Presidentes se reuniram por 2h30 no Grande Salão do Povo; China anunciou compra de 200 aviões da Boeing no 1º dia de cúpula
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou, nesta 5ª feira (14.mai.2026), que o presidente chinês Xi Jinping (PCCh) se referiu aos EUA como uma nação em declínio em alusão ao período do governo de Joe Biden (Partido Democrata).
Trump explicou que a referência de Xi ao declínio norte-americano dizia respeito especificamente aos danos durante o governo Biden e que o líder chinês estava “100% certo”.
“Nosso país [EUA] sofreu imensamente com fronteiras abertas, impostos altos, direitos de pessoas transgênero, homens em esportes femininos, diversidade, equidade e inclusão, acordos comerciais desastrosos, criminalidade desenfreada e muito mais”, declarou Trump em seu perfil oficial na rede Truth Social.
A declaração vem no contexto de comentários sobre a relação bilateral entre Estados Unidos e China. Trump afirmou que Xi o parabenizou pelos resultados alcançados em sua gestão e caracteriza sua administração como uma fase de ascensão do país.
Sobre sua própria administração, Trump mencionou que completou 16 meses de governo. Ele citou mercados de ações e planos de aposentadoria 401(k) em níveis recordes, vitória militar, relações com a Venezuela, ações militares contra o Irã e investimentos de US$ 18 trilhões nos Estados Unidos.
Trump também mencionou o que descreveu como o melhor mercado de trabalho da história norte-americana, com mais pessoas trabalhando no país do que nunca, e citou o fim de políticas de Diversidade, Equidade e Inclusão.
O presidente declarou que os Estados Unidos são, atualmente, a nação mais influente do mundo e expressou expectativa de que a relação com a China seja mais forte e melhor do que nunca.
Eis a publicação:
CÚPULA CHINA-EUA
As conversas entre Trump e Xi Jinping tiveram início no Grande Salão do Povo, em Pequim, nesta 5ª feira (14.mai). O encontro entre os presidentes durou cerca de 2h30 e deve se estender por 2 dias.
O 1º dia de conversas foi marcado pelo anúncio da compra de 200 aviões da Boeing pela China, número abaixo das 600 aeronaves esperadas. Os anúncios de parcerias comerciais ficaram para o 2º e último dia da cúpula. Trump e Xi devem se reunir novamente na 6ª feira (15.mai), às 11h30, no horário de Pequim (0h30 no horário de Brasília).
Há expectativa de anúncios nos seguintes setores:
- terras-raras para empresas de tecnologia dos EUA;
- compromissos de compras de produtos agrícolas dos EUA;
- compromisso para retomada de compra de petróleo dos EUA.
Ex-vice-presidente critica omissão democrata e diz em seu livro “107 Days” que Joe Biden, à época com 81 anos, estava “cansado”
A ex-vice-presidente Kamala Harris (Partido Democrata) escreveu em seu livro “107 Days” que o partido cometeu uma “imprudência” ao permitir que o ex-presidente Joe Biden (Partido Democrata), à época com 81 anos, decidisse sozinho sobre sua candidatura à reeleição em 2024. O trecho foi publicado na revista The Atlantic nesta 4ª feira (10.set.2025).
Na obra, Harris defende as capacidades de Biden para governar, mas o descreve como “cansado” no último ano de seu mandato. Ela também definiu o debate entre o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano) e Biden, no qual o democrata teve um rendimento considerado ruim, como um “fiasco”.
Trata-se da 1ª vez que Harris critica publicamente a decisão de Biden sobre um 2º mandato. “Foi graça ou foi imprudência? Em retrospecto, acho que foi imprudência”, escreveu.
Mesmo antes de desistir da reeleição, Biden já sofria com questionamentos sobre suas capacidades cognitivas devido à idade avançada. Depois disso, Harris concorreu contra Trump em uma campanha de 107 dias. Terminou derrotada pelo republicano.
“No seu pior dia, ele era mais profundamente conhecedor, mais capaz de exercer julgamento e muito mais compassivo do que Donald Trump no seu melhor. Mas aos 81 anos, Joe ficava cansado. É quando sua idade se mostrava em tropeços físicos e verbais”, afirma Harris.
Segundo ela, parte da culpa foi do próprio partido, que teria agido com leniência ao permitir uma escolha unilateral do ex-presidente.
A democrata acrescentou que “as apostas eram simplesmente altas demais” e, por isso, a escolha não deveria “ter sido deixada para o ego de um indivíduo”, mas construída de forma coletiva.
O livro de Harris será lançado pela editora Simon & Schuster em 23 de setembro.
O presidente norte-americano afirma que herdou “uma catástrofe econômica e um pesadelo inflacionário” do governo democrata
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), culpou seu antecessor, Joe Biden (democrata), pelo aumento no preço dos ovos. “Joe Biden, em especial, deixou o preço dos ovos sair do controle e estamos trabalhando duro para reduzi-lo”, afirmou na 3ª feira (4.mar.2025).
O chefe do Executivo norte-americano deu as declarações durante discurso em uma sessão do Congresso dos EUA. Essa é a 1ª vez que Trump se dirige aos congressistas desde que assumiu seu 2º mandato. Embora semelhante, o evento não se trata do tradicional discurso do Estado da União.
Durante sua fala, o líder norte-americano afirmou ter herdado “uma catástrofe econômica e um pesadelo inflacionário” do governo Biden.
Trump também responsabilizou Biden pela alta nos preços de energia e alimentos: “Sofremos a pior inflação em 48 anos, talvez até na história do nosso país. Como presidente, estou lutando todos os dias para reverter esses danos”.
Desde 2022, um surto de gripe aviária (H5N1) tem impactado a indústria avícola dos EUA, resultando na morte de mais de 166 milhões de aves, incluindo galinhas poedeiras. Em fevereiro, o Departamento de Agricultura dos EUA anunciou um plano de investimento de US$ 1 bilhão para combater a doença.
INFLAÇÃO NOS EUA
A inflação anualizada dos Estados Unidos subiu para 3% em janeiro de 2025 –aumento de 0,1 ponto percentual em relação a dezembro de 2024, quando foi de 2,9% no acumulado de 12 meses. Os dados de fevereiro serão divulgados em 12 de março.
Congressistas democratas temem que as tarifas aplicadas por Trump sobre importações elevem ainda mais os preços.
Antes do discurso do republicano na 3ª feira (4.mar), ao menos 25 senadores democratas divulgaram um vídeo afirmando que os preços “estão subindo” desde o início do mandato de Trump.
Decisão visa a proteger a segurança nacional e assegurar que a produção de aço continue sob controle dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden (Democrata) bloqueou nesta 6ª feira (3.jan.2024) a venda da fabricante de aço norte-americana U.S. Steel à siderúrgica japonesa Nippon Steel. Segundo Biden, decisão visa a proteger a “segurança nacional”.
“Esta aquisição colocaria um dos maiores produtores de aço dos Estados Unidos sob controle estrangeiro e criaria risco para nossa segurança nacional e nossas cadeias de suprimentos críticas”, disse Biden em um comunicado. Eis a íntegra (PDF–46 kB, em inglês).
Em 18 de dezembro de 2024, o acordo de compra estava em andamento por US$ 14,9 bilhões. Segundo comunicado, a Nippon pagaria US$ 55 por ação. O valor representa um prêmio de cerca de 40% aos acionistas da empresa norte-americana.
A compra, aprovada pelos conselhos das duas empresas, ainda precisava da validação dos acionistas da U.S. Steel e de órgãos regulatórios.
Ainda segundo o presidente no comunicado, os EUA precisa de “grandes empresas norte-americanas representando a maior parte da capacidade de produção de aço do país para continuar liderando a luta em nome dos interesses nacionais dos EUA”.
U.S. STEEL
Também conhecida como U.S. Steel, a companhia norte-americana foi fundada em 1901 por J.P. Morgan, Andrew Carnegie, Charles Schwab e Elbert Gary. Ela teve um papel importante na industrialização dos EUA e foi responsável pelo fornecimento de aço para a construção de estruturas conhecidas, como a Bay Bridge de São Francisco e o edifício da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York.
Desespero: campanha de Biden lança site polêmico criticando Trump horas antes do debate na CNN
Lidiane 28 de junho de 2024
A campanha do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, lançou nesta quinta-feira (27) uma nova página de website criticando a agenda de Donald Trump, antecipando o debate presidencial da CNN.
O novo site foca diretamente no Projeto 2025 — uma iniciativa de transição administrada pela Heritage Foundation, um think tank conservador.
O portal apresenta pontos que a campanha de Biden classificou como formas pelas quais o ex-presidente Donald Trump e seus aliados estão “planejando consolidar o poder e atropelar os freios e contrapesos democráticos para conseguir isso”.
A lista inclui políticas relacionadas à assistência médica, economia e previdência social.
“O Projeto 2025 deixa claro: se Donald Trump ganhar um segundo mandato, ele fará tudo o que puder para retirar as liberdades dos americanos, minar nossa democracia e acumular poder para si mesmo, enquanto usa o governo como arma para se vingar de seus oponentes”, afirmou a porta-voz da campanha de Biden, Sarafina Chitika, em um comunicado.
O lançamento do novo site no dia do primeiro debate entre Trump e Biden destaca o esforço da campanha democrata em contrastar a liderança do atual presidente com a do ex-presidente republicano.
Trump, por sua vez, também fez uma postagem nas redes sociais atacando Biden nesta quinta-feira.
“Joe Biden é uma ameaça à democracia e uma ameaça à sobrevivência e existência do nosso país”, escreveu Trump na rede Truth Social.
Trump escreveu que Biden representa uma “ameaça” à democracia / Reprodução


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