ações no STF
A movimentação do Sinafut se soma a ações já protocoladas por outras organizações do setor. Na 2ª feira (28.set), a ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias) e o IBJR (Instituto Brasileiro de Jogo Responsável) acionaram o STF com pedido de suspensão imediata da MP, também em ação direta de inconstitucionalidade. A AGU (Advocacia-Geral da União) respondeu, estabelecendo prazo de 72 horas para o STF se manifestar sobre as ações.
Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, afirmou em comunicado: “Estamos diante de flagrantes contradições do poder público ao tomar uma atitude às vésperas de um processo eleitoral, depois de ele mesmo ter sido o autor da lei na qual se baseou todo o mercado regulado. No lugar de um mercado íntegro e responsável, os cerca de 30 milhões de apostadores do Brasil terão um cenário de terra arrasada, com o domínio absoluto dos sites ilegais”.
O relator das ações é o ministro Luiz Fux, que pode decidir de forma monocrática ou submeter os pedidos ao plenário do STF.
Na manhã da 2ª feira (28.set), representantes e dirigentes de clubes das Séries A e B de São Paulo se reuniram em caráter de emergência na sede da FPF (Federação Paulista de Futebol), na Zona Oeste da capital paulista, para discutir os efeitos da proibição sobre o futebol brasileiro, que recebeu investimento de pouco mais de R$ 1 bilhão em patrocínio de casas de apostas em 2025.
O Ministério do Esporte também convocou uma reunião com federações estaduais e clubes das 4 divisões dos campeonatos da CBF. O encontro, inicialmente marcado para esta 3ª feira (29.set), foi adiado sem nova data definida. O tema central indicado em ofício enviado pelo ministério à CBF é o fortalecimento do futebol brasileiro.


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